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OuremReal

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18.03.20

Emergência


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Vem aí o decreto! Vem aí a emergência! Porque, infelizmente, o civismo e outros deveres têm que ser impostos! É preciso restringir direitos, liberdades e garantias, porque há quem não saiba viver com isso! Uns acham que já devia ter sido! Outros acham que tem que ser! Outros, enfim, que remédio! Mas todos, mesmo todos, sabem muito bem o que vai acontecer ! Às pessoas, às famílias, às empresas, aos empregos, a tudo! Aqueles que nunca experimentaram uma ditadura vão poder apreciar o que é ter de viver sem alguns (poucos) dos tais direitos, liberdades e garantias. Vão ter um cheirinho, embora muito, muito leve do que é estar vigiado e controlado nos movimentos e saborear como é amargo ser abordado por alguém que tem o poder de lhe perguntar o que anda a fazer, de onde vem, para onde vai e dar-lhe ordem de ir para casa ou, na pior das hipóteses, sancioná-lo. Os que sempre acharam que os tais direitos, liberdades e garantias são exagerados e que a Constituição da República que os sustenta deve ser modificada, não estarão muito incomodados, a menos que sejam incoerentes ao ponto de quererem para os outros, coisa diferente do que querem para si próprios! Os que se fartaram e não têm a mínima saudade das outras liberdades, dos outros direitos e das outras garantias, da outra Constituição, da outra República, do outro regime...vão ter que ter paciência e não perder a esperança de que este sobressalto passe depressa. Os que não sabem, não têm sabido usar e aproveitar o bem que têm tido (e têm), podem parar um pouco e pensar como seriam as suas vidas se, por norma e por cada dia, todos os dias fossem não, exatamente, como os próximos 15, mas como seriam se estas e muitas outras liberdades fossem uma miragem. Contudo, pelo caminho que as coisas tomaram, parece que o sr. Presidente da República não teria grande alternativa. Qualquer decisão seria motivo de crítica, ou porque sim, ou porque não! Resta a esperança de que a quase unanimidade que, agora, parece existir, se repita, quando tudo isto passar e for preciso reconstruir o que o vendaval destruiu.

 

O.C.

