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OuremReal

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03.01.08

Ao ataque!


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A destruição da rua de Castela continua a bom ritmo. Um dos locais da cidade de Ourém que ainda poderia manter alguns dos traços do que esta terra terá sido há dois ou três séculos atrás, está a ser alvo de mais uma investida, desta vez muito forte, por parte dos detentores do poder local, que apostaram em desfigurar aquela parte da antiga Vila Nova e não pararão enquanto não atingirem esse objectivo. Quando se percorre o País e se vê, em muitas terras, a preocupação que há em preservar, na medida do possível, os locais mais antigos e característicos, fica-se com a sensação de que se está a respeitar o passado e, de certo modo, a recordar e a homenagear os que nos antecederam e que, tanto ou mais que nós, se esforçaram por engrandecer a sua terra. Em Ourém, Vila Nova de Ourém, isso não acontece. Há quem diga que o facto dos Presidentes de Câmara terem sido, ao longo dos tempos, "pessoas de fora", que não nasceram ali, que não brincaram ali os primeiros anos da sua vida e que ali não cresceram, não sentem a terra como sua e que o tal "bairrismo", que muitas vezes é preciso, não existe. Quando assim acontece, é muito mais fácil que haja outras forças a mover as vontades, e que muitos outros interesses se evidenciem. Admito que esta teoria possa ter alguma consistência, mas também acho que os tais oureenses, ali nascidos e criados, não se têm visto, e têm deixado campo aberto para todas as aventuras. E mais -  não é preciso ter nascido na terra para se ter a sensibilidade e a sensatez necessárias para não fazer tantos disparates!

Mas voltando à rua de Castela. Depois dos episódios do tal prédio ilegal, que deveria ir abaixo, mas que cada vez parece mais seguro, depois das sentenças dos Tribunais, depois das decisões da Câmara e Assembleia no sentido das expropriações das habitações que ao fim de tantos anos passaram a estorvar, começaram as demolições. E com força! À medida que se vai conseguindo negociar, vai-se deitando abaixo, não vá alguém arrepender-se, e vai, a pouco e pouco, ganhando forma a ideia de que as habitações que vão ficando começam a estar desenquadradas, a parecer mal, e a "pedir" que as tirem dali. É uma táctica como outra qualquer, mas que deve resultar.

Começa a desenhar-se uma rua mais larga, provavelmente para atafulhar de prédios de 5 ou 6 pisos, com mais automóveis em cima dos passeios, para não destoar do resto da cidade.

Esperemos para ver!

Deve ser interessante!

 

O.C. 

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