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OuremReal

OuremReal

19.09.11

Voltar à escola


ouremreal

Vou voltar à escola!

Tem que ser! Por muito que isso me custe!

Por duas razões! Pelo menos!

Primeira razão:

- Não consigo atinar com as regras do novo acordo ortográfico. Tira consoante, tira hífen, tira acento, dobra consoante, ora tira, ora não tira, uns tiram
outros não tiram, uns põem acento agudo, outros circunflexo, os meses, os dias e as estações do ano foram despromovidos e, agora, escrevem-se com minúscula; enfim, é “bué” de complicação.

Segunda razão:

- Como todos sabemos, a nossa primeira língua oficial, o português, ainda vai sendo demasiado maltratada por muitos dos dez milhões e meio de falantes (e quase outro tanto de escreventes) que temos por cá.

Quanto à segunda língua oficial, o mirandês, nem se fala! É uma pobreza! Diria mesmo que é uma vergonha! A começar por mim! Quem sabe alguma coisa de mirandês? Quem sabe, sequer, que o mirandês é a nossa segunda língua oficial?

Que escolas, quantas escolas incluem o mirandês nos seus currículos?

Como se tudo isto não bastasse para preocupar qualquer “portuga” que se preze, somos confrontados, diariamente, com os vários dialetos com que os nossos governantes nos vão presenteando, cada um ao seu jeito, conforme a área da respetiva especialidade. Com o que dizem, quando o dizem, com a forma como o vão dizendo, com o que não dizem!

É o coelhês, o gasparês, o alvarês, o portês, o cratês, o cristês, o troykês, mais os outros “ês” todos.

E o problema parece estar tanto no conteúdo como na forma. As palavras parecem não querer dizer, exatamente, o que significam. Só alguns exemplos recentes:

- O que significa, em coelhês, a afirmação de que o problema da Madeira e do sr. Jardim é um problema para os eleitores da Madeira avaliarem e decidirem no próximo ato eleitoral daquela região?

- O que significa, em cristês, a afirmação de que vão ser encontrados mecanismos para incentivar os proprietários de terrenos incultos a transformá-los em terrenos produtivos?

- O que significa, em cratês, a afirmação de que não está provado que ter uma turma com 20 alunos signifique melhor qualidade de ensino do que com turmas de 27 alunos? Ou que os encarregados de educação vão poder escolher a escola que querem para os seus filhos?

- O que significa, em direitês genérico, o princípio do utilizador – pagador?

É esta incapacidade de perceber, ou esta ignorância (?) que começam a incomodar!

Mas…

Há sempre um “mas”! Ou mais!

Que escola? Numa altura destas!

As novas oportunidades nem pensar! Consta que só servem para certificar ignorâncias… e estão em reavaliação…

Enquanto navegamos neste faz que anda, mas não anda, e os utentes (?) do serviço nacional de saúde vão pagando taxas moderadoras, porque o médico de família teve que fazer um telefonema ao especialista para saber se o doente x devia tomar um comprimido ou levar uma injeção… tenhamos paciência!

Enquanto a paciência não pagar IVA…!!! Porque, como o “golpe” no subsídio de Natal já não chega para tapar o buraco do sr. Jardim, nunca se sabe o que vem a seguir!

 

O.C.