29.02.20

Coronavirus


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O coronavírus está aí, como ameaça mundial, a condicionar as nossas vidas! Em todos os capítulos, a começar pelo bem mais precioso que podemos ter – a saúde. São as vidas condicionadas pelo medo, pela incerteza, pelas restrições a que nos conduzem as dúvidas e as prevenções, que tanto podem ser insuficientes, como exageradas. São as viagens que não se fazem, são os negócios que ficam por fazer, são os compromissos já assumidos que têm de ser cancelados, são os projetos que são adiados, são oportunidades que se perdem, são investimentos que já estavam em curso e em que qualquer retrocesso ou cancelamento deixa capitais em risco. A juntar a tudo isto, há o alarmismo! Uma comunicação social que à escala global, para o melhor e, também, para o pior, está constantemente, a bombardear as pessoas com informação em que se misturam verdades com meias verdades, até mentiras, assuntos que interessa conhecer com outros que para a esmagadora maioria das pessoas não tem interesse algum, mas que, ao sabor dos interesses de quem a comanda, visa não só dar a ideia de grande eficiência, como “encharcar”as mentes dos destinatários, retirando-lhes o discernimento para selecionarem e escolherem entre o interessante e útil e aquilo que não passa de lixo tóxico. E é no aproveitamento desta dificuldade de discernimento e com este lixo que lidam os fazedores de opinião com o objetivo de ir formatando as mentalidades. Na televisão, na rádio, nos jornais, nas revistas, nas redes sociais, em tudo o que é possível verter imagem, notícia, entrevista, ou opinião, a “informação” aí está, pressionando, procurando, à lupa, qualquer ponta solta que permita alimentar a corrente, se possível com alguma polémica à mistura, para que tudo fique mais apelativo e o produto se vá vendendo. É paradigmático o que se está a passar com esta surto de coronavírus. Constantemente se mostram números de casos suspeitos, de casos confirmados, testes positivos, testes negativos, de mortos, deste país, daquele e do outro. E mais a sr.ª que veio de Itália e que foi ao Centro de Saúde e esteve (?) fechada na casa de banho não sei quantas horas; e da aluna duma escola que veio de Itália e que levou os encarregados de educação dos colegas a impedirem os filhos de ir às aulas, porque estava lá a colega que tinha vindo de Itália; com uma encarregada de educação à porta da escola a dar entrevista a uma televisão, como se fosse a pessoa mais entendida na matéria. Foi o caso dos portugueses que estavam na China e que o governo decidiu repatriar, mas não mandou ir buscar o cidadão português que trabalhava num cruzeiro e que foi internado num hospital chinês para ser seguido convenientemente. Constantemente aparece nas televisões a diretora geral da saúde a ter que dizer uma vez e outra vez o que já foi dito e redito; a dizer números e coisas que correm o risco de ser mal entendidas, ou interpretadas na diagonal e aproveitadas para se fazer crer que foi dito o que não se disse. É a ministra da saúde com os microfones à perna, mal põe o pé na rua. É o presidente da república a ser atacado porque disse o que era óbvio – que não fazia sentido ir à China buscar o tripulante do cruzeiro, quando podia e devia ser tratado localmente. E, para frustração dos caçadores e aproveitadores de desgraças, ainda não houve nenhum caso positivo em Portugal. Quando o houver, e tudo leva a crer que isso acontecerá, então vão soar as sirenes todas! O SNS vai ser atacado, a ministra vai ser cilindrada, a diretora geral da saúde vai ser triturada, o primeiro ministro vai ser arrasado e o próprio presidente da república sairá chamuscado se não se demarcar, depressa, de tudo o que está a acontecer e não criticar o governo pelo que fez e não fez!

É assim que se vai vivendo no retângulo do extremo sudoeste da Europa!

 

O.C.

31.01.20

O aeroporto


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São fases! Há quem diga que são modas! Agora está na moda querer um aeroporto aqui, outro ali, conforme interesses e necessidades. Tudo porque o congestionamento da aeroporto da Portela, em Lisboa, há muito tempo que pôs muita gente a falar no assunto e a “inventar” soluções. Fazem-se, têm sido feitos estudos e mais estudos, angariaram-se apoios para esta e para aquela solução, apareceram os grupos de pressão para cada uma das hipóteses e criaram-se os movimentos contrários, com regionalismos e bairrismos a demonstrar ou a tentar demonstrar que nenhuma era viável e por cada “vantagem” apontada para cada proposta aparecia, no mínimo, um “inconveniente” a fazer voltar tudo à estaca zero.

E, assim, temos andado, de “solução” em “solução” até chegarmos aos dias de hoje sem solução nenhuma, pelo menos definitiva, depois de muito tempo passado e milhões de euros gastos, com a hipótese Montijo a ganhar força, porque o atual governo decidiu que era de tempo de acabar com o impasse e acha que esta é a solução mais adequada.

Já tivemos a Ota, Poceirão, Alcochete, Alverca, Monte Real, Beja, Tancos e, ao que parece, vamos acabar no Montijo. E, se esta for a decisão final, o problema principal da Portela não ficará resolvido, porque o aeroporto continuará dentro da cidade de Lisboa. Impõe-se a construção de um aeroporto moderno que, por si só, assegure o número de movimentos/hora que estão a sufocar a Portela, com duas pistas a funcionar em simultâneo para aterragens e descolagens, sem necessidade de complementares e que retire o aeroporto do centro da cidade. Um empreendimento caro, certamente, e que, por isso mesmo, poderia ser feito em duas ou três fases, até desativar, por completo, a Portela. Mas, parece que não é isso que mais interessa aos “interesses” instalados.

