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OuremReal

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11.09.14

As ex - scuts


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Um cidadão francês resolve vir a Portugal com a família para passar uns dias de férias. Entra na fronteira de Vilar Formoso e segue pela A23 até à zona de Torres Novas, onde deixa esta via. Durante o trajeto percebe que passa em pórticos que vão indicando o preço a pagar por cada troço de autoestrada, mas desde que entrou até sair não viu nada nem ninguém que lhe permita satisfazer qualquer pagamento. Como ninguém lho pede, nem sabe onde nem como pagar, muito provavelmente vai andar por aí uns dias, voltar a usar a A23 para ir embora e a dívida vai ficar por pagar.

Tal como está a acontecer com os nossos vizinhos espanhóis que, segundo a comunicação social noticiou há alguns dias, só na zona da Galiza, devem uns largos milhares de euros em portagens e, pelos vistos, continuam a entrar e sair, a tratar das suas vidas, como se as portagens não existissem.

Podemos sempre ser moralistas e dizer que cada um deve cumprir os seus deveres e, antes de utilizar a autoestrada, ter a obrigação de se informar como proceder; podemos dizer que, neste caso, como noutros, a ignorância até dá jeito, porque enquanto não se tem informação tem-se o argumento, ou a desculpa de mau pagador, de que não se cumpriu porque não se sabia como fazê-lo.

Como todos sabemos, as SCUTs passaram a autoestradas com portagens por razões económicas e financeiras e a adaptação que se impunha com a colocação de portagens não foi feita pelas mesmas razões. Enquanto os cidadãos nacionais têm facilidade em resolver a situação, porque sabem como e onde pagar, apesar de não ser prático terem de se deslocar e perder tempo para o fazer, também podem sempre optar pela colocação do dispositivo para pagamento automático; mas um cidadão estrangeiro, que nos visita esporadicamente, não vai ter que ter essa preocupação; é preciso que quem o obriga a pagar lhe facilite essa tarefa e lhe proporcione os meios e os locais adequados ao cumprimento desse dever. Parece ser o mínimo!

 

O.C.