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OuremReal

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13.02.08

A carta a Cavaco Silva


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O Plano Estratégico Nacional de Turismo que o Governo quer implementar vem acabar com as actuais regiões de turismo e dar uma nova organização ao turismo nacional. O mesmo é dizer que vem mexer com muitos interesses instalados, com muitos hábitos criados, provavelmente com muitos projectos arquitectados e lançar muitas dúvidas junto de muitos dos intervenientes no assunto.

É normal (porque já se esperava que assim fosse) que muita gente se manifeste contra!

O que não é normal é que não se diga, concretamente, por que é que se está contra. É o caso do Sr. Presidente da Câmara de Ourém que, indignado, ou preocupado, não se sabe bem, (talvez as duas coisas), terá escrito ao Sr. Presidente da República, a pedir que intervenha no sentido de impedir a "destruição" da Região de Turismo de Leiria - Fátima, sob pena de se "perder um território turístico que funciona há décadas com produtos turísticos que complementam o destino religioso que é Fátima". Esta argumentação parece, no mínimo, absurda, para não dizer falaciosa. Ora, aquele Plano não acaba com a realidade turística e religiosa que é Fátima, não acaba com o território em que ela se insere, mesmo que lhe altere a dimensão, não acaba com os produtos turísticos que, por arrastamento, ou por qualquer outra razão, podem ser comercializados e explorados nesse território, não impede que os investidores continuem a investir, não tolhe a actividade aos empresários, não trava o comércio, não inviabiliza indústrias, não proibe o movimento de turistas.

O problema parece ser outro: pode  mudar a "gerência" da estrutura turística.

E, se assim for, com a extinção  da região de Turismo de Leiria - Fátima, desaparece o lugar de Presidente da mesma, mais uns quantos que andam à sua volta, sem que Fátima, em particular, e o concelho de Ourém, em geral, que é, afinal, o que mais interessa no caso, tenham algum prejuizo. Agora se o Sr A, mais o Sr B, ou o grupo X, ou o compadre Y, perdem alguma influência, o poder, ou o tacho, isso é, simplesmente, irrelevante.

Ourém, concelho, precisa, muitíssimo, de uma dinâmica que o tire do marasmo em que está. A verdade é que essa dinâmica terá que girar em volta de Fátima, por razões óbvias. Certamente com uma envolvência que terá que ir muito para além das nossas fronteiras concelhias; por necessidade, por conveniência, porque não faz sentido que assim não seja.

Mas, para que isto aconteça, é preciso que a nova área, região ou o que se lhe chamar, seja  adequada aos nossos interesses e que haja pessoas competentes para o fazer, pessoas que ponham os interesses do concelho à frente de quaisquer outros, pessoas que se interessem, desinteressadamente, por aquilo que fazem. Independentemente do nome ou da dimensão da região, ou sub-região em que se inserir.

Esperemos para ver !

 

O.C.

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