Ultimamente ganhou alguma visibilidade, a nível mais restrito e ao que ao Médio Tejo diz respeito, a discussão sobre a transformação do aeródromo militar de Tancos em aeroporto. Não é claro se os promotores da ideia enquadram essa obra numa eventual solução para complementar a Portela ou se, apenas, estão a pensar no âmbito regional, de modo a dar resposta às supostas necessidades de uma região que se pretende dinâmica no setor empresarial e que aposta, principalmente, no turismo e no desenvolvimento da região centro em que se insere. Na primeira hipótese, como complementar da Portela, Tancos não resolve o problema, porque não retira o aeroporto do centro da cidade de Lisboa. Tal como a solução Montijo não resolve. Além disso, e isto serve para qualquer que seja a finalidade que se pretenda, tenho sérias dúvidas da viabilidade de um aeroporto naquele sítio, o mesmo onde existiu a BA3, de boa memória, onde tive a honra e o prazer de trabalhar durante 3 anos. No enfiamento da pista, para nascente, está a vila de Constância, a pouca distância, em linha reta. E para poente, V.N. da Barquinha, Atalaia e Entroncamento. O argumento de que já lá estiveram aviões militares durante muitos anos e nunca “incomodaram” não é sustentável, porque todos sabemos que as aeronaves que lá estiveram não têm nada a ver com aviões comerciais de grande porte; depois, a pista tem, apenas, um comprimento de dois mil, quatrocentos e poucos metros e não dará para expandir muito mais; as ajudas que são precisas para as aterragens precisam de uma extensão de alguns kms para cada lado da pista e não parece que esse espaço exista. Depois haverá pormenores técnicos que não domino, claro, mas que, em minha opinião, dificilmente viabilizarão a instalação do aeroporto que alguns pretendem.

Entretanto, algumas manifestações mais entusiásticas e, nalguns casos, de propaganda político-partidária a que vamos assistindo, prestariam um bom serviço se apresentassem, publicamente, os estudos, os projetos, ou o que seja, em que sustentam as suas pretensões. Ficaríamos todos esclarecidos e, eventualmente, poderíamos participar na euforia.

 

O.C.

16.09.19

As cadernetas da CGD


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As cadernetas afetas às contas bancárias da caixa geral de depósitos deixaram de ter a utilidade que tinham até aqui. Deixaram de se poder fazer levantamentos, pagamentos e transferências, podendo, apenas, serem utilizadas para verificação de movimentos e saldos. Segundo leio, serão cerca de 290 mil os utentes que terão essas cadernetas e que, em muitos casos, não terão cartão multibanco, de débito ou de crédito, porque a simplicidade da sua gestão bancária, não exigia mais do que as operações que a caderneta lhes permitia. Eu incluo-me nesses milhares, por uma questão de hábito, comodidade e de interesse, embora possua um cartão de débito da mesma conta. No meu caso, o “desaparecimento” da caderneta não é um drama, mas admito que para muita gente o possa ser! Para além deste incómodo, o que quero realçar é toda a estratégia e artimanha que preside a esta decisão. Li, algures, que estavam a ser seguidas recomendações das instituições europeias por falta de segurança das tais cadernetas. Claro que, em primeiro lugar, qualquer detentor duma daquelas cadernetas terá que agradecer, comovidamente, às tais instituições ou a quaisquer outras, por tal preocupação com as suas poupanças! Depois, nunca ninguém disse quantos casos é que se registaram de “assalto” às contas por causa da falta de segurança das cadernetas! Mas temos de admitir que terão sido muitos para se ter de tomar tal decisão! Nem nunca ninguém disse quantos detentores das cadernetas pediram para que elas fossem esvaziadas das suas funções, porque deixaram de precisar ou estavam fartos delas! E muito menos quantos é que suplicaram para que lhes fossem fornecidos, em troca, cartões multibanco com anuidades para pagar! É, no mínimo, estranho que a banda magnética duma caderneta, ou o respetivo código, sejam menos seguros do que os de um cartão multibanco! Nem consigo compreender como é que essas fragilidades não podem ser resolvidas! E não vale a pena vir com a treta de que o cartão será oferecido, sem anuidade para pagar, porque mesmo que assim seja no início, depressa deixará de o ser! E, o mais grave de tudo, é isto estar a acontecer com o banco público, CGD, que deveria estar ao serviço de todos nós, mas que, afinal, se transformou numa instituição igual a todas as outras do género que vivem da exploração que fazem de quem delas se serve. Não pagam juros das eventuais poupanças que lá se depositem e com as quais fazem negócio! Cobram quanto podem por algum crédito que concedam e por todas as operações que fazem, por mais simples que sejam, como, por exemplo fazer um levantamento ao balcão! E não faltará muito para que as operações no multibanco também sejam taxadas! Não têm escrúpulos em pagar ordenados milionários a quem muito bem entendem, nem distribuir dividendos a quem lhes apetece! E o banco público (CGD) ainda se dá ao luxo de gastar milhares de milhões para tapar buracos que alguns privados, com todos os desvarios que se conhecem, vão abrindo com as suas gestões ruinosas.

