Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

OuremReal

OuremReal

29.02.20

Coronavirus


ouremreal

O coronavírus está aí, como ameaça mundial, a condicionar as nossas vidas! Em todos os capítulos, a começar pelo bem mais precioso que podemos ter – a saúde. São as vidas condicionadas pelo medo, pela incerteza, pelas restrições a que nos conduzem as dúvidas e as prevenções, que tanto podem ser insuficientes, como exageradas. São as viagens que não se fazem, são os negócios que ficam por fazer, são os compromissos já assumidos que têm de ser cancelados, são os projetos que são adiados, são oportunidades que se perdem, são investimentos que já estavam em curso e em que qualquer retrocesso ou cancelamento deixa capitais em risco. A juntar a tudo isto, há o alarmismo! Uma comunicação social que à escala global, para o melhor e, também, para o pior, está constantemente, a bombardear as pessoas com informação em que se misturam verdades com meias verdades, até mentiras, assuntos que interessa conhecer com outros que para a esmagadora maioria das pessoas não tem interesse algum, mas que, ao sabor dos interesses de quem a comanda, visa não só dar a ideia de grande eficiência, como “encharcar”as mentes dos destinatários, retirando-lhes o discernimento para selecionarem e escolherem entre o interessante e útil e aquilo que não passa de lixo tóxico. E é no aproveitamento desta dificuldade de discernimento e com este lixo que lidam os fazedores de opinião com o objetivo de ir formatando as mentalidades. Na televisão, na rádio, nos jornais, nas revistas, nas redes sociais, em tudo o que é possível verter imagem, notícia, entrevista, ou opinião, a “informação” aí está, pressionando, procurando, à lupa, qualquer ponta solta que permita alimentar a corrente, se possível com alguma polémica à mistura, para que tudo fique mais apelativo e o produto se vá vendendo. É paradigmático o que se está a passar com esta surto de coronavírus. Constantemente se mostram números de casos suspeitos, de casos confirmados, testes positivos, testes negativos, de mortos, deste país, daquele e do outro. E mais a sr.ª que veio de Itália e que foi ao Centro de Saúde e esteve (?) fechada na casa de banho não sei quantas horas; e da aluna duma escola que veio de Itália e que levou os encarregados de educação dos colegas a impedirem os filhos de ir às aulas, porque estava lá a colega que tinha vindo de Itália; com uma encarregada de educação à porta da escola a dar entrevista a uma televisão, como se fosse a pessoa mais entendida na matéria. Foi o caso dos portugueses que estavam na China e que o governo decidiu repatriar, mas não mandou ir buscar o cidadão português que trabalhava num cruzeiro e que foi internado num hospital chinês para ser seguido convenientemente. Constantemente aparece nas televisões a diretora geral da saúde a ter que dizer uma vez e outra vez o que já foi dito e redito; a dizer números e coisas que correm o risco de ser mal entendidas, ou interpretadas na diagonal e aproveitadas para se fazer crer que foi dito o que não se disse. É a ministra da saúde com os microfones à perna, mal põe o pé na rua. É o presidente da república a ser atacado porque disse o que era óbvio – que não fazia sentido ir à China buscar o tripulante do cruzeiro, quando podia e devia ser tratado localmente. E, para frustração dos caçadores e aproveitadores de desgraças, ainda não houve nenhum caso positivo em Portugal. Quando o houver, e tudo leva a crer que isso acontecerá, então vão soar as sirenes todas! O SNS vai ser atacado, a ministra vai ser cilindrada, a diretora geral da saúde vai ser triturada, o primeiro ministro vai ser arrasado e o próprio presidente da república sairá chamuscado se não se demarcar, depressa, de tudo o que está a acontecer e não criticar o governo pelo que fez e não fez!

É assim que se vai vivendo no retângulo do extremo sudoeste da Europa!

 

O.C.