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OuremReal

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03.12.11

Uma boa notícia!


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Finalmente, uma notícia agradável!

O espetro noticioso nacional vai ficando demasiado deprimente para quem ainda vai tendo alguma capacidade crítica e o discernimento suficiente para perceber que a imbecilidade que vai reinando acabará por nos atirar para os meados do século passado, e voltar a viver das couves, dos feijões e das batatas que se criavam lá no quintal. Assim haja sítio e vontade para os cultivar!

Daí que, em jeito de férias para os espíritos de quem preza a sua saúde mental (e a outra), desligar o televisor, nem que seja por 24 horas, não só poupa na conta da eletricidade, mas também na da farmácia, porque os nervos acalmam-se e a tensão arterial tende a normalizar.

Só que, e aqui levanta-se outro problema, a revolta interior, (que já não tem cura!) e que vai andando, mais ou menos abafada, acaba por vir ao de cima, e a preocupação de saber se ainda estamos apenas mal ou se já estamos pior, faz saltar a tampa e lá vai o dedo carregar no botão do "onofre", ou seja, o botão que faz on/off (porque os portugueses não sabem dizer ligar/desligar).

Foi o que me aconteceu. Sem televisão, nem rádio, durante o dia de ontem, não sabia do desfecho do naufrágio da embarcação de pesca de Caxinas e do resultado das buscas para encontrar os seis ocupantes. Hoje, de manhã, a notícia que estava a correr, quando liguei o televisor, anunciava, precisamente, que tinham sido localizados e estavam salvos. Senti uma enorme satisfação! Direi mesmo que foi a notícia mais agradável que me chegou, via televisor, nos últimos tempos.

Que começou logo a ser estragada com a reportagem de uma senhora repórter que bombardeou os percadores com perguntas parvas, como se interessasse a alguém saber "que pensamentos tiveram naqueles momentos de aflição", "como se sentiram", e não sei que mais.

Antes que a coisa piorasse e voltássemos ao assunto "Mercozy" e ao que anda à volta disso, ou caíssemos no nacional parolismo centrado na discussão do programa da governação para 2012, com os proeminentes figurantes do momento Coelho, Portas, Relvas, Gaspar e C.ia, mais uns comentadores sabichões, a dizer que não há almofadas, nem folgas, que acabam com os feriados x e y, que temos de trabalhar mais meia hora por dia, que temos de estar preparados para uma eventual saída do euro, que vão rever as tabelas salariais, mais os subsídios de férias e natal que foram à vida, mais o agravamento de impostos, mais isto, mais aquilo, só não dizem que, afinal, são uns incompetentes, e aldrabões, e que a basófia eleitoral não passa disso mesmo - basófia, antes que isto acontecesse, desliguei o tal botão.

Tem sido uma tarde tranquila, até porque, por onde tenho andado, tudo está calmo, sem poluição de qualquer espécie, a confirmar que o contacto harmonioso com a Natureza, sempre que se possa, só pode ser compensador.

 

O.C.