Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Aeroporto "low-cost"

Portugal enlouqueceu de vez!

Impropriamente dito, claro está, porque este pobre país está é a ser vítima da “loucura” de alguém que, a governar-se (muitos), a tentar governar-se (outros tantos), governando (os incompetentes que o povo elegeu), desgovernando (os mesmos), vai de mal a pior, a correr para o abismo, arrastando consigo todos quantos não têm peso suficiente para se aguentar de pé. E é muita gente!

Todos nos lembramos, ainda, do folclore do ex-novo aeroporto, que foi da Ota, depois para Alcochete e, por fim, para o lixo. Todos sabemos, também, que nessa novela que correu na nossa comunicação social, meses a fio, se disseram coisas de fazer rir que acabaram por pôr muita gente com a lágrima no olho, que se chocaram interesses e desinteresses, que se fizeram afirmações sem pés nem cabeça, algumas ridículas, que se jogou muito, que se fizeram acusações, suposições e… o pior de tudo… se derreteram milhões de euros! Não sei quantos! Mas consta que foram muitos!

É assim uma coisa parecida com o ex-futuro comboio de alta velocidade! Essa é outra!

Então não é que agora o governo vai avançar com o estudo para a construção de um novo aeroporto! Um aeroporto low-cost! Para onde vão ser encaminhados os voos das companhias aéreas conhecidas pelo mesmo nome, porque, afinal, o aeroporto da Portela, em Lisboa, está a ficar congestionado!

E o mais cómico de tudo isto! E trágico também! É que vai ser construído, porque a Troyca manda! E como a Troyca de fora manda, a Troica de dentro faz, porque, assim, sempre tem a desculpa de dizer que o que está a fazer é para cumprir, escrupulosamente, o acordado. E para os “mercados” verem! Os tais mercados que, depois de nos terem metido no “lixo,” se preparam para nos enviar para a “etar”.

Não era em vão que Passos Coelho dizia, durante a campanha eleitoral, que estava pronto para governar com o FMI… ele sabia bem o que fazia, quando boicotou o tal PEC IV e provocou as eleições… Pudera!!!

E como não podia deixar de ser, os “artistas” já estão a entrar em cena!

O novo aeroporto deve ser perto de Lisboa. Parece que é a Troyca que quer… E para poupar nos custos (o tal low-cost), o aproveitamento de uma das bases da Força Aérea é uma das hipóteses. Assim, pode ser a base aérea do Montijo, ali ao lado, na margem sul, ou a base aérea de Sintra, na Granja do Marquês, um pouco a norte. Mas também pode não ser nada disto! Porque os interesses dos “interessados” é que vão ditar de que lado vai ficar o tal aeroporto. Do lado norte o maior peso autárquico é laranja; do lado sul parece que é vermelho. Por este aspeto, tudo leva a crer que as Troy(i)cas se decidam pelo norte. Depois há os belmiros, e os empreendimentos disto e daquilo, mais os “resorts” não sei de quê, mais os campos de golfe do não sei quantos, mais os turísticos “xpto”, mais os aldeamentos y e z, enfim, aquelas coisas todas que o povo inventa para se entreter; depois há sempre a
China. Se o governo do PSD português vendeu a EDP ao governo do PC chinês, (e a Troyca aplaudiu), nunca se sabe o que pode acontecer.

Tão amigos que eles são…!!!

Portanto, a novela está aí!

É só estar atento para ir seguindo os episódios. A coisa promete!

A menos que… o destino já esteja traçado! Há quem acredite nestas coisas do destino!

E, então, tudo será rápido. Sem grandes discussões. A Troyca de fora diz qual é o sítio melhor e a Troica de dentro cumpre.

O ministro Relvas determina e manda publicar. Cumpra-se. Ponto final.

 

O.C.



publicado por ouremreal às 23:14
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Menos Estado, melhor Estado ?

Já todos sabemos que as mesmas afirmações não terão as mesmas repercussões se forem feitas por um cidadão qualquer, que ninguém conhece de lado nenhum, ou se forem feitas por alguém a quem se convencionou exigir a perfeição em tudo o que faz e diz e que, como tal, não pode colocar uma vírgula que seja fora do sítio.
Todos os dias ouvimos gente das mais diversas condições sociais barafustar contra as condições de vida que nos estão a ser impostas; todos os dias há
gente a queixar-se das pensões de miséria com que tem de sobreviver. É certo que muitos dos que se queixam deveriam começar por se queixar de si próprios, das condutas que têm, ou tiveram, do que fazem, ou fizeram, para merecer melhor. Alguns dos que se queixam não terão, sequer, razão para o fazer, mas, a grande maioria, terá razão para se queixar e, até, para muito mais do que isso.

O que ninguém compreenderá é que o Presidente da República venha afirmar, para quem o quis ouvir, que, também ele, está a ser vítima de toda a austeridade que nos está a ser imposta ao ponto de ter uma pensão de reforma tal que nem lhe chega para as despesas.

E como ninguém compreende, porque não é para compreender, vai daí que a comunicação social que temos, mais os comentadores, opinadores e similares que andam por aí a dizer coisas, aproveitaram, todos, para transformar o assunto em acontecimento nacional e lá estamos a ouvir, constantemente, a mesma conversa, como se ouvir cem vezes o que já incomoda ouvindo uma, resolva o que quer que seja.

