Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
As nossas quedas
Na conjuntura caseira, o verbo cair é, certamente, dos mais pronunciados, tantos os acontecimentos caracterizados como quedas.
Foi a queda das acções da bolsa a dar dor de cabeça a muito boa gente, que não a mim;
Foi o cair em si, (nele) do senhor Presidente da Câmara de Ourém, que ao constatar que ninguém quis "comprar" o novo edifício da Câmara, e como não tem dinheiro para o pagar, teve a ideia brilhante de poder ir buscar verbas relativas a futuros empreendimentos municipais, nem que sejam, por exemplo, estradas ou escolas.
Foi a escorregadela do F.C.do Porto em Alvalade, que poderia ter sido uma grande queda se não fossem os 11 pontos de avanço sobre o 2º classificado;
Foi a queda do F-16 da Força Aérea, em Monte Real, que poderia ter sido uma grande chatice, mas que acabou por ser só (!) um prejuizo de uns 30 milhões de euros, tanto quanto custa o avião;
Mais a queda de dois ministros e um secretário de estado do Governo de Sócrates, coisa que não terá importância nenhuma se os substitutos continuarem com a mesma política;
É a queda do Presidente da República para chamar a atenção para  o que, sendo tão óbvio, parece que toda a gente já devia ter visto;
É a queda do Primeiro Ministro para fazer um discurso que mais parece de um marciano que acaba de chegar cá ao rectângulo e não sabe nada do que por cá se passa;
 É a constante queda no ridículo de uns senhores profissionais da política, tipo Menezes, Jerónimo, Louçã, Portas,  e afins, que, na falta de qualquer ideia válida para contrapôr aos disparates do Governo, vão animando uns "comícios" e debitando umas patacoadas para animar a malta;
Isto para não falar na queda do dólar face ao euro que deve ser a causa da constante subida do pão, do leite, da electricidade, do gás, da gasolina e do resto. Sim, só pode ser disso !
E o pagode continua a cair na asneira de assistir de mãos nos bolsos e a assobiar para o lado, como se não se estivesse a passar nada !

O.C.


publicado por ouremreal às 20:30
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
ABC da semana

Autarquias - Que a actual lei autárquica não é grande coisa, parece que já todos perceberam. Porque concede demasiados poderes ao executivo municipal, principalmente ao seu presidente. Porque transforma o órgão deliberativo - Assembleia Municipal - num órgão que não serve para nada. Porque faz das Juntas e Assembleias de Freguesia um brinquedo nas mãos dos executivos municipais. Porque, sei lá mais o quê!?

E, quando se poderia pensar que, a haver uma revisão desta Lei, fosse no sentido de obrigar a uma maior transparência e democraticidade, com as populações a serem devidamente informadas e a perceberem como tudo é gerido; com um órgão verdadeiramente fiscalizador da acção do executivo municipal; com outro orçamento e mais competências para as freguesias; com a proibição dos mesmos indivíduos se eternizarem neste jogo de interesses; com a responsabilização de cada um pelos actos que pratica de modo a acabar com a impunidade reinante...

Eis que os dois maiores partidos políticos portugueses, PS e PSD, manifestam outras preocupações e preparam-se para inventar uma nova forma de democracia. Ou seja: numa eleição autárquica, o partido que tiver mais votos tem direito a metade dos vereadores mais um, o que significa maioria absoluta; mesmo que os votos dos outros partidos concorrentes sejam em maior número. A ser assim, é caso para se perguntar: mas que raio de democracia é esta?

BCP - De bancos, banca, banqueiros não percebo nada. Para além do que se constata a olho nú - lucros fabulosos ao fim do ano, dar um chouriço em troca de um porco gordo, gente que não resiste a tanta oferta e que se endivida até à raiz dos cabelos, crédito disto, mais daquilo, cartão para a direita, cartão para a esquerda, compre agora (mesmo que não precise) e pague depois - para além disto, fico-me pelo economês de trazer por casa e que diz, muito simplesmente: se só tens cinco, não gastes seis, de preferência só quatro, se não puderem ser três. Como não percebi o motivo por que, na reunião de Assembleia Geral, os grandes accionistas, poucos em número, mas com muitas acções e votos, preferiram votar num candidato que vinha da concorrência, enquanto os pequenos accionistas, muitos em número, mas com poucas acções e poucos votos, escolheram os dois salvadores dos desprotegidos e ameaçados. Como também não percebi por que Miguel Cadilhe e Bagão Felix , no final, estavam tão felizes com os 2,7 por cento de votos que conseguiram. Como não entendi por que é que Joe Berardo andava com o boné com a pala virada para trás, em vez de andar com a pala virada para a frente. Seria um problema de eurónios?

