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OuremReal

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05.02.08

Rei de Portugal e dos Algarves


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Os reis de Portugal, no séc. XIII, depois de expulsarem os mouros do Algarve, passaram a usar o título de "rei de Portugal e dos Algarves". Mais tarde, com as conquistas em África, passaram a usar o título de "rei de Portugal e dos Algarves, d'aquém e d'além mar, em África, senhor da Guiné", e por aí fora, à medida que as descobertas e conquistas e as consequentes influências iam prosseguindo.

À semelhança, ressalvadas as devidas proporções, mas tendo em conta fundadas preocupações, acho que o senhor Presidente da Câmara de Ourém devia começar a usar o título de Presidente da Câmara de Ourém e Fátima, senhor da APEFF, da AFS, do Centro de Congressos de Fátima, da Universidade Sénior de Fátima, do Estádio Municipal de Fátima, do Aeroporto de Fátima e do mais que estiver para vir para Fátima, à medida que a preocupação e influência presidenciais forem alastrando para sudoeste do concelho, com clara secundarização dos outros pontos cardeais, que o mesmo é dizer : primeiro Fátima, depois Fátima e, se sobrar alguma coisa, então será para Fátima e para as outras 17 freguesias, por uma questão de equidade e de justiça, claro !

Tudo isto, porque ficámos a saber, para juntar ao que já se sabia, que :

- O Presidente da Câmara de Ourém e o Presidente da Associação Industrial Portuguesa assinaram um protocolo para a concepção, construção, gestão e exploração do futuro Centro de Congressos de Fátima, que irá custar 9,5 milhões de euros, (fora as derrapagens);

Se tiver tanta utilidade/utilização como o de Ourém, será um excelente investimento...

- O Presidente da Câmara de Ourém é um dos promotores da criação da AFS (Associação Fátima Solidária), uma entidade de cariz social e humanitário. Vai funcionar nas instalações da APEFF ( Associação para a Promoção do Ensino e Formação de Fátima). A AFS terá dois grandes objectivos: a formação ao longo da vida e, daí, a criação duma Universidade Sénior, e a promoção de acções de cooperação e solidariedade, a nível nacional e internacional, em especial nos PALOP ( Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). E como o senhor Presidente acha que a Câmara não tem vocação para este tipo de intervenção, vai canalizar para os cofres da AFS as verbas que tem orçamentadas para acções de solidariedade. Curioso !

Naturalmente que ninguém estará contra o desenvolvimento e o progresso do concelho.

Eu, pelo menos, não estou ! Só não aceito é que todos os grandes focos desse desenvolvimento e progresso previligiem, em especial, a freguesia de Fátima, sendo que um dos principais promotores, pelo menos o mais visível, seja o Presidente da Câmara Municipal, que, por isso mesmo, deveria cuidar, equilibradamente, do progresso e desenvolvimento das 18 freguesias.

 

O.C.