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OuremReal

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23.04.09

Curiosidades


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Há dias ouvi e vi um trabalho da SIC sobre a pista da Giesteira, a que alguns chamam, ou querem chamar, pomposamente, aeroporto de Fátima. A abrir, dizia o jornalista, que se a pista tivesse mais uns 200 metros até poderiam aterrar aviões tipo Airbus 320 ou Boeing 737. Como se a principal condição para estes aviões operarem fosse o comprimento da pista...

Depois viu-se um ultraleve a descolar, coisa banal que pode acontecer numa pista de terra com 200 ou 300 metros de comprimento.

O dono da pista andava a varrê-la, não se percebia bem a que propósito, mas, certamente, para ficarmos a saber que se preocupa muito com a sua conservação e com as hélices dos aviões que são bem caras e podem ficar danificadas. Mas varrer uma pista com 1600 m de comprimento e uns 20 de largura é obra! Deve ser altura para passar para um tipo de limpeza mais mecanizado...Também foi dizendo que o aeroporto é a sua grande ambição de há muitos anos e que tem ali investido todo o dinheiro. Que no pós 25 de Abril (certamente quando foi vereador da C. M. de Ourém) tentou tudo para concretizar esse sonho , mas não o conseguiu. Que a pista não está certificada nem aprovada pelo INAC - instituto nacional de aviação civil - que é a autoridade nacional que superintende nestas coisas dos aviões, mas que é ali que durante o verão estão alguns aviões de combate a incêndios e também por ali têm passado aviões vindos de Inglaterra e França

E se se entende que os aviões dos incêndios ali operem, já não se compreende que os ultraleves e os outros o façam numa pista que não está certificada para tal.

Depois vieram os Srs Presidentes da C. M.

O anterior, David Catarino, disse que se tratava de uma obra clandestina, com um projecto para terrenos que não eram dele (do dono da pista), que nunca foi apresentado como deve ser e que, portanto, não podia ser aprovado. Disse, ainda, que desconhece os negócios dos diversos interessados;" isso é lá com eles; eu não sou interessado".

O actual, Vitor Frazão, no que respeita ao estudo de impacto ambiental, disse que a C.M. vai tratar disso.

O Santuário faz de Pilatos, fica-se pelo "nim", primeiro seria não, por causa do silêncio que é preciso preservar, depois poderá ser sim desde que haja silêncio; esperemos que quando houver o aeroporto os aviões já não façam barulho.

Mas houve uma parte que me pareceu extremamente curiosa. Foi, quando o proprietário da pista disse: "no final do ano passado a autarquia propôs entrar no capital da obra que nunca aprovou". "E obrigava a que se mantivesse o sigilo do negócio". Muito curioso! digo eu! O jornalista é que fez de conta que não ouviu e não esclareceu. Mas era bom que todos tivéssemos percebido!

Resumindo:

Uma obra clandestina, há 20 anos, que ninguém viu, ou parece não ter visto.

Uma pista que não está certificada, onde operam aviões que não o podem fazer; parece que também ninguém viu.

Uma Câmara Municipal que quere entrar no negócio, mas exige que as condições desse negócio fiquem sob sigilo.

Um estudo de impacto ambiental que vai ser feito depois de 20 anos de obras, de aterros e desaterros, de pedreiras, de alcatrão e mais não sei o quê! 

E... curiosidade das curiosidades!

O Sr. Patacho da Quercus ainda não disse nada!

Ou será que está farto de gritar por socorro das azinheiras, das giestas, e outras aves raras e eu não dei por isso? Se assim foi...peço desculpa.

Para terminar:

Posso discordar dos métodos, mas tenho que admirar a determinação e a coragem do sr. Clemente!

 

O.C.

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