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OuremReal

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03.03.09

Ourém e o trânsito


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Não há fome que não dê em fartura!

Ou seja:

Os oureenses (de Vila Nova), andaram anos a lamentarem-se de não ter um hiper, daqueles onde se pode comprar tudo e mais alguma coisa, mesmo aquilo que não se pensava comprar, e terem de fazer uma carrada de quilómetros, até Leiria ou Tomar, nem que fosse para o passeio dos tristes, ao fim de semana.

Depois veio o Inter e continuaram, alguns, a achar que se houvesse mais, seria bom, porque os preços baixariam...

E vieram! Não um! Nem dois! Mas três! por enquanto...

Não sei se os preços baixaram, mas tanto quanto me apercebo, pelo que vou ouvindo, não me parece que assim seja. Não há dúvida que com tanta oferta a possibilidade de escolha é muita, mas não sei bem para que servirá se tivermos que andar a contar os cêntimos...

O que sei, e toda a gente sabe, é que o chamado comércio tradicional, foi-se!

E por razões de táctica concorrencial, "encavalitam-se" uns em cima dos outros, de preferência em espaços contíguos, para que o consumidor salte de um para o outro, sem mexer no automóvel, na esperança de que haja sempre qualquer coisa que não era previsto comprar, mas que chamou a atenção e acaba por ir parar ao cesto das compras.

É assim que se constata que os quatro grandes super ou hiper, da sede do concelho, se localizam relativamente próximos, com dois deles apenas separados por uma rua. No caso, o Modelo e o Aldi, um de cada lado da rua do Vale da Aveleira.

O problema é o incómodo para quem vive ou tem que passar nesta zona, com o corre corre constante de automóveis, de um lado para o outro, numa zona habitacional que não estava, nem está, dimensionada para este movimento, com ruas estreitas, falta de estacionamento para os moradores, trânsito mal organizado, porque a autarquia, que deveria cuidar deste assunto, não cuida.

Veja-se o que se perspectiva com a entrada em funcionamento do Aldi, que, ao que parece, estará para breve:

A entrada do trânsito automóvel para o estacionamento deste hipermercado está projectada para os dois lados, nascente e poente; a saída só para nascente, com duas hipóteses: em frente, para a rua Dr. Albano Rodrigues e para a esquerda, em direcção ao Modelo, rua do Vale da Aveleira.

Se tivermos em conta que a rua Dr. Albano Rodrigues tem elevado movimento no sentido nascente, poente para acesso aos dois hipermercados e no sentido contrário para os que saem dos mesmos hipermercados; tem uma fila constante de automóveis estacionados do lado sul (e não chega para os residentes); tudo isto para uma largura de seis metros, não é difícil prever o que vai acontecer.

A menos que os responsáveis pelo trânsito da cidade acordem a tempo de evitar a previsível barafunda!

 

O.C.