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OuremReal

OuremReal

18.06.08

E foram-se as árvores...


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Nesta Ourém dos tempos modernos (!?) vai sendo cada vez mais difícil ser árvore. Principalmente se for árvore antiga, com bom porte e copa avantajada qua vá proporcionando sombra a quem dela precisa e vá dando uns tons de verde e alguma frescura à paisagem cada vez mais acinzentada e "acimentada" em que vivemos.

Foram-se as árvores e o espaço ajardinado em frente ao café central e, no seu lugar, surgiu uma calçada árida a lembrar uma parada de quartel onde não há tempo para estar à sombra.

Foram-se as árvores ao lado da igreja e surgiu mais um empedrado, amenizado por um parque infantil cuja utilidade não se percebe muito bem e um quiosque que não se sabe para que serve.

Agora foram-se as árvores que estavam junto da Câmara Municipal, mais precisamente em frente da "novíssima Câmara Municipal", naquele espaço a que, noutros tempos, se chamou o largo da feira do mês, por ali se realizar, em cada dia 3, a feira mensal. Os taipais que ainda lá estão a vedar o espaço da nova obra, ajudaram a esconder mais este acto que consistiu no abate de umas quantas árvores frondosas, com décadas de vida, e que não serão, certamente, substituídas, se vierem a ser seguidos critérios anteriores.

É certo que a modernização urbanística, se é que é disso que se trata, não pode estar refém de meia dúzia de árvores que, provavelmente, outro valor não terão para além da sombra e beleza paisagística que possam proporcionar. Também é verdade que os espaços verdes carecem de manutenção e são dispendiosos. Mas, se houvesse vontade, algum bom gosto e a necessária sensibilidade para proporcionar bem estar a quem vive nesta terra, certamente que se encontrariam soluções, sem grandes encargos, para amenizar a progressiva aridez que vai caracterizando a nossa paisagem.

Ourém, esta vila nova feita cidade à pressa, precisa de ser mais acolhedora!

 

 

O.C.