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OuremReal

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18.11.13

Exame para professores


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O ministério da educação obriga os candidatos a professor a fazerem prova de acesso à carreira docente, ou de avaliação, como alguns lhe chamam.

Confesso que não tenho a certeza se isto está certo ou errado!

Mas, não há dúvida nenhuma que desta decisão se podem tirar algumas conclusões:

- A primeira é que se torna muito claro que o ministério da educação não confia nos cursos que os professores fizeram, logo não confia nos estabelecimentos de ensino superior que frequentaram;

- A segunda é que o ministério não “precisa” (?) de professores; portanto só tem que dificultar o acesso à carreira;

- A terceira é que quem quiser sujeitar-se ao exame terá que pagar; por pouco que seja, será uma receita que entra e mais uma desmotivação para quem tem que pagar por um exame que não pediu, mas que lhe é imposto.

Quando digo que não sei se esta medida estará certa ou errada, quero dizer que não sei que ensinamentos, que conhecimentos, que práticas pedagógicas serão ministrados a todos quantos procuram esta via para uma profissão futura; mas o ministério, com a postura que assume, saberá que tem motivos para não confiar. E é aqui que reside a maior surpresa e o inconformismo de muitos contestatários;

Então:

- A quem compete definir os currículos destes cursos?

- Quem os autoriza?

- Que papel tem o ministério, através da inspeção geral de educação, ou outro organismo adequado, no acompanhamento destes cursos?

Como é possível que, depois de darem o diploma a quem terminou o curso com aproveitamento, venham pôr em causa a sua capacidade para desempenhar a função para que foi habilitado?

Isto só pode ter uma explicação: a má fé!

Não se interfere na atividade do estabelecimento de ensino, deixa-se que funcione em roda livre, que vá fazendo o seu negócio à custa dos que o frequentam e das verbas que, eventualmente, possam vir do orçamento do Estado e, depois, faz-se recair toda a “correção” e “moralização” do sistema em cima dos que procuram o primeiro emprego, uns por vocação, outros, talvez, por falta de alternativas, mas que, de uma maneira ou de outra, têm que ser tratados com respeito.

E respeito é o que parece não haver!

Nem respeito, nem seriedade, nem honestidade!

 

O.C.