Campo de Tiro de Alcochete - É a nova novela de rádios e televisões que vai ser como aquela pilha que nunca mais acaba - dura,dura,dura...que até chateia. E a Ota também não morreu. Ou melhor, morreu, mas ainda mexe. Porque, agora vão começar os episódios dos enganados, dos espoliados, dos desprotegidos e abandonados do oeste e do far-oeste. Melhor dizendo, dos que, por estarem perto da Ota, dentro da zona afectada pelos impedimentos resultantes da reserva a que o hipotético aeroporto obrigou, e os que, bem longe dali, nada sofreram, para além da desilusão. Estes são os do far-oeste, sem índios, mas onde alguns cowboys se preparam para o ataque. Aqueles sim, se foram prejudicados, só têm que ser recompensados.

E depois de tantos anos de " Ota é que é bom"; depois de tantos governos e desgovernos; depois de tantos estudos e contra-estudos; depois de tantos milhões gastos (estragados?); depois de datas de inauguração anunciadas; depois de tantas crianças mal alimentadas; eis que das trevas se fez luz! O capital, (anónimo) que não dá ponto sem nó, teve uma ideia luminosa. Apresenta o estudo, o estudo é comparado ao que já estava aprovado e ganha. Pronto!  Simples, prático e eficiente. Ele há coisas...!

Parece que foi milagre!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 23:11
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
Ao ataque!

A destruição da rua de Castela continua a bom ritmo. Um dos locais da cidade de Ourém que ainda poderia manter alguns dos traços do que esta terra terá sido há dois ou três séculos atrás, está a ser alvo de mais uma investida, desta vez muito forte, por parte dos detentores do poder local, que apostaram em desfigurar aquela parte da antiga Vila Nova e não pararão enquanto não atingirem esse objectivo. Quando se percorre o País e se vê, em muitas terras, a preocupação que há em preservar, na medida do possível, os locais mais antigos e característicos, fica-se com a sensação de que se está a respeitar o passado e, de certo modo, a recordar e a homenagear os que nos antecederam e que, tanto ou mais que nós, se esforçaram por engrandecer a sua terra. Em Ourém, Vila Nova de Ourém, isso não acontece. Há quem diga que o facto dos Presidentes de Câmara terem sido, ao longo dos tempos, "pessoas de fora", que não nasceram ali, que não brincaram ali os primeiros anos da sua vida e que ali não cresceram, não sentem a terra como sua e que o tal "bairrismo", que muitas vezes é preciso, não existe. Quando assim acontece, é muito mais fácil que haja outras forças a mover as vontades, e que muitos outros interesses se evidenciem. Admito que esta teoria possa ter alguma consistência, mas também acho que os tais oureenses, ali nascidos e criados, não se têm visto, e têm deixado campo aberto para todas as aventuras. E mais -  não é preciso ter nascido na terra para se ter a sensibilidade e a sensatez necessárias para não fazer tantos disparates!

Mas voltando à rua de Castela. Depois dos episódios do tal prédio ilegal, que deveria ir abaixo, mas que cada vez parece mais seguro, depois das sentenças dos Tribunais, depois das decisões da Câmara e Assembleia no sentido das expropriações das habitações que ao fim de tantos anos passaram a estorvar, começaram as demolições. E com força! À medida que se vai conseguindo negociar, vai-se deitando abaixo, não vá alguém arrepender-se, e vai, a pouco e pouco, ganhando forma a ideia de que as habitações que vão ficando começam a estar desenquadradas, a parecer mal, e a "pedir" que as tirem dali. É uma táctica como outra qualquer, mas que deve resultar.

Começa a desenhar-se uma rua mais larga, provavelmente para atafulhar de prédios de 5 ou 6 pisos, com mais automóveis em cima dos passeios, para não destoar do resto da cidade.

Esperemos para ver!

Deve ser interessante!

 

O.C. 



publicado por ouremreal às 12:41
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