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OuremReal

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08.06.11

Os números


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Os números das legislativas de 5 de Junho de 2011 dizem que:

- 41,1% dos portugueses inscritos nos cadernos eleitorais estiveram-se nas tintas para o ato eleitoral e não perderam tempo com o assunto. Não votaram. Eram 9 429 024 inscritos e nas urnas só entraram 5 554 002 papelinhos; resta saber quantos já não deviam constar dos cadernos e ainda lá estão.

- 2 145 452, o que corresponde a 38,63% dos votos, foram para o PSD, de Passos Coelho e transformaram-no no primeiro-ministro do próximo governo;

- 1 557 864, que são 28,05% dos votos, foram para o PS, de José Sócrates, que deixou de ser primeiro-ministro e passou a militante de base do seu partido, ao que disse, porque pediu a demissão do cargo de secretário-geral;

- 652 194 votos, ou seja 11,74% dos votantes escolheram o CDS, de Paulo Portas e deram-lhe, de bandeja, um lugar (ou dois, ou três) no futuro governo;

- 440 850, correspondentes a 7,94% dos votos, foram para a CDU, de Jerónimo de Sousa, que não vai para / nem saiu de governo nenhum, vai ficar mais ou menos como estava, porque a luta continua;

- 288 076 votos, tanto como 5,19%, couberam ao BE, de Francisco Louçã que, a avaliar pelo que se diz no seu próprio partido, já devia ter apresentado o pedido de demissão do  cargo que ocupa, tal o tamanho da derrota que sofreu.

No que respeita a deputados:

- O PSD fica com 105; eram 78; mais 27 do que em 2009; subida de 9,54%.

- O PS com 73; eram 96; menos 23 do que em 2009; desceu 8,51%.

- O CDS passa para 24; eram 21; mais 3 do que em 2009; subiu 1,28%.

- A CDU sobe para 16; eram 15; mais 1 do que em 2009; subiu 0,06%.

- O BE desce para 8; eram 16; menos 8 do que em 2009; desceu 4,66%.

Estão por apurar os 4 deputados da emigração que, ao que parece, vão aumentar a maioria de direita.

A não referência aos outros partidos e às votações que receberam, qualquer coisa a rondar os 246 mil votos, nada tem a ver com a sua legitimidade, mas apenas porque a não representatividade parlamentar faz com que nem contem nem deixem de contar para a embrulhada em que estamos metidos.

Ficam os números. Para que conste.

As consequências virão depois.

Veremos.

 

O.C.

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