Para terminar: Na minha modesta opinião, as cadernetas deixaram de ter as funcionalidades que tinham porque:

1 – Eram fornecidas gratuitamente e não pagavam anuidade; coisa que não interessa!

2 – Em sua substituição vão ter de ser usados cartões que pagarão anuidade, mais tarde ou mais cedo, ou feitas operações que serão taxadas; que é o que interessa!

Porque a alegada falta de segurança, ou a preocupação com as poupanças dos utentes...não passam de simples e descarada hipocrisia!

28.07.19

A propósito de incêndios


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A propósito da vaga de incêndios que vai por aí, ocorre-me dizer o seguinte:

- Não tenho por hábito falar sobre aquilo que não conheço e, de facto, sobre incêndios, pouco ou nada sei. Mesmo assim, parece-me oportuno dizer que:

1 – Sou muito cético no que diz respeito à auto-ignição. A grande maioria dos incêndios não deflagram espontaneamente e haverá sempre algo ou alguém que os provoca. E enquanto não forem identificadas as causas e feitas as necessárias correções...o perigo manter-se-à.

2 – De pouco ou nada servirá arranjar muitas leis, por mais bonitas, ou bem intencionadas que elas sejam, se, por um lado, não forem, na prática, exequíveis, ou, se, por outro, não se impuser o seu cumprimento. Fazer leis só para “inglês ver”...é uma brincadeira! De péssimo gosto, diga-se! Cabe, aqui, uma referência aos planos diretores municipais, aos planos de ordenamento do território, aos planos de emergência para cada município, para cada freguesia, para cada vila ou aldeia. Cada autarquia devia ser obrigada a ter um levantamento atualizado de todas as situações que, no seu território, são suscetíveis de ser geradoras de perigo, identificar as causas e propor a melhor maneira de as resolver. Cada munícipe deveria estar consciente da necessidade e importância do seu envolvimento, da sua responsabilidade na gestão do território da sua autarquia, da sua cidade, vila ou aldeia, na busca das estratégias e das soluções mais adequadas para que, no momento das aflições, não nos limitemos a culpar apenas os outros pelo mal que nos acontece.

3 – Não tenho números certos, nem sei se será possível contabilizar, com exatidão, os custos anuais dos incêndios, tendo em conta as verbas orçamentadas e as não orçamentadas, com os prejuízos incalculáveis para pessoas e bens. Mas arrisco que serão uns largos milhões...e, se se perderem vidas humanas...não haverá preço possível!

