Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Demita-se!

Ainda a procissão vai no adro e o foguetório já começou!

Ou seja, na Assembleia da República, toda a oposição pôs de lado o abismo que separa os partidos políticos que a compõem e uniu-se para inviabilizar a proposta governativa do novo código contributivo.

Não sei se o tal código era bom, mau ou assim, assim.

Sei, apenas, aquilo que se constata: toda a oposição está interessada e determinada em não deixar que o Governo governe com o programa que apresentou aos Portugueses e que lhe permitiu vencer as últimas eleições legislativas.

E a cena vai continuar a repetir-se...

É inegável que as últimas legislativas retiraram a maioria absoluta ao Partido Socialista. Mas não é menos inegável que também a não deu a nenhum dos outros partidos. 

Espera-se, portanto, que esta convergência da oposição não se fique, apenas, pelas votações que inviabilizam as propostas do Governo e que se manifeste, também, pela apresentação concertada, de soluções alternativas.

O que facilitaria, definitivamente, a governação do País com uma maioria absolutíssima na Assembleia da República e o eng. Sócrates, mais o resto do Governo, a poder fazer as malas e mudar de vida.

Afinal, a Assembleia da República está cheia de gente competente, mais do que apta  a resolver todos os problemas dos Portugueses.

Eu ouço tantos papagaios no telejornal que não tenho nenhuma dúvida de que não precisamos deste Governo para nada. Logo, para que não se perca mais tempo, nem se agrave o que já está mau demais, o sr. Primeiro Ministro deveria apresentar a demissão do Governo e dar ao sr Presidente da República a possibilidade de pôr em marcha a cooperação estratégica e nomear um novo Governo que integre os mais dotados da oposição. Que são muitos!

 

 

O.C.

 



publicado por ouremreal às 19:27
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
E agora! Quem vai pagar?

A novela da Rua de Castela, em Ourém, parece estar a aproximar-se do fim. E digo parece porque a Câmara Municipal não tem os 950 mil euros para pagar a indemnização a que foi condenada e, assim, evitar que dois andares do prédio indevidamente construído tivessem que vir abaixo, conforme decisão do Tribunal.

É mais uma prenda de Natal no sapatinho do novo executivo municipal para juntar à herança que recebeu dos seus antecessores laranjas|

Em 1995, num dos reinados do PSD, a Câmara autorizou a construção de um prédio de 6 pisos em frente a moradias de rés-do-chão, a meia dúzia de metros destas, em plena violação das normas urbanísticas em vigor. Seguiu-se a novela que se conhece, de Tribunal em Tribunal, decisões, reclamações, recursos, enfim aquelas peripécias todas que enchem tribunais e dão que fazer e a ganhar a muita gente e, 14 anos depois, o que se esperava que acontecesse, aconteceu:

A Câmara tem que pagar!

E aqui é que o problema se põe. Não no pagar, mas no quem vai pagar.

E, tal como também se previa, paga o orçamento municipal, que o mesmo é dizer que vamos pagar todos nós, oureenses, quer tenhamos alguma culpa por ter votado no PSD ou não tenhamos culpa nenhuma porque votámos noutra coisa qualquer, ou nem sequer tenhamos votado. Aliás, os mesmos que já pagaram, ou hão-de pagar, todas as outras despesas relacionadas com este caso e que não serão, certamente, poucas.

E por que é que estas coisas acontecem?

Por que é que se cometem ilegalidades destas?

A quem serve tudo isto?

Eu não sei!

Mas duma coisa tenho a certeza:

Se a lei mudasse e passasse a responsabilizar, individualmente, as pessoas pelos actos que praticam e não lhes permitisse que se abrigassem debaixo da capa orçamental dos órgãos a que pertencem... muita coisa mudaria! E para melhor!

 

O.C.

 

 



publicado por ouremreal às 20:19
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Sábado, 21 de Novembro de 2009
A propósito de castanhas assadas.

A leitura de um post sobre o homem das castanhas, fez-me crescer água na boca.

