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OuremReal

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15.01.13

2013 - um ano decisivo


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Ao ler o comunicado da concelhia do PSD – Ourém, intitulado “2013 - um ano decisivo” não posso deixar de formular um juízo sobre o seu conteúdo e, embora descontando a habitual verborreia que caracteriza os tempos de pré campanha eleitoral, a incoerência do que nele se diz é tal, que me permito comentar.

A menos que se passasse uma esponja sobre tudo o que está para trás e fizéssemos de conta que só há gestão municipal, em Ourém, desde 2009 e que o único governo que cometeu erros em Portugal foi o de José Sócrates…!!!

Só que esse exercício de apagamento de memória, por muito conveniente que possa ser para a concelhia do PSD-Ourém, não pode acontecer! Nem no concelho, nem no País! Mas vamos ao fundamental do comunicado:

- “2013 é ano de autárquicas e isso justifica um balanço mais alargado”, diz.

E se não houvesse eleições, onde ficariam as vossas preocupações? É a pergunta que, naturalmente, se coloca. Talvez ficassem onde estavam quando perderam as eleições em 2009 e deixaram o Município com a dívida astronómica que toda a gente conhece!

- “As obras prometidas ficaram por fazer e os fornecedores recebem mais tarde”.

Se assim for (e não tenho a certeza que assim seja), por que será? Será que o actual executivo está cheio de dinheiro, mas não o sabe gerir, ou a penúria em que o PSD deixou os cofres municipais, mais a chamada lei dos compromissos que o actual governo publicou não permitem que se faça o que é preciso fazer? É só outra pergunta!

- Depois, comparar o acordo com a troyca, feito pelo governo anterior, com o acordo PAEL, feito pelo atual executivo municipal, não é um exercício sério. Todos sabemos os motivos que levaram ao primeiro, quem o forçou, quem o queria, quem o assinou, quem estava pronto para governar com o FMI. E também sabemos, todos, pelo menos os que ainda não perderam a memória, as promessas que foram feitas para ganhar as eleições legislativas e na mentira em que essas promessas todas se transformaram, e como tudo se agravou, drasticamente, em 2011 e 2012. E estamos a saber, todos, embora uns mais que outros, as consequências de tudo isso! E o que mais adiante se verá, e já se começa a vislumbrar, com a brutalidade dos impostos que está a marcar o início de 2013!

Quanto ao PAEL, o tal programa de apoio a autarquias endividadas, atribuir a necessidade desse acordo à má gestão do actual executivo, ignorando a dívida que herdou…não é sério! Ou será que o PSD concelhio está a seguir as pegadas do PSD nacional e também acha que vale tudo para chegar ao poder? É a última interrogação que fica!

Para terminar este comentário e, embora não tenha importância nenhuma para os assuntos em causa, acho que o anterior governo errou ao conduzir a sua governação para o acordo com a troyca, e tenho dúvidas que o atual executivo municipal tenha feito a opção correta ao decidir pelo acordo no âmbito do PAEL.

 

O.C.

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