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OuremReal

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15.02.09

Ourém ecológico II


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O GPS não errou. Foi só introduzir as coordenadas e lá estávamos na localidade de Sobral, freguesia de N.ª Sr.ª das Misericórdias, na tentativa de encontrar a floresta mediterrânica, na reserva ecológica de que é protector o sr Patacho. Se foi fácil chegar ao Sobral, já não foi tão fácil encontrar a tal floresta, porque, por esse nome, ninguém conhecia. Mas quando perguntámos onde é que andavam as máquinas a baldear tudo para montar as torres eólicas, toda a gente sabia.

E foi aqui que começou a confusão!

Afinal as máquinas estão lá, andam a escavaçar tudo, já abriram uns seis buracos para implantar as torres, e não consta que tenham destruído o que quer que fosse, porque ainda ninguém lá apareceu a chorar por azinheiras, oliveiras, tojeiros, carrasqueiros, lagartixas, pirilampos, etc e tal. E vão continuar, porque, ao que se diz, são 14 ou 15 torres para começar e para aí outras tantas a seguir.

Primeira conclusão: estas máquinas devem andar de pantufas, porque não só não destruiram nada da tal floresta mediterrânica, como não devem fazer barulho nenhum, nem ainda ninguém as viu para avisar o protector.

As outras máquinas, que não usavam pantufas, as tais que só não destruiram a tal floresta toda, porque alguém teve o cuidado de avisar quem de direito, não estavam lá. Azinheiras, daquelas propriamente ditas, também não vi. Nem vivas, nem mortas. No entanto, se considerarmos que os carrasqueiros de hoje poderão ser as azinheiras do próximo século, admitimos que algumas poderão ter sido atropeladas na passagem das tais máquinas que, segundo uns, só abriam caminhos; segundo outros, esboçavam o perfil do que se pretende identificar com uma pista para ultraleves.

Segunda conclusão: não é verdade que tenha havido a tal carnificina de azinheiras; as oliveiras arrancadas terão sido pagas aos respectivos donos; acho que já distingo um tojeiro, de um carrasqueiro e de uma azinheira.

A eólica do Bairro, afinal, fica junto ao Sobral, porque as tais torres, que podem ter 90 metros de altura e pás com 30, não são grande vizinhança por causa da barulheira que fazem e as que ficavam mais perto do Bairro foram afastadas para longe.

Terceira conclusão: as pessoas do Sobral parece que andam distraídas e ainda não perceberam o que lhes está para cair em casa; no Bairro alguém está bem atento.

A par da euforia dos milhões, que parece andar a animar isto tudo, há um misto de desespero, muita revolta, desconfiança e bastante dúvida.

Desespero por se ver que, quando o poder e a razão têm que se confrontar, o primeiro acaba, normalmente, por levar a melhor.

Revolta por parte de quem se vê forçado a decidir ao contrário do que pensa.

Desconfiança porque, de facto, não se pode confiar em pessoas que, pelo cargo que ocupam, deveriam ter outro comportamento.

Muita dúvida por não se perceber o que leva algumas pessoas a usar o poder de forma calculista e traiçoeira.

Para terminar:

- Os aviões do Pias Longas Aeroclube continuam a voar e a autorização que actualmente têm vai até 31 de Agosto, segundo nos foi informado. Resta saber se não vão acordar um dia destes com uma eólica no meio da pista.

- Anda toda a gente intrigada com os detentores das quotas da sociedade anónima que foi criada para este parque de eólicas. Quem são eles? Eu não sei!

- Tanto quanto se pode perceber, o anterior Presidente da Câmara não é pessoa muita querida aqui por estes lados.

- Aguardemos pelos capítulos que aí vêm, porque devem ser interessantes.

 

 

O.C.

 

12.02.09

Ourém no seu melhor!


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Dando uma olhadela pelas "últimas" cá do burgo, não há oureense que se preze que não se sinta empolgado e orgulhoso com o que se vai passando entre muros.

Três exemplos:

 

1º - Na semana passada, a Polícia Judiciária esteve na Câmara de Ourém a consultar processos de obras, casos de licenciamentos e adjudicações. Segundo o ex-presidente DC, alguém terá dito/escrito que ele, enquanto Presidente da Câmara, terá favorecido o licenciamento do centro de dia da sua terra - o Bairro - em virtude da sua mulher ser Directora Técnica desse centro; afinal, a sua mulher apenas era membro da Direcção, pelo que aquela "acusação" não tinha razão de ser. Ficámos esclarecidos!

O actual presidente VF não faz comentários. Certamente não sabe de nada!

 

2º - O valor do estacionamento pago, na sede do concelho, passou de 30 para 66 cêntimos por hora, porque a ASAE terá descoberto que do contrato que a Câmara Municipal celebrou, em 1994, com a Resopre, constava que o valor seria revisto de acordo com a inflação. Como, ao que consta, essa actualização não foi feita, quando devia, foi feita agora.

Não é só a tarifa disparatada que incomoda; é a prática, a política seguida pelo executivo municipal que "vendeu" as águas, os lixos, os esgotos, os jardins, os estacionamentos... e mais não sei o quê... numa manifestação clara de incapacidade para gerir a coisa pública, nem estar para se maçar com tarefas que dão trabalho. Aliena responsabilidades, gasta uma boa parte do orçamento municipal com contratos que não parecem rentáveis, ocupa funcionários, secretários, assessores e gabinetes de apoio com tarefas, certamente importantes, mas nem sempre compreendidas.

