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OuremReal

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20.02.10

Uma questão de ética!


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Socorro-me de um velho dicionário, digo, velho, porque ainda não obedece à nova nomenclatura do novo português afro-luso-brasileiro, para saber o que, realmente, significa a palavra ÉTICA que os últimos capítulos da novela face oculta trouxeram, de maneira tão intensa, ao nosso quotidiano.

E leio: ética, s.f., ciência da moral.

Grande coisa! Se baralhado estava, baralhado fiquei!

Daí que, e para simplificar, continue a pensar que a ética é (+ ou -) a maneira como a vontade de cada um comanda a sua conduta moral.

Isto tudo porque a Assembleia da República tem uma comissão de ética que está a ouvir umas 60 pessoas para saber se há, ou não, liberdade de expressão, pressões, controlo dos órgãos da comunicação social, (ou tentativas de), por parte do poder político, do governo, ou qualquer coisa parecida com isso.

Depois da campanha vergonhosa com que alguns órgãos da comunicação social têm vindo, impunemente, a colaborar na violação do segredo de justiça, com vista ao aniquilamento político do governo, em especial do primeiro ministro.

Depois de ouvirmos jornalistas que se julgam acima de tudo e todos, intocáveis, na defesa acérrima do chamado direito de informar e da liberdade de expressão, como se isso significasse o direito de cada um dizer o que lhe apetece, sem ter que arcar com as consequências. 

Depois da hipócrita conduta de uns senhores, políticos de profissão, que pegam nas suposições, nas insinuações, nos indícios, nas calúnias, em que muitas das notícias se sustentam, e querem, exigem, insistem, para que o primeiro ministro se justifique, se explique, no fundo, confirme aquilo que a comunicação social diz e eles querem que seja verdade.

Se fica calado, é porque está comprometido; logo, é culpado.

Se fala, mas não confirma, defendendo-se, está a mentir; logo, é culpado. 

Depois disto, é a vez da Assembleia da República entrar em cena, com a sua comissão de ética.

Pouco me importa quem compõe essa comissão e qual a competência dos seus membros para questionarem quem e o que quer que seja.

Só me interrogo como vai funcionar para ouvir esta gente toda; porque são ouvidas estas e não outras pessoas; que critérios presidiram à selecção das pessoas a ouvir; que objectivos se pretendem alcançar e que consequências a tirar de tudo isto.

Que ética para esta comissão de ética, onde um jornalista, transformado em vedeta das últimas cenas, se dá ao luxo, ao desplante, de distribuir panfletos, num jeito mais ou menos comicieiro e descaradamente abusivo; se dá ao gozo de exibir uma t-shirt com que dorme todas as noites, segundo diz, com uma frase que, de forma pejorativa, mencionava o nome do primeiro ministro?

Que ética para esta comissão de ética, onde uma jornalista, do alto da sua irreverente e infinita liberdade de expressão, apelidava de racistas, ditadores, salazaristas e outros mimos, membros de um partido que, na sua opinião, querem ou queriam controlar o jornal a que pertence?

Que ética para esta comissão de ética se não divulgar, na íntegra, todas as audições que fizer a todas as pessoas que decidiu ouvir e as conclusões a que chegou?

 

Para que se saiba com que ética se cose a moral desta gente toda!!!

 

O.C.

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