Pela simples razão de adorar castanhas assadas e esta tarde chuvosa, deste mês de Novembro, estar mesmo a pedir uma bela fogueira, com castanhas assadas e, porventura, um pouco de aguapé, apesar de não ser grande apreciador deste tipo de bebida.

Contudo veio-me à lembrança o raciocínio de há dois dias atrás, quando ouvi, em reportagem de televisão, um trabalho que dava conta de ser o corrente ano um ano excepcional, em termos de produção de castanha, havendo produtores com enormes dificuldades em escoar as dezenas de toneladas que têm em armazém, o que  contrasta, gritantemente, com o preço que se tem de pagar por uma dúzia de castanhas assadas; dois euros, segundo preços de há uma semana.

Como não consigo fugir à tentação de "traduzir" tudo em escudos, fico arripiado por ter de pagar qualquer coisa como 33$40 por cada castanha. Uma loucura!

É claro que este problema é fácil de resolver. Não sendo a castanha um bem de primeira necessidade e podermos, perfeitamente, passar sem a "guloseima" da dúzia de castanhas, bastaria aplicar o velho e sempre actual princípio de que "quem não tem dinheiro, não tem vícios..." e a questão ficaria resolvida.

Pelo lado do consumidor final, claro.

Assim pudéssemos fazer com o pão, arroz, massa, feijão, peixe, carne, e por aí fora!

Resta saber como é que ficaria o problema do lado do homem que assa as castanhas e do lado do produtor se todos deixassem de comprar as tais castanhas...

Provavelmente passaria de mau a péssimo. Daí que o melhor talvez seja continuar a comer castanhas...

Já do lado do(s) intermediário(s), aquele que "faz" o preço, tanto ao produtor como ao vendedor, e, afinal, ao consumidor final, as coisas já se passarão de forma diferente. Continuará a manter a sua margem de lucro, com chuva ou com sol, e enquanto persistir a necessidade (ou a gulodice) de comer umas castanhas.

E quem fala em castanhas... fala, afinal, em todos os "consumíveis" a que esta vida nos obriga.

Nada contra os intermediários!

Apenas se pede bom senso!

Aos intermediários e aos outros todos, porque a vida está difícil!

Embora nem sempre pareça!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 15:21
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
E você, acredita? Eu também não!

Um dos temas que vai animando a actualidade da nossa comunicação social tem a ver com escutas telefónicas, os conteúdos dessas escutas, e pessoas envolvidas nas mesmas.

Admito que tudo isto possa parecer "normal" para todos aqueles que percebem de leis, do funcionamento dos tribunais, da justiça, em geral.

Para os que não percebem nada disso, número em que me incluo, há coisas que não se percebem. Ou seja:

Para que se façam escutas telefónicas a quem quer que seja, terão de haver, penso eu,

- motivos que as justifiquem;

- quem as mande fazer;

- quem as faça;

- quem saiba tratar os conteúdos e tirar conclusões;

- quem assuma a responsabilidade por aquilo que é feito. Para o bem e para o mal.

Assim sendo,

- Sobre os motivos, ninguém se atreverá a admitir que não existem;

- Quem as mande fazer, há. E tem sempre nome. Sabe-se quem é. Com as competências que as leis conferem;

- Quem as faça, também há. E tem nome. Sabe-se quem é. Com os deveres de sigilo a que as leis obrigam;

- Quem saiba tratar os conteúdos e tirar conclusões, com rigor e isenção, não duvido que haja;

- Quem assuma a responsabilidade por aquilo que se faz, pela maneira como se faz, como se usam os conteúdos e as consequências que podem resultar do uso desses mesmos conteúdos, parece que não há.

E é aqui, neste último ponto, que parece estar o problema:

Então a pessoa que manda fazer uma escuta, não tem que ser responsável por esse processo? Não sabe quem faz a escuta? Quando e como? Não sabe que consequências tudo isso pode ter?

Claro que sabe! Tem de saber! Não pode deixar de saber! Sob pena de se transformar numa banalidade um assunto muito sério, que tem a ver com a vida de pessoas que tanto poderão ter cometido crimes, como poderão estar, pura e simplesmente, inocentes.

