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OuremReal

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05.05.13

O preço de Paulo Portas


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Paulo Portas falou! Pausadamente! Para que todos entendessem! Não disse nada de novo, pelo menos não disse nada que não fosse expectável! Como era previsível, sentia-se na necessidade de vir dizer-nos que, não fora ele, e a sua equipa do CDS/PP no governo, e tudo seria muito pior no documento de enquadramento orçamental. E arvorou, como tinha de ser, para mostrar um mínimo de coerência, a bandeira dos pensionistas e reformados. Até aqui nada de novo!

O surpreendente é a forma como esta tragédia se está a desenrolar, como os principais protagonistas, Passos Coelho e Paulo Portas, estão a orientar as cenas que se vêm sucedendo.

Na sexta feira passada, o 1º ministro anunciou mais um pacote de violenta austeridade, com relevância para mais uma taxa a aplicar sobre as pensões. Hoje, domingo, Paulo Portas vem dizer-nos que não senhor, essa fronteira das pensões não será ultrapassada, porque ele não o permitirá, embora concorde com o resto das medidas de austeridade.

A pergunta que se impõe é: se esta divergência existia, se em conselho de ministros foi acertado que se encontrariam mecanismos de substituição para esta medida, como referiu, então por que razão anunciou o 1º ministro uma medida que já não o era?

Teatro? Apenas teatro? Claro que não!

Paulo Portas cobrou! E forte!

O governo não cai, mas há um preço a pagar. E o preço foi este: o conselho de ministros teve uma sessão pública em dois tempos, um na sexta, outro no domingo, em que o líder do partido bengala, impôs uma verdadeira humilhação, sob a forma de desautorização, ao líder do partido maioritário.

Este jogo lamentável tem um objeto - os Portugueses!

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