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OuremReal

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02.07.07

Carta Educativa III


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Inevitável! Tal como prevíramos, a Assembleia Municipal foi obrigada a reunir, extrordinariamente, em 24 de Maio, para revogar a sua deliberação de 30 de Abril e aprovar uma nova versão da carta educativa do concelho de Ourém proposta pela Câmara Municipal. De todo este processo há conclusões e interrogações que ficam, tanto no âmbito local, como no regional e nacional.

Em primeiro lugar, no contexto local, ficou claro que o documento apresentado pela Câmara Municipal nâo era credível, foi mal elaborado; não foram, previamente, ouvidas as Juntas de Freguesia; não foram informados, consultados os estabelecimentos de ensino envolvidos; não foram ouvidos, directa ou indirectamente, os pais ou encarregados de educação dos alunos. E este assunto vem-se arrastando desde Fevereiro, pelo menos; daí que não foi por falta de tempo, certamente, que ninguém foi ouvido. Diríamos, antes, que o problema é outro: é o quero, posso e mando de um executivo municipal que acha que sabe tudo e que tudo pode decidir e que não está para "perder" tempo com essa coisa da democracia.

Ainda no contexto local: afinal o que é a Assembleia Municipal e para que serve? Uma simples marionete que a Câmara manobra conforme quer e lhe apetece? E que credibilidade podem ter aqueles membros da AM que se limitam a votar, hoje assim e amanhã assado, sem saberem, exactamente, por que votam  de uma maneira hoje e de outra amanhã?

E já agora: é inacreditável que a Câmara Municipal tenha sido incapaz de elaborar a carta educativa, tendo recorrido a uma empresa para o efeito. O que faz tanta gente nos vários serviços municipais? E quanto é que isto tudo nos custou?

Em segundo lugar, no contexto regional e nacional: que avaliação é que a Direcção Regional de Educação de Lisboa/Ministério da Educação fez  dos agrupamentos de Escolas, a funcionarem desde 1999, para concluir que os do 1º ciclo e pré-escolar tinham de acabar? Onde estão as conclusões desse estudo? Ou será que a Srª Ministra acha que têm de acabar porque sim, ou porque essa decisão já tinha sido tomada anteriormente pela governação do PSD, ou porque pensa que isso vai economizar(?) alguns euros? Ou porque lhe apetece? Era bom que dissesse, para podermos chegar a alguma conclusão. Ou será que também não está para "perder" tempo com essa coisa da democracia? Já tivemos um Primeiro Ministro que tinha sempre razão e raramente se enganava...E o resultado viu-se!