Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

OuremReal

OuremReal

16.09.13

Eleições autárquicas


ouremreal

O governo e o principal partido da coligação que o suporta estão a transformar as próximas eleições autárquicas naquilo que elas não deveriam ser. Passos Coelho resolveu chamar a si o protagonismo da campanha ao apoiar e incitar os candidatos do PSD ao empenhamento numa luta que nada deveria ter a ver com o que esse mesmo partido está a fazer a nível nacional, com uma governação que, dia após dia, está a destruir o país. Com um previsível agravamento logo após as eleições!

Consciente da má imagem que tem perante a esmagadora maioria dos portugueses, lança mão de um dos poucos recursos que lhe restam e não se coíbe de envolver todos quantos, por razões várias, dão a cara pelo seu partido para as eleições de 29 de setembro. Aproveitando a influência e o prestígio que muitos desses grangeiam a nível local, não regateia incentivos, porque o que importa é capitalizar votos, de modo a obter um resultado que possa disfarçar a má imagem deixada pela governação central. Militantes, simpatizantes, apoiantes de ocasião, tanto faz! É preciso, custe o que custar, vencer estas eleições! Passos Coelho quer transformar essa eventual vitória numa clara manifestação de apoio dos portugueses às suas políticas.

Curiosamente, esses mesmos que estão a ser usados para tais desígnios, parecem aceitar o desafio e, tanto quanto é possível constatar, prosseguem com empenho a tarefa, estando, obviamente, a caucionar com a sua ação, não só os objetivos imediatos e propagandísticos do primeiro ministro e líder do PSD, mas também as suas políticas.

É por isso que estas eleições autárquicas já extravasaram, há muito, o âmbito local, com prejuízo do necessário debate dos problemas locais, esses, sim, demasiado importantes para serem esquecidos. É certo que grande parte dos problemas locais resultam das políticas do governo central! Então, discutam-se também as políticas nacionais. Mas tanto quanto se observa, nem o PSD, nem o CDS, juntos ou separados, parecem interessados nisso. Assim sendo, o único caminho que resta ao eleitor que tencionava votar no PSD, ou no CDS, no próximo dia 29 de setembro, quando se vir perante um boletim de voto, na hora de fazer a decisiva cruz, é pensar no que Passos Coelho pretende e, das duas uma: se aprova as políticas deste governo para Portugal, vota neles; se não aprova, não lhes deve dar o seu voto.

Foi nisto que Passos Coelho transformou as eleições autárquicas.

É a isto que os portugueses também devem responder!

 

O.C.