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OuremReal

OuremReal

04.12.09

É só uma sugestão!


ouremreal

Hoje, tive necessidade de pedir uma informação que tinha a ver com cartas de condução e o seu uso fora do País. Pareceu-me que poderia ser esclarecido junto da autoridade que, em certa medida, pode (ou deve) saber  deste assunto e, para tal, dirigi-me a um posto da GNR. Uma porta de vidro com um letreiro que dizia "informação ao público" deixava ver, do lado de dentro, um agente que falava ao telefone e que me fez sinal para entrar. Entrei e foi-me perguntado o que desejava; disse que precisava duma informação no sentido de saber...

e não foi preciso dizer mais, porque o tal agente, que, entretanto deixara de falar ao telefone, me informou que tinha de esperar.

"Aqui dentro ou lá fora, como quiser", disse ele.

Esperei do lado de fora, não fosse a minha presença interferir com o trabalho do sr. agente e como a porta era de vidro viamo-nos, perfeitamente, um ao outro.

Fui esperando, e olhando e vendo que o sr. agente, recostado na sua cadeira, frente à sua mesa de trabalho, passava o tempo de braço esticado na direcção do televisor que estava ao canto da sala, telecomando na mão, certamente a mudar de canal, ou coisa parecida.

É certo que não vi o que estava a passar na televisão, mas admito que fosse suficientemente importante para justificar toda a atenção que o sr. agente dispensava ao tal televisor.

 E, como durante um quarto de hora que ali estive não o vi fazer outra coisa que não fosse olhar atentamente e esticar o braço...concluí que não o deveria incomodar com o tal esclarecimento de que precisava e vim embora.

Mas não posso deixar de fazer um apelo a quem manda nos postos da GNR. Não sei se todos têm televisores para os seus agentes seguirem os programas nas horas de serviço, mas, os que os tiverem, por favor, arranjem uma maneira qualquer de mudar de canal mais fácil, porque estar, ali, de braço esticado, deve ser altamente cansativo!

 

O.C.