 

3º - O ex-presidente DC terá sido o principal impulsionador para a criação das três empresas na área dos empreendimentos turísticos e parques de negócios, sociedades anónimas em cujo capital a Câmara Municipal tem participação minoritária, com 25% numa de 250 000€; 40% noutra de 500 000€  e 49% numa terceira de 250 000€. 

Agora DC é presidente do polo turístico de Leiria - Fátima.

O seu sucessor na Câmara de Ourém, o presidente VF, mal chegou ao seu novo cargo, subscreveu uma proposta no sentido de nomear DC como representante municipal nas três sa's em questão.

Afinal é uma questão de reconhecer e aproveitar a veia turístico-empreendedora de DC!

Com a entrada em vigor do novo acordo ortográfico a conjugação reflexa do verbo nomear, no presente, poderá ser:

eu nomeio-te

tu nomeias-me

ele nomeia-se

e por aí adiante...

 

Assim vai esta terra de novos horizontes!!!

 

 

O.C.

 

 

 

03.02.09

E vão sete !


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As notícias de hoje foram mais que muitas a dar conta que o sr Presidente da República vetou a Lei que fora aprovada pela Assembleia da República que acabava com a possibilidade do voto por correspondência, por parte dos emigrantes, nas eleições legislativas, no pressuposto de que o voto deve ser  secreto, pessoal e presencial.

É a sétima vez  que uma lei do Governo, aprovada pela Assembleia da República, é vetada. Diria que, em democracia, tudo isto é normal e, até, perfeitamente enquadrável no conceito de cooperação estratégica, tal como sempre o entendi.

Ou seja:

- Cooperação, porque promulgar e vetar são duas formas distintas de cooperar.

Se se promulga, significa que se está de acordo, ou, se não se está bem de acordo, conclui-se que é preferível fazê-lo do que vetar.

Se se veta, é porque não se está mesmo de acordo e, na óptica do decisor, no seu ponto de vista, na sua convicção, vetar acarreta mais benefício do que aconteceria com a promulgação da lei; assim, evitar os "males" da lei é "ajudar" o seu autor.

- Estratégica, porque se tivermos em conta que a lei agora vetada tinha sido aprovada pelos partidos da esquerda parlamentar, com votos contra dos da direita, entenderemos melhor a importância dos votos dos emigrantes.  Mas, a estes têm que ser dadas condições para que exerçam o seu direito. Naturalmente que com a mesa de voto a dezenas, senão centenas, de quilómetros, só uma grande motivação evitaria a abstenção. E aqui entra a reestruturação das representações diplomáticas no estrangeiro, embaixadas, consulados, que tão contestada tem sido, sem perder de vista o facto de os deputados nem sempre fazerem boas leis.

Assim, ou há boas decisões e boas leis ou os emigrantes continuarão a votar por correspondência.

Percebe-se.

 

O.C.

02.02.09

Ourém, por infomail


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À minha caixa de correio chegou uma carta do sr Presidente da Câmara de Ourém, uma informação ao munícipe, em jeito de carta de apresentação de quem chega ao cargo e pensa que ninguém deu por isso. Admito que haja muita gente neste concelho que não deu pela mudança de Presidente da Câmara e, nesse aspecto, a carta terá justificação. Mas, tanto quanto entendo, o sr Presidente sentiu a necessidade de fazer uma declaração de intenções. Assim, ficámos a saber que, citando:

" ...é minha intenção continuar a dedicar total disponibilidade a este município e às suas gentes... "

" ...há ainda um longo caminho a percorrer rumo à plena satisfação dos nossos objectivos, mas, apesar de tudo, podemo-nos orgulhar com o salto qualitativo registado nos últimos anos, com significativa melhoria na qualidade de vida dos oureenses... "

" ...lamentamos, profundamente, aqueles nossos conterrâneos que, pelas razões mais diversas, lutam, com enormes dificuldades, para manterem os seus postos de trabalho e a sua legítima estabilidade familiar..."

" ...Tudo farei - com a equipa que me acompanha - para encontrar medidas que possam representar uma ajuda, preciosa, para que os efeitos da crise instalada sejam um pouco mais atenuadas no nosso concelho. Algumas já pensadas, e outras em estudo, serão apresentadas, em tempo oportuno, ao Executivo Camarário e à Assembleia Municipal. "

" ...A gestão financeira da autarquia é uma preocupação que sempre me acompanhou. Apesar de algumas vozes sistematicamente críticas, garanto-vos que, com estratégias adequadas de racionalização de recursos e de criteriosa contenção, exigidas pelo momento actual, honraremos, com dignidade, os nossos compromissos, não defraudando nunca as expectativas dos oureenses. " 

Lido o infomail, eu, munícipe, concluo que:

O novo Presidente da Câmara  irá pôr todo o seu empenho na resolução dos problemas do concelho, mesmo que os objectivos estejam longe de ser alcançados, irá proteger os que forem atingidos pelo desemprego e, finalmente, vai haver racionalização de recursos e contenção de gastos.

Fico esperando por novo infomail a dizer, concretamente, como é que isto vai ser feito!

 

O.C.