E estes prejuízos vêm-se repetindo, ano após ano, como se de uma fatalidade se tratasse e da qual não é possível fugir. E a discussão, a confrontação, o passa culpas, o arremesso de acusações, insultos, insinuações e os aproveitamentos vários vão acontecendo, ciclicamente, e de forma mais intensa em ano eleitoral. A comunicação social, das rádios às televisões e aos jornais, mais as redes sociais, dão um inestimável contributo para que a opinião pública seja “formatada” à medida de cada interesse. E ao abrigo de uma liberdade de expressão que não olha a regras, nem respeita limites, tudo se vai dizendo, entre verdades, meias verdades e muitas mentiras com o único objetivo de angariar apoiantes e adeptos para as causas mais diversas. E os agentes de toda esta campanha, profissionais uns e amadores outros, muitos de forma consciente e muitos mais por ignorância, lá vão contribuindo para que vamos tendo, cada vez mais, uma opinião pública com pessoas desinformadas, descontentes, naturalmente desinteressadas da construção da sociedade em que se inserem e cada vez menos solidárias, mas mais exigentes, reivindicando, com ou sem razão, que outros resolvam os problemas por si próprios criados.

Para terminar: É urgente estancar esta hemorragia que nos vai enfraquecendo com muito património destruído, algumas vidas perdidas, orçamentos delapidados, pessoas descontentes e uma sociedade cada vez menos solidária e mais contestatária, a reivindicar sempre mais direitos sem cuidar de cumprir os necessários deveres. È preciso que todos tomemos consciência disto e que cada um faça o que lhe compete e não tenhamos que chegar à conclusão que, afinal, alguém, um D. Sebastião qualquer, terá que nos vir impor o que, livremente, podemos e devemos fazer.

 

O.C.

 

30.06.19

MUDAR


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Toda a vida é feita de mudança, como diz a canção! De facto, assim é! No sentido oposto ao que é estático, que não muda, não evolui, não progride.

MUDAR é preciso! É urgente! Para que a mudança nunca signifique retrocesso!

Assim:

M – de movimento, de vida, de envolvimento e cooperação.

U – de união, entendimento, sã convivência entre as pessoas, na busca do bem comum. E capacidade de aceitar as decisões das maiorias, quando, de todo, não for possível ultrapassar qualquer divergência.

D – de democracia no que ela tem de mais belo que é o entendimento, a capacidade de gerir diferenças, harmonizar opiniões, vontades, interesses e pontos de vista diversos. E também um D de disponibilidade para ouvir, escutar e respeitar a opinião alheia. Ninguém tem de abdicar dos seus ideais, nem tentar impô-los a quem quer que seja. Impor a unicidade, seja de pensamento, seja de ação é negar a democracia!

A – de ação, intervenção, participação, dinâmica. No fundo, fazer o que é preciso, tendo sempre em conta a oportunidade, a disponibilidade e os meios em cada momento. E é, também, um A de alerta para as ameaças, cada vez mais preocupantes, que nos chegam, constantemente, através dos meios de comunicação, sejam jornais, revistas, rádios, televisões, redes sociais, onde um sem número de energúmenos se prestam a “vender” o seu tempo e a debitar toda a sua arrogância, ideologia e intenções várias sobre todos os incautos que tendem a acreditar sem pensar; ou por falta de informação, ou por incapacidade para o fazer.

R – de renovação, para que se possa ir corrigindo, melhorando, progredindo. Também no sentido do comportamento, quer individual, quer coletivo. Nos tempos que correm é notória a crise de comportamento. Por vaidade, por interesses vários, por oportunismo, por falta de escrúpulos, por falta de respeito para com os outros, por falta de civismo. No fundo, por falta de educação, por falta de referências e de valores.

É por tudo isto (e muito mais) que é preciso MUDAR! É urgente!

Se cada um de nós assumir estes princípios será expectável que, em breve, tenhamos este movimento muito mais alargado e participado para que, efetivamente, seja possível MUDAR!

 

O.C.

 

28.05.19

Vergonha


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Noticiário de hoje, às 8 da noite, na RTP.

Uma notícia dizia que o Estado já injetou nos bancos desde 2007 a 2018 mais de 20 mil milhões de euros. É evidente que quando se diz Estado se está a dizer contribuintes, todos nós, que pagamos impostos! É o nosso dinheiro que anda a sustentar agiotas, agiotagens e muitas "agiotices"!

