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OuremReal

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22.02.12

Comunicados


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Os vereadores do psd na Câmara Municipal de Ourém não descuram a campanha em que estarão empenhados no sentido de reconquistarem a posição maioritária que perderam nas últimas eleições autárquicas. E uma das ações passa pelos frequentes comunicados que emitem sobre os mais variados assuntos da gestão municipal, nomeadamente aqueles em que divergem da maioria socialista que preside à governação do município.

Com demagogia ou sem ela; com mais ou menos coerência; esquecendo ou branqueando, por vezes, um passado recente em que dominaram toda a gestão municipal, não se evitam de atacar o adversário, em todas as situações que, por convicção ou interesse, se afastem daquilo que, em cada momento, lhes convém. E dizem-no! Publicitam-no!

E o que não for contestado pelos visados, devidamente esclarecido, ou negado, se for caso disso, passará a constar como verdade (ou quase)! Poderemos estar de acordo, ou não, com esta atitude! Poderemos concordar, ou não, com o conteúdo dos comunicados dos vereadores em questão! E também poderemos concordar, ou não, com os diversos artigos de opinião que percorrem a imprensa e a blogosfera locais e que caminham no mesmo sentido daqueles comunicados! Mas num ponto não poderemos deixar de estar de acordo, certamente:

- É assim que se vai construindo uma imagem, político partidária, perante a opinião pública concelhia para ser jogada no próximo ato eleitoral. Tomar a atitude contrária, ficar sossegado, escudado na convicção de que a verdade (!?) virá sempre ao de cima e que isso, só por si, será o bastante para garantir todas as vitórias, não é só uma pura ilusão, será também um verdadeiro suicídio.

Esta reflexão vem na sequência do que acabo de ler nos recentes comunicados daqueles vereadores sobre:

 - Os milhões da educação e o notícias de Ourém;

- A pista da Giesteira e os voos low cost;

- Investimento municipal no ensino;

- Candidatos ao concurso aberto pela autarquia;

- Reorganização do mapa judiciário.

Mesmo sem estar por dentro dessa “coisa” a que se chama gestão municipal, e ser um mero espectador, pouco informado, dessa outra “coisa” a que se chama política partidária, não deixo de estar atento ao que se vai passando, (na medida do possível, claro!) e não consigo evitar a constante comparação entre o passado e o presente. Todos sabemos que a mesma água não corre duas vezes debaixo da mesma ponte…!!! Ou, se quisermos, o que se passou ontem, anteontem e antes de anteontem, não terá que se repetir amanhã, depois de amanhã, ou no dia a seguir! Ou, se quisermos, ainda, os ativistas de hoje e candidatos a protagonistas de amanhã não terão que ser iguais aos de ontem, mesmo que empunhem as mesmas bandeiras e comunguem dos mesmos ideais. Só que há um obstáculo que os vereadores do psd terão sempre que enfrentar: a gestão que o seu partido protagonizou durante quase três décadas na Câmara de Ourém não deixará de os acompanhar a cada momento da sua ação.

E para quem há muito deixou de ter ilusões, os temas destes comunicados são assim como música para ouvido duro, ou seja, por mais que o artista se esforce … não passa de ruído!

E o comentário que terá que ser feito só pode ser uma pergunta, ou várias:

- Quantos anos é que o psd andou “embrulhado” com o assunto “pista da Giesteira” e em que ponto o deixou? E porquê?

- O que é que há, em termos de educação e ensino, no concelho de Ourém que o psd contesta e porquê? Só porque são outros a dar continuidade ao que tinha de ser feito?

- E sobre concursos da autarquia? Não há transparência? Há irregularidades? Denunciem tudo! A oposição também tem que servir para isso!

- Então a reorganização do mapa judiciário prejudica o concelho de Ourém? E a reorganização do sistema de saúde não prejudica? E as outras reorganizações todas, como, por exemplo, a do poder local, não prejudicam?

Então por que é que o primeiro destinatário do comunicado não é o membro do Governo respetivo? Ou já não há vantagem nenhuma em ter um governo da cor? Mas já houve! Pelo menos dizia-se que havia!

Ou é mais aconselhável, ou conveniente, atirar o ónus da questão para cima do executivo municipal?

Compreende-se… mas não resolve! Por mais esforçado que o executivo seja!

 

O.C.

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