Então, quando a comunicação social revela conteúdos que deveriam estar em segredo, não se sabe quem os forneceu?

Haverá alguém que acredite nisso?

E se não é possível saber quem os forneceu, sabe-se quem os mandou fazer. E se quem os mandou fazer não tem garantias de que o processo é seguro, então das duas uma:

- ou não as manda fazer, ou

- assume as responsabilidades pelo que correr mal.

Se assim não for, então revogue-se a lei que permite as escutas e não salvaguarda os direitos dos cidadãos para que não sejam julgados pela opinião pública, só porque isso apetece a quem quer que seja.

Parece simples!

 

 

O.C.



publicado por ouremreal às 23:10
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Região Autónoma de Fátima (!?)

Na distribuição de pelouros levada a cabo pelo Presidente da Câmara, Paulo Fonseca, há uma curiosidade - a criação de um pelouro para a causa de Fátima - entregue a um vereador de Fátima.

E digo, curiosidade, pelo inusitado da decisão, já que não constitui, propriamente, uma surpresa, tal é a sabida e reafirmada intenção de Paulo Fonseca em dar um tratamento especial aquela freguesia.

Desconhecem-se os exactos objectivos que estarão na origem da decisão, mas tudo leva a crer que está relançada uma nova corrida para o movimento de "Fátima a concelho".

Até porque os recém eleitos para a assembleia daquela  freguesia, logo que foram empossados, deram conta da sua intenção de reavivar aquele movimento que estava adormecido, porque o seu "ponta de lança", Vitor Frazão, tem estado "ocupado" com o cargo de Presidente da Câmara de Ourém. Como o 11 de Outubro lhe correu mal, passou a ter mais tempo para a "nobre causa da independência", deixando cair a nova imagem de "oureense" que se esforçou por vender durante a campanha eleitoral.

Estamos, pois, se bem percebemos, perante uma dupla corrida para a mesma meta, e essa meta chama-se, muito simplesmente, concelho de Fátima e, obviamente, Câmara de Fátima.

De um lado, a corrente "popular", com a assembleia e junta de freguesia, mais um vereador e ex- Presidente da Câmara, mais, provavelmente, um outro vereador, oureense de nascimento, mas fatimense por outras razões, a que se juntarão muitos outros interesses e interessados.

Do outro, a via institucional, chamemos-lhe assim, com a Câmara Municipal a liderar a acção, com um vereador em exclusividade para a causa de Fátima, a que terão, forçosamente, de se seguir concessões e verbas e transferências de poderes e serviços, com outros interesses e interessados a aplaudir.

E muita gente a ver para que lado isto cai, para, no momento próprio, desatar a correr, a juntar-se ao grupo, e a fazer coro, porque alguma coisa há-de sobrar!

Perspectiva-se alguma competição, alguma disputa, entra as duas correntes, não sendo de excluir que, numa primeira fase, enquanto o "bolo" não estiver à vista, haja uma aparente união de esforços.

Receia-se que a pressão seja tal que Paulo Fonseca se veja forçado a ir suficientemente longe nas "concessões" que o vereador por Fátima seja transformado numa espécie de Alberto João cá do sítio, não nos comportamentos inqualificáveis, claro está, mas nos desejos separatistas.

Sim, porque se Nazareno do Carmo se mostrar aos fatimenses menos separatista do que Vitor Frazão e companhia, corre o risco de perder a corrida.

Veremos onde tudo isto vai parar...

Que não seja com qualquer prejuizo das outras 17 freguesias é o que se deseja!

Ou muito me engano, ou vamos ter uma espécie de Região Autónoma de Fátima, enquanto não apareça alguém que não tenha a coragem do ex - Presidente da República, Jorge Sampaio, e se disponha a alterar a lei que impede que sejam criados concelhos (concelhozinhos),  sem que estejam reunidas as mínimas condições para tal.

 

O.C.

 



publicado por ouremreal às 22:07
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