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OuremReal

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16.12.10

Os voos da c.i.a.


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Os voos da c.i.a. sobre território nacional são uma clara ofensa à nossa ordem constitucional!

É inadmissível que o espaço aéreo nacional tenha sido utilizado para o transporte de prisioneiros de Guantânamo!

Os documentos divulgados pela Wikiliks (não sei se é assim que se escreve) demonstram que o ministro mentiu, o primeiro-ministro também mentiu, o governo mentiu, e por aí adiante.

Esta conversa fiada é assunto de tudo quanto é telejornal, noticiário, jornal diário, semanário, responsável/irresponsável político, etc. e tal.

Como se o problema fosse a rota dos aviões, o sítio por onde passaram, o nível ou o corredor aéreo que utilizaram, se o ministro disse sim, não, ou talvez, ou se nada disse.

O problema é haver prisioneiros!

O problema é saber se o devem ser ou não!

O problema é saber que factos estão na origem de tudo isto!

O problema é saber como estão a ser tratados esses prisioneiros!

E estes problemas existem com aviões a sobrevoar Portugal ou a passar a meio metro da fronteira.

Ouvindo os nossos “papagaios” a falar, e tantas inteligências a escrevinhar, parece que se os tais voos tivessem passado fora do nosso espaço aéreo não existia problema nenhum. Logo não se falaria nele.

E se os ditos “papagaios” e “escribas” fossem governo, então não haveria conversas secretas com ninguém, tudo seria divulgado e badalado, e os “states” que se livrassem de usar o nosso espaço aéreo com prisioneiros para Guantânamo, ou para onde quer que fosse.

Porque os serviços de alerta e defesa aérea seriam ativados, uma esquadrilha de F-16 iria para o ar, os aviões americanos eram intercetados e, das duas uma:

Ou aterravam onde os intercetores ordenassem, ou seriam abatidos.

Se aterrassem, então os aviões seriam revistados e das duas uma, (outra vez).

Se houvesse prisioneiros, certamente seriam libertados, a tripulação feita prisioneira e o avião confiscado;

Se não houvesse prisioneiros, e porque nada pode sobrevoar Portugal sem autorização, a tripulação seria feita prisioneira e o avião confiscado; Naturalmente!

No caso de terem de ser abatidos tudo era mais fácil: esperava-se que sobrevoassem um sítio onde os destroços não causassem prejuízo, e pronto. Fácil!

Porque teríamos um governo competente, corajoso, transparente e por aí adiante…

Mas, como o nosso espaço aéreo é tão exíguo, poderia dar-se o caso dos tais aviões, com ou sem prisioneiros, saírem sem os F-16 terem tido tempo para cumprir a missão e, se assim fosse, tanto neste caso, como na hipótese dos “states” terem a ousadia de levantar a voz contra a atitude de Portugal ao aprisionar tripulações e aviões, então tudo se simplificaria:

As nossas forças de terra, mar e ar, ( a que se poderia juntar a ala dos inúteis que por aí anda) invadiam os “states”, silenciavam Bushs, Obhamas, ou quem quer que fosse!

E teriam muita sorte se não lhes acontecesse como aconteceu ao Iraque e a Saddam.

Porque ninguém brinca com “papagaios” e “escribas”!

Competentes, corajosos, transparentes e por aí adiante !

 

O.C.