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OuremReal

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21.11.09

A propósito de castanhas assadas.


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A leitura de um post sobre o homem das castanhas, fez-me crescer água na boca.

Pela simples razão de adorar castanhas assadas e esta tarde chuvosa, deste mês de Novembro, estar mesmo a pedir uma bela fogueira, com castanhas assadas e, porventura, um pouco de aguapé, apesar de não ser grande apreciador deste tipo de bebida.

Contudo veio-me à lembrança o raciocínio de há dois dias atrás, quando ouvi, em reportagem de televisão, um trabalho que dava conta de ser o corrente ano um ano excepcional, em termos de produção de castanha, havendo produtores com enormes dificuldades em escoar as dezenas de toneladas que têm em armazém, o que  contrasta, gritantemente, com o preço que se tem de pagar por uma dúzia de castanhas assadas; dois euros, segundo preços de há uma semana.

Como não consigo fugir à tentação de "traduzir" tudo em escudos, fico arripiado por ter de pagar qualquer coisa como 33$40 por cada castanha. Uma loucura!

É claro que este problema é fácil de resolver. Não sendo a castanha um bem de primeira necessidade e podermos, perfeitamente, passar sem a "guloseima" da dúzia de castanhas, bastaria aplicar o velho e sempre actual princípio de que "quem não tem dinheiro, não tem vícios..." e a questão ficaria resolvida.

Pelo lado do consumidor final, claro.

Assim pudéssemos fazer com o pão, arroz, massa, feijão, peixe, carne, e por aí fora!

Resta saber como é que ficaria o problema do lado do homem que assa as castanhas e do lado do produtor se todos deixassem de comprar as tais castanhas...

Provavelmente passaria de mau a péssimo. Daí que o melhor talvez seja continuar a comer castanhas...

Já do lado do(s) intermediário(s), aquele que "faz" o preço, tanto ao produtor como ao vendedor, e, afinal, ao consumidor final, as coisas já se passarão de forma diferente. Continuará a manter a sua margem de lucro, com chuva ou com sol, e enquanto persistir a necessidade (ou a gulodice) de comer umas castanhas.

E quem fala em castanhas... fala, afinal, em todos os "consumíveis" a que esta vida nos obriga.

Nada contra os intermediários!

Apenas se pede bom senso!

Aos intermediários e aos outros todos, porque a vida está difícil!

Embora nem sempre pareça!

 

O.C.

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