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OuremReal

OuremReal

02.09.11

Gaspar


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Gaspar é nome de rei mago. Da outra troyca de há dois mil anos atrás. Se juntarmos o Belchior e o Baltazar ficamos com o trio completo que, pela primeira vez, usou o GPS para se orientar, dia e noite, para chegar a Belém, (o outro Belém) a olhar para uma estrela muito brilhante que lá os foi orientando e, pelos vistos, os colocou mesmo onde era preciso que chegassem. Ao que consta chegaram a tempo de entregar o ouro, o incenso e a mirra ao destinatário o que mostra não só a eficácia da tecnologia adotada, mas também a perícia dos protagonistas.

Não sei por que carga de água é que a cena se repete, 2000 anos depois, com outro Gaspar, que não anda de camelo, mas que deve pensar que os portugueses, em geral, e os que não suportam esta governação, em particular, não passam de uma cáfila qualquer que tudo têm de suportar.

Este mudou de GPS, claramente! Já não se orienta pelas estrelas; agora as coordenadas são as definidas pela troyca de fora e pela troica de dentro. Outra vez as troy(i)cas! Como não acredito no destino chamo a isto azar; isso mesmo - AZAR! E o azar não vai ficar por aqui, porque nada garante que o novo GPS funcione corretamente e o objetivo seja alcançado, porque a tecnologia não é fiável, e os protagonistas ainda menos. E como um azar nunca vem só, este Gaspar não traz o Belchior nem o Baltazar, mas traz uma comitiva de alguns 11 como ele e mais uns 36 ajudantes, não contando com o resto do séquito, que não vêm trazer presentes a ninguém, mas trazem, seguramente, piores condições de vida para todos, nomeadamente para os que já não tinham vida fácil.

Este Gaspar deve ser o equivalente, a versão atual, do outro Gaspar que foi, certamente, o que transportou a mirra. Este traz a desgraça. De facto, cada vez que este sr. abre a boca só anuncia aumento de impostos, cortes daqui, cortes dali, divaga, não explica, concretamente, as operações que pretende fazer e muito menos tem a coragem de projetar consequências, quanto mais não seja, para alertar os atingidos, que somos todos nós; ou talvez seja uma tática, consciente e deliberada, para que a ignorância vá deixando que prossiga a sua tarefa sem grandes sobressaltos. Fala de maneira tão pausada que parece que pesa cada sílaba antes de pronunciar uma palavra, não se percebendo se é jeito de falar, ou falta dele.

Assim, de uma penada, anuncia cortes de 810 milhões na saúde; 205 milhões na segurança social; 506 milhões na educação. Como? Não se sabe, exatamente. Logo se verá!

Uma coisa é certa: assim, até é fácil ser Gaspar; nas finanças, ou noutro lugar qualquer; em Belém ou no Chão da Lagoa!

 

O.C.