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OuremReal

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06.06.07

Carta Educativa II


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Tal como já dissemos, a carta educativa do concelho de Ourém não é um documento credível, que traduza uma visão estratégica e sustentada do Município no que respeita à educação das crianças e jovens deste concelho. É, de facto, um documento elaborado por encomenda, com a finalidade principal de responder às exigências do Ministério da Educação e poder ter acesso aos subsídios para implementar transportes, almoços, complementos de horários, enfim, aquelas actividades que são da competência e responsabilidade municipal, mas que, sem o dinheiro do Ministério da Educação, não andam.

Daí que ter uma carta educativa assim ou assado, tanto faz !

Veja-se só isto: A Assembleia Municipal, em reunião de 30 de Abril último, aprovou a carta educativa que a Câmara lhe apresentou. Sem saber muito bem o que estava a fazer, mas aprovou. Provavelmente teria aprovado outra versão qualquer...

Em reunião da Câmara Municipal de 14 de Maio último, o vereador responsável pelo pelouro da educação, deu conta que ao tentar passar das palavras aos actos, ou seja, ao tentar pôr em execução a carta educativa que foi apresentada à Assembleia e que esta aprovou, verificou ..." haver vários constrangimentos de carácter social e elevada despesa resultante da duplicação de transportes pelo que foi necessário reequacionar toda a problemática com reorganização dos Agrupamentos e dos territórios educativos..."

Assim sendo, a Câmara Municipal vai pedir à Assembleia Municipal que reuna com urgência para revogar a deliberação que tomou em 30 de Abril e aprovar a nova versão.

Não temos dúvidas de que vai ser aprovada e que as críticas vão cair, inteirinhas, na Direcção Regional de Educação de Lisboa que é a entidade que, neste caso, representa o Ministério.

Uma vez mais fica clara a competência do executivo municipal, o rigor que põe num assunto de tamanha importância e a mais que provável leviandade com que a Assembleia vai, de novo, tratar a questão.

Que fique claro que o Ministério não sai disto sem nódoas ! Está, vergonhosamente manchado ! Não por ter imposto regras ao Município, mas pelo desprezo com que trata as Escolas e quem nelas trabalha ! Mas é no que dá, quando não se tem interlocutores à altura para demonstrarem que os iluminados de Lisboa não têm sempre razão ! E quando se tem que mendigar o subsídio, por mais miserável que ele seja, porque o dinheiro é pouco e nem sempre é gasto da melhor maneira !

O.C.