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OuremReal

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01.06.08

PSD a votos


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Foi luta até ao fim! E mesmo que não se perceba a diferença entre os seus projectos políticos, percebe-se melhor o que fez mover as diferentes candidaturas - o interesse de cada grupo; primeiro, no curto prazo: afastar os que incomodavam, fazer esquecer misérias mais ou menos recentes, muitas delas comprometedoras, fazer crer que tinhamos gente nova, (mesmo que com ideias velhas), ou gente velha, mas com ideias novas. Depois, a pensar no médio prazo: Jogar, apostar no que, para cada um, poderia ser o melhor candidato para garantir um lugarzinho, mais modesto ou mais destacado, no xadrez que se vai seguir. Uns mais cautelosos, diria mesmo mais pragmáticos; outros mais eufóricos. Como sempre!

É claro que reduzir toda a luta travada no PSD a estes "interesses" internos é um exercício deveras redutor e que poderá beliscar a sensibilidade de qualquer militante mais dedicado a causas mais nobres. Mas, como a experiência vem dizendo, o que eles dizem e prometem não tem importância de maior, porque se chegar a hora de ter a responsabilidade de governar, depressa darão o dito por não dito, os adversários internos transformam-se em apoiantes, os defeitos passam a virtudes, o que hoje está mal, passa a estar bem amanhã, e vice-versa, os "canalhas que me fizeram a vida negra" passam a ser os maiores amigos e assim sucessivamente...

Isto tudo para afirmar que não creio, minimamente, que os 43 ou 44 mil militantes do PSD que participaram neste acto eleitoral estejam mais preocupados com os problemas dos Portugueses em geral, do que com os do seu Partido, ou os seus, em particular.

Daí que, ouvir a nova presidente do partido, afirmar, do alto dos seus pobres 37% de votos, que o movimento vitorioso já começou, que um partido descredibilizado, ontem, passou a credível, hoje, só pode deixar qualquer um perplexo. Não será cedo demais para começar a dizer disparates no desempenho das novas funções? Não seria mais prudente apaziguar os ânimos (e desânimos) internos, primeiro?

E a social democracia concelhia como ficou? Mais liberal? Mais conservadora? Mais à direita? Mais ao centro? Ou antes pelo contrário?

Com a contagem dos votos quase fechada, os 341 votantes, dos 708 inscritos no concelho de Ourém, distribuíam assim as suas preferências: Patinha Antão - 2 votos; Pedro Santana Lopes - 85; Manuela Ferreira Leite - 145; Pedro Passos Coelho - 109.

Um falhanço completo para as apostas do Sr. Presidente da Câmara e da Sr.ª Presidente da Assembleia Municipal que tanto se esforçaram para fazer crer que Pedro Passos Coelho é que era bom...

Como é que vão descalçar esta bota !?

Certamente, da mesma maneira como a calçaram... Democraticamente, como não podia deixar de ser... Pode ser que na próxima tenham mais pontaria...

 

O.C.