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OuremReal

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30.09.09

Estratégias


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A estratégia continua.

Do nacional ao local, de cima a baixo.

Com todo o esplendor que brota de mentes superiormente dotadas (ou desbotadas?) e que, por isso, são capazes de deitar mão a tudo, ou a qualquer coisa, para abafar o medo de perder a causa, ou o "tacho", (qualquer que seja a dimensão, a forma, o conteúdo que quisermos dar a este "tacho" - seja no sentido mais figurado, menos figurado, ou nem uma coisa nem outra).

Inventa-se o que for preciso.

Afirma-se o que for circunstancialmente conveniente.

Diz-se e desdiz-se com tanto à vontade que acreditar começa a ser um exercício de alto risco.

Desde mentiras, meias verdades e histórias mal contadas, tudo pode acontecer.

Depois das peripécias com que fomos brindados na última campanha eleitoral, das inventonas às intentonas e outros delírios, a tal estratégia está a contaminar, há já algum tempo, a campanha autárquica, em jeito de versão local de um comportamento vergonhoso que está a mostrar um dos "perigos" da democracia, ou seja, se a democracia admite que, no seu seio, vivam, impunemente, os que a não respeitam, correrá o risco de se auto-destruir.

Isto, claro está, se partirmos do princípio que em democracia não vale tudo e que não há liberdade sem responsabilidade.

Com um mínimo de atenção ao que se vai  vendo, ouvindo e lendo, é bem evidente que há gente altamente desesperada, capaz de recorrer ao absurdo para atingir os seus objectivos.

Por exemplo:

O que pensar, o que dizer, de um funcionário de uma empresa municipal que se presta ao desempenho da "nobre" tarefa de atacar, difamar um concorrente autárquico, só porque está em perigo o lugar do seu protector e correlegionário político-partidário e, hipoteticamente, alguém poder vir a lembrar-se de querer saber para que serve essa empresa e o que fazem os que lá estão?

O que pensar, o que dizer, do aproveitamento que se faz da fé e religiosidade de alguém que, ao participar numa novena, das muitas que se vão realizando por aí, se vê confrontado e confortado(?) com a necessidade de rezar mais dois terços para que os "comunistas"(!?) não ganhem as eleições?

O que pensar, o que dizer, daquelas pessoas que, em dia de eleições, são atacadas de um sentimento de extrema caridade para com o próximo que tudo fazem para o levar até à assembleia de voto e não descansam enquanto não o "ajudarem" a pôr a cruzinha no sítio certo?

Parece-me muito pouco repetir o que Paulo Portas disse acerca do PSD : cuidado e caldos de galinha...

Talvez seja mais adequada a postura do cigano a quem queriam enganar : olho vivo e pé ligeiro...

Antes que nos comam por tolos...

 

O.C.