Outra notícia dizia que o Banco de Portugal impede que seja divulgada a lista dos grandes devedores ao Estado! Porque é o sigilo bancário... porque é a imagem das pessoas... porque era (ou poderia ser) uma catástrofe para o "negócio" deles...bancos, banqueiros e derivados (digo eu!). Portanto, protejam-se os caloteiros...! E quanto maiores... maior deve ser a proteção! Se assim não é...assim parece! E depois fica todo o mundo indignado com o facto do sr. Berardo ir para a Assembleia da República gozar com a malta...! É caso para perguntar: afinal onde está o idiota...?

Uma outra notícia dizia que as Finanças, conjuntamente com a GNR, fez uma operação stop para apanhar devedores ao fisco e caçar-lhe viaturas ou outros bens para pagar as respetivas dívidas! E ninguém se incomodou com a imagem destes devedores, nem com o sigilo disto ou daquilo, porque a televisão estava lá (deve ter aparecido por acaso...!) e mostrou uma sr.ª que mostrava papéis para pagar o que não sabia que devia, mais um sr. que descarregou dois cavalos dum camião e que deve ter ficado sem eles (?), mais umas viaturas que foram confiscadas...e mais não sei o quê! Nem interessa! Importa a ação!

Para terminar, juntemos isto tudo: milhões para sustentar os bancos; proteção aos grandes caloteiros (perdão, devedores); caça aos devedores de "tostões" . Desta mistura toda resulta qualquer coisa que, para além da indignação que (me) provoca, deve ter um nome qualquer, mas que eu, na falta de melhor ideia, classifico, apenas, como...vergonha...!!! Moral da história: já dizia o outro -" se ninguém é preso... o crime compensa"!

 

O.C.

20.04.19

Factchecking


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Maria João Rodrigues foi repreendida no Parlamento Europeu por "assédio sexual" a uma assistente?



Isto está “escarrapachado” com letras garrafais na página de uma “coisa” que se intitula de jornal de factchecking, que dá pelo nome de “polígrafo” e que, pelos vistos, anda a divertir muito boa gente nas redes sociais. Ora, como sabemos, polígrafo é o nome que se dá a uma máquina de detetar mentiras e factchecking poder-se-á traduzir (+ ou –) por “testar factos”, a fim de concluir se são verdadeiros ou falsos. À falta de ideias mais construtivas, os autores desta “coisa”, preocupadíssimos com o apuramento da verdade e dar conta dela aos seus leitores, usa a seguinte estratégia: faz perguntas, lança suspeitas sobre pessoas, factos, situações várias e, conforme os objetivos a atingir, põe em destaque o que causa mais impacto. Na notícia acima transcrita o que está entre aspas é falso. Afinal tratou-se de assédio laboral, que é coisa diferente. Só que para se chegar a esta conclusão é preciso ler a notícia toda. E, bem lá no final da conversa, lá vem o esclarecimento. Mas...é preciso ler! Quem se ficar pelas letras gordas dos cabeçalhos fica, apenas, com a mentira que passa a considerar como verdade. E os donos do pasquim sabem disso! É caso para dizer que a “sacanice” já não tem limites! Era para dizer “filhadaputice”, mas não digo – o computador não reconhece o vocábulo, portanto não será muito recomendável! Fico-me por aqui!



O.C.

12.04.19

Eleições


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Se não estivessem eleições à porta...muitas coisas não aconteciam! De repente, um candidato "descobriu" que havia "famílias inteiras" nos gabinetes do governo. O assunto passou a ser de "preocupação" nacional e ocupação de notícias, comentadores, opinadores e líderes políticos que, à falta de melhor, usaram o assunto até à exaustão. O sr. P. da R. quer uma lei que impeça a nomeação de familiares de governantes até ao 6.º grau. Estava-se mesmo a ver...! Curiosamente nunca ninguém deu por nada em governos anteriores...! Até Cavaco Silva se esqueceu do que aconteceu nos seus governos...!

