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OuremReal

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06.11.11

Feriados e g.r.i.p.e.


ouremreal

Um grupo de reformados, indignados e pensionistas do Estado, (G.R.I.P.E.), ao ouvir membros do governo e da igreja católica, mais uns senhores das
organizações patronais, a lastimarem-se pelo elevado número de feriados que existem e que são responsáveis pela falência de tantas empresas e de tantas outras desgraças, não resistiram à emoção e resolveram reunir-se, meditar sobre o assunto, estudar todos os pormenores em profundidade para, posteriormente, apresentarem, a quem de direito, as suas conclusões, dando, assim, o seu modesto contributo para tão nobre causa nacional.

Chegaram à conclusão que, na verdade, muitas (quase todas) das falências, insolvências, derrapagens, gestões ruinosas, as ppp´s, dívidas ocultas, buracos orçamentais, desvios colossais, e até muitos pecados, têm como causa primeira, para não dizer única, os feriados. Sim, porque o resto da culpa é das pontes e, também, de alguns dias santos.

Em conformidade, resolveram apresentar a seguinte proposta:

1 - A curto prazo

- O primeiro feriado que deve ser abolido é o do dia de Natal – 25 de Dezembro. O motivo é simples: sem subsídio de Natal não faz sentido comemorar tristezas.

- Segundo feriado a eliminar – o 1º de Maio, dia do trabalhador. Com tanta gente no desemprego não há ninguém para comemorar.

- Terceiro 25 de Abril, dia da liberdade. Qual liberdade? Deve ser substituído, quando muito, por tolerância de ponto entre as zero horas e as seis da manhã. Mesmo assim, com intensa fiscalização da brigada de trânsito, com toda a gente a soprar no balão, por causa da tendência que o povo tem para afogar as mágoas…

- Quarto feriado a retirar – 1º de Dezembro. Para descanso de el-rei D. João IV que não se conforma com a intervenção da Troyka e consequente perda da independência de Portugal.

- Quinto 10 de Junho, dia de Portugal. A eliminar. Pura e simplesmente. Passa a ser dia de luto nacional.

- Sexto - Feriado a manter. Inegociável – Dia 1 de Novembro, por ser o dia em que temos o dever de recordar os nossos mortos. Com o respeito que merecem. Já que os vivos (muitos) servem para pouca coisa.

- Sétimo - Novo feriado. A implementar, de imediato – dia 1 de Abril. Passa a ser “ o dia do governo”, por ser o dia das mentiras.

 2 – A médio prazo

- Ponto um - Rever o problema dos domingos. Ou são para cumprir os deveres que a religião manda e, assim sendo, admite-se que seja um dia de descanso. Ou, não sendo assim, é certo e sabido que vai escorregar para a preguiça e daí para mais um pecado, se não forem mais, é um “vê se te avias”. Portanto, muita atenção!
O assunto é sério e terá que ser estudado cuidadosamente.

- Ponto dois - Os dias santos. O mesmo problema do ponto um. Com mais um pormenor – parece que, ultimamente, tem havido uma certa facilidade de se chegar a santo. Às vezes até parece um certo facilitismo, tipo novas oportunidades, e se não se trata de certificar a ignorância, como diria o sr. P.M., não deixa de parecer que se está a santificar o que não se afigurava santificável. Outro assunto sério e a aconselhar muito cuidado.

Fica a sugestão.

 

O.C.