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OuremReal

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29.05.07

O Camelo


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Não sei se a palavra otário(s) tem alguma coisa a ver com Ota; e se os entendidos sobre a matéria relacionada com o suposto aeroporto da Ota se podem chamar de otários. Se assim fosse, teríamos, pelo menos, duas categorias de otários: os que são a favor do aeroporto na Ota e os que são contra. Os primeiros, com base em estudos e pareceres de técnicos competentes; os segundos com base noutros estudos e pareceres de outros técnicos, não menos competentes, ao que se diz. Mas haveria, ainda, uma terceira categoria de otários: os que, não percebendo, provavelmente, grande coisa do assunto, têm do mesmo uma opinião tão esclarecida (!) que até se acham no direito de insultar o ministro, o primeiro ministro, o governo, o partido do governo e por aí adiante. Foi assim, nos telejornais desta noite ( vá lá saber-se porquê ), com representantes da JSD de Setúbal, a pastar um camelo, junto a um painel alusivo aos hipotéticos camelos daquela zona. Só que, camelos, propriamente ditos, só se vislumbrava um, que, sobre o aeroporto da Ota, nada disse. Não foi otário. Limitou-se a ser camelo. É que ser camelo já não é nada fácil ! Agora ser-se camelo e otário ao mesmo tempo é demais !

O.C.

07.05.07

Carta educativa


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A Assembleia Municipal aprovou a carta educativa concelhia. Um documento essencialmente teórico, assente numa realidade ajustada ao objectivo que se pretendia alcançar, feito à pressa, mal divulgado e pior estudado, mas que tinha que ser aprovado, a qualquer custo, para não se correr o risco de ficar fora dos subsídios. Tal como aconteceu com o PDM, a Câmara Municipal, mostrou não ter objectivos definidos, claros, credíveis e exequíveis para curto, médio e longo prazo. É claro que a educação não é uma prioridade para o executivo municipal. E se não é uma prioridade para o executivo, também não o será para a Assembleia, pela simples razão de que o que prevalece é a vontade do PSD e não os interesses das populações. Curioso é o comportamento dos Presidentes de Junta que admitem que este documento seja aprovado contra os interesses das populações que os elegeram. Dividiu-se o concelho em territórios educativos, podia chamar-se-lhe outra coisa qualquer, mudam-se escolas do Agrupamento A para o Agrupamento B, acaba-se com Agrupamentos sem se explicar porquê, pela simples razão de que a Direcção Regional quer que assim seja. Como se sabe, a DREL é uma organização que funciona ali na Praça de Alvalade, num edifício de uns quantos andares, com dezenas de gabinetes e mais dezenas ainda de pessoas, algumas não sabendo bem o que estão a fazer, e que nos seus gabinetes vão desenhando a régua e esquadro, na tentativa de interpretar o que a Ministra da Educação quer que se faça, mas que, na maioria dos casos, não percebem o suficiente dos assuntos para fazer bem o que é preciso fazer.

Exigia-se que houvesse capacidade de diálogo. Mas para haver capacidade de diálogo é preciso haver alternativas para apresentar. E, como ficou claro, a Câmara não tem alternativas para confrontar a DREL. Assim sendo, é mais fácil dizer que a culpa é da DREL...

E a Assembleia Municipal ficou cansada, com o arrastar da reunião e com o peso de um assunto tão pesado, quanto  incomodativo, e tudo teve que ser abreviado e aprovado de qualquer maneira. Lamentavelmente!