Não sei quanto ganha o Presidente da República! Seja pensão de reforma ou outro rendimento qualquer. Mas, por muito ou pouco que possa ganhar, há sempre a possibilidade de dizer que não lhe chega para as despesas, já que, dependerá, obviamente, das despesas que quiser ou tiver de fazer. Como acontece a qualquer cidadão.
Naturalmente que, a meu ver, poderia (e deveria) ter ficado calado. Pelo menos poupava-se mais uma afronta a quem não tem que chegue para comer! Mas aproveitar o que foi dito para por a circular um abaixo-assinado para uma petição com vista à demissão do Presidente da República é, no mínimo, uma brincadeira. Pouco séria!

Então se pelo que disse se pede a demissão, o que é que se deveria fazer por ter aprovado o Orçamento de Estado para 2012? O que é que é mais grave?

Então e todas as leis que vem promulgando, não têm importância nenhuma? Será que o Presidente da República desta semana, ou da semana passada, é diferente do do ano passado, ou de há três ou quatro anos atrás?

Ou será que teremos de colocar a discussão noutro patamar?

Ou seja: Para que serve o órgão de soberania Presidente da República?

Justifica-se, ou não, que se gastem 16 milhões de euros num ano, com o orçamento da Presidência da República?

Ou devemos começar a pensar em rever a Constituição para por em prática aquele princípio de que a direita tanto gosta de “menos Estado, melhor Estado”?

 

O.C.



publicado por ouremreal às 22:41
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
"Ourém e seu concelho"

Por razões várias, só esta semana me apercebi que o jornal " Ourém e seu concelho" cessou a publicação com a emissão do seu último número em Dezembro passado. Um quinzenário que recebi e li ao longo dos anos. Um órgão de informação local, oureense, que recordará, para sempre, o seu fundador, JOSÉ MELO. Um amigo com quem conversei muitas vezes, sobre muitas coisas... até sobre jornais e toda a problemática que envolve a imprensa local e regional. Um homem com fortes e sólidas convicções. Que sabia bem em que meio se movia, conhecia os obstáculos que lhe dificultavam o caminho e sempre teve visão, inteligência e argúcia para os contornar. Percebi as razões que o levaram a fundar o "seu" jornal. Percebi a estratégia que adotou para o fazer vingar num meio suficientemente difícil como aquele em que nos temos de mover.

Com o seu desaparecimento, a obra foi continuada pelo filho, RUI MELO, que se foi vendo confrontado com um crescendo de dificuldades que não terá conseguido ultrapassar, porque ( esta interpretação é muito pessoal e suscetível de não estar certa) não soube ( ou não quis?) encontrar a estratégia adequada para continuar a assegurar a sustentabilidade do seu jornal. E essa sustentabilidade passaria, como sempre me pareceu que passou, pelo funcionamento da sua própria tipografia, pelo relacionamento com o poder local, pelos colaboradores do jornal, pela qualidade dos conteúdos e, como não podia deixar de ser, pela vontade do seu proprietário. Nestes cinco pilares assentaria a sustentabilidade/continuidade do jornal. Uns mais fortes do que outros, porventura, mas se todos funcionassem, acabaria por haver equilíbrio. A falência de um deles, ou o enfraquecimento excessivo de mais do que um, poria toda a estrutura em causa. Confesso que não sei o que se passou! Nunca tive com o Rui a facilidade e a abertura de diálogo que tinha com o pai! Mas algo aconteceu que conduziu a este desfecho. Fosse qual fosse a causa, ou causas, só tenho que a(s) respeitar!

Uma coisa é certa: O concelho de Ourém passou a ter menos um meio de comunicação onde cabiam diferentes ( e divergentes) opiniões, um órgão que durante os últimos 40 anos (não sei, ao certo, quantos) foi, quinzenalmente, dando a imagem de um concelho, das suas gentes, dos eventos relevantes, das lutas políticas. Concordássemos ou não com a linha editorial! Concordássemos ou não com o que líamos! E muitas vezes discordei!

Uma última palavra, ou melhor, duas ou três:

- Lamento o fim do "Ourém e o seu concelho"

- Obrigado JOSÉ MELO! Obrigado RUI MELO!

 

 

O.C.



publicado por ouremreal às 19:07
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
O Município avisa...

O município de Ourém não quere automóveis na via pública com um papel no vidro a anunciar qualquer coisa que possa levar à conclusão de que o respetivo proprietário pretende negociar o dito.

Continuo a não perceber o porquê desta embirração, principalmente porque não entendo como é que um papel no vidro muda a situação de uma viatura de legal para ilegal, como é que uma folha de papel com um número de telefone escrito, coloca uma viatura numa situação de infração, propiciadora daquela cegada do... " põe o papelinho da multa, bloqueia roda, chama o reboque, leva o carro, paga a multa, mais o transporte do carro, mais as horas em que o carro esteve retido e à guarda não sei de quem, para, no final rapar cento e muitos euros ao pagante do costume". 

Não sei se é por uma questão de estética, se é um problema ecológico, ou se é por uma questão económica. Ou se a causa é outra!

Ao fim de quantos dias de estacionamento é que o município considera que a viatura está abandonada? E se não tiver o papel no vidro, o critério é o ,mesmo? E se o proprietário da viatura puser o tal papel e andar a circular, normalmente, a fazer a sua vida? É intercetado, mandado parar, carro bloqueado, multado e por aí fora? E se alguém achar graça e quiser alinhar na cegada e puser um papel no vidro sem nada escrito? Também está a infringir o código da estrada? Que artigo?

Pois, não é por nada, mas seria bom que o município se explicasse e arranjasse argumentos convincentes para não andarmos por aqui a correr o risco de fazer figura de parvos.

 

O.C.



publicado por ouremreal às 23:06
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