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OuremReal

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12.12.08

O barracão


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O barracão já tem telhado! Em chapa!

Pois é! Depois da aberração chamada "modelo", a matar uma das melhores zonas da cidade para construir habitação, agora foi a vez de aparecer mais um hipermercado, quase em cima do outro; é só atravessar a rua do Vale da Aveleira e salta-se do Modelo para o Aldi; na mesma zona habitacional, entre vivendas e prédios de apartamentos, ao cimo da rua dos Álamos. Enquanto o Modelo ainda está um pouco resguardado, não se tornando muito agressivo para quem olha, este é de uma falta de estética inacreditável; quase em cima das vivendas da rua dr. António Justiniano da Luz Preto, mesmo no enfiamento da rua dr. Albano Rodrigues, mais parece um daqueles barracões para guardar os fardos de palha e alfaias agrícolas de uma herdade alentejana.

Não vale a pena voltar a levantar a questão da localização destes hipermercados, porque só o funcionamento de um deles já deu para perceber a reviravolta que aconteceu no trânsito, no barulho, no desassossego. Com dois, vai ser a dobrar!

Também não vale a pena voltar a perguntar onde é que estes mamarrachos se enquadram no PDM, no PU, no RGEU, ou no XPTO cá do sítio!

Também não vale a pena perguntar onde estão os técnicos, os arquitectos, os autarcas responsáveis que dão pareceres, opiniões, sugestões e autorizações. Não vale a pena, porque, muito simplesmente, não estão, não existem!

Também não vale a pena querer perceber por que motivo se enfiam quatro hipermercados, na zona poente da cidade, num raio de quinhentos metros; uma cidade pequena como Ourém, com um comércio tradicional mais do que asfixiado, não justifica toda esta "oferta".

E a concorrência só poderá favorecer o consumidor, se este tiver tempo, paciência e perspicácia para andar à caça de uns cêntimos a mais aqui e a menos acolá. Na prática, na perspectiva do consumidor, as ditas vantagens da concorrência, não passam de uma treta!

Talvez valha a pena perguntar duas coisas:

 

Primeira: Será possível que não haja ninguém, nenhuma entidade, nenhum organismo que tenha a competência e o dever de "ver" estas coisas, ou tudo isto terá que ser mesmo uma fatalidade?

 

Segundapor que é que tudo isto acontece nesta terra (!?)

 

O.C.

 

 

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