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OuremReal

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09.09.12

Impostos


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O governo, através dos serviços do ministério das finanças, manda proceder à reavaliação dos imóveis para que sejam atribuídos valores patrimoniais mais elevados e, em consequência, maiores valores tributáveis. Objetivo : mais impostos!

 

As autarquias municipais desencadeiam a guerra das taxas, neste caso a do IMI (imposto municipal sobre imóveis), na mira de conseguir a mais elevada possível, dentro dos limites que estão estipulados, que será aplicada sobre o valor patrimonial tributário de que o ministério anda a tratar. Objetivo : mais impostos cobrados e mais receita para os orçamentos municipais!

 

Os bancos, por sua vez, vêm baixando, mês após mês, o valor atribuído a cada metro quadrado dos imóveis para habitação, de modo a financiarem, da maneira mais baixa e mais rentável possível, a aquisição de imóveis, por parte daqueles que, por dificuldades financeiras, a eles se vêem forçados a recorrer. Objetivo : ganhar mais arriscando menos!

 

O meu comentário, na qualidade de contribuinte, pagante, e analfabeto no que respeita a formação em economia:

 

Sobre o que o ministério das finanças faz: Não confio na justeza das avaliações de gabinete; depois, suspeito que as dificuldades impostas a eventuais reclamações tenham como objetivo desmotivar os potenciais reclamantes, por um lado, e por outro, tirar ainda mais algum proveito financeiro do contencioso. Afinal, o sistema não está ao serviço do contribuinte. É ao contrário!

 

Sobre o comportamento autárquico: Eu sei que não há dinheiro! Mas também sei, todos sabemos, que se não há dinheiro é porque alguém gastou mais do que devia! Mesmo que aqueles que desbarataram, estejam numa boa, nem sabem de nada, e até se dão ao luxo de vender moral…

Mas, não pode valer tudo! Não há, não se gasta! É preciso explicar, muito bem, em cada momento, a toda a gente, a verdade da situação. A transparência não pode, nunca, ser esquecida, mesmo que alguém insista na tática da cortina de fumo.

E mais uma coisa:

Abdiquem de toda a despesa supérflua! E não tenham medo de correr o risco de perder as próximas eleições! Afinal, perder por uma boa causa nunca foi desonra para ninguém!

 

Sobre o comportamento da Banca, em geral: Parto, sempre, do princípio de que os bancos vivem à custa do que me/nos “dão”. Logo, quanto mais me “derem”, mais me vão tirar. E como são eles que impõem as regras, é pegar ou largar!

Até há uns tempos atrás eram uns “mãos largas”; precisa de 100? Então não quer 130? Olhe que ainda dá mais para isto, e para aquilo… veja lá!

Tanta borrada fizeram, que a coisa deu no que deu!

Crédito malparado a perder de vista! Casas devolvidas às carradas! Bens vendidos em praça ao desbarato! Famílias endividadas e muitas destruídas! E o que mais se sabe e vai sabendo, cada vez que D. Pedro abre a boca!

E o que é que lhes aconteceu?

NADA !!!

E se for preciso acontecer alguma coisa… só pode ser o orçamento do Estado, o nosso dinheiro, a ir tapar buracos!

Portanto, sobre Banca, estamos falados! Como se costuma dizer: dão um chouriço a quem lhes der um porco gordo! Antigamente, na minha terra, aos que faziam este tipo de negociata chamávamos agiotas. Também não havia bancos…!!!

Acho um escândalo que continuem em roda livre, a fazer o que muito bem lhes apetece, nem que seja a determinar, a impor, o valor comercial das casas dos outros como se estivessem a gerir a sua própria quinta.

Porque, infelizmente, há leis que permitem que isto aconteça!

 

O.C.