Agora é o estudo sobre a Segurança Social...a sustentabilidade do sistema...e a recomendação de uma diminuição dos montantes das pensões, a subida da idade da reforma para os 69, ou 70 anos e outras preocupações que só servem para alarmar o pessoal. Parece que a S.S. só tem problemas agora! Ou que nunca teve mais problemas do que atualmente...! Claro que isto é ouro sobre azul para os políticos que há muito defendem a privatização do sistema...! No todo ou em parte! É claro que o assunto já está na ordem do dia! E os palradores do costume onde não chegam mandam recado! Até convencerem os eleitores de que têm a melhor solução para resolver este e outros problemas. Sim, resolver (?)..., mesmo que não saibam como, porque, como diz a direita, estas eleições para o Parlamento Europeu têm de ser um cartão amarelo ao governo! E só não é vermelho porque não serviria de nada...! Portanto não interessa nada discutir a Europa...! Vota-se para o P. E. a pensar em atacar a governação caseira.

Isto é que é política séria...! E a sério...!

 

O.C.

15.02.19

Moção de censura


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A líder do CDS, Assunção Cristas, vive num autêntico sufoco! Já não sabe o que fazer para tentar travar a descida previsível do seu partido, e a sua própria, a caminho duma próxima votação abaixo dos dois dígitos percentuais. Já tentou de tudo! Confrontando e contrariando, constantemente, a sua atual postura com a prática que teve enquanto esteve no governo, evidencia a enorme falta de capacidade para apresentar qualquer alternativa válida no sentido de colmatar as falhas que aponta à atual governação, tal como não teve capacidade, inteligência e clarividência para evitar toda a austeridade que afetou os portugueses enquanto governante. Aproveita todas as desgraças para acusar o governo. Os incêndios, a derrocada da pedreira, o bairro da Jamaica, os grevistas da saúde, da educação, da justiça, onde quer que haja uma greve, um problema social, ela está lá, a tomar partido pelo descontentamento, mas sem dizer uma palavra acerca da maneira como resolveria essas questões. Falhou na tentativa de inviabilizar o O.E., no esforço concertado da direita parlamentar, mas não desistiu de usar todos os meios possíveis para dificultar e inviabilizar a governação e, se possível, derrubar o governo. A toda esta incapacidade juntam-se outras preocupações: por um lado, o facto do PSD de Rui Rio não ser, exatamente, como o de Passos Coelho; por outro, o surgimento de novas forças políticas na área da direita, com as dissidências verificadas na ala mais à direita do PSD, com destaque para a Aliança de Santana Lopes, que ameaçam, claramente, levar algum do eleitorado tradicional do CDS. Embalada pela onda de contestação que vai alastrando pela Europa, animada com o populismo de alguns líderes e movimentos, entusiasmada com o derrube do governo dos vizinhos espanhóis que já têm eleições intercalares marcadas para 28 de abril próximo, resolveu passar ao ataque e jogar na antecipação, apresentando uma moção de censura ao governo, porque as eleições para o Parlamento Europeu estão à porta e, depois, as do Parlamento nacional. Com isto, parece claro que pretende pressionar o PSD e testar o seu posicionamento, na expetativa de poder colher dividendos futuros.

Tanto quanto é possível prever, a esquerda parlamentar não vai deixar aprovar a moção de censura pelo que toda esta encenação se resumirá ao teste ao PSD. Se votar ao lado do CDS dir-se-à que anda a reboque, não tem iniciativa e o partido de Cristas procurará colher louros, assumindo-se como verdadeira oposição. Não sendo expectável que vote contra a moção, resta ao PSD a abstenção e, aí, o que transparecerá é um certo afastamento entre as duas forças de direita suscetível de vir a provocar dificuldades para um entendimento futuro.

Em resumo: uma moção de censura do CDS ao governo que mais não é que um teste ao PSD para clarificar, ou tentar clarificar, quem é quem na direita parlamentar portuguesa.

 

O.C.