Sábado, 22 de Setembro de 2012
Helicópteros em terra, tempestade no ar!

O ministro da administração interna mandou parar os 6 helicópteros Kamov que o estado português possui para combate a incêndios!

Motivo: a comissão de inquérito ao acidente ocorrido, recentemente, com um destes aparelhos que combatia os incêndios no norte do nosso concelho, descobriu que existem divergências entre os manuais de instruções destas aeronaves emitidos pelo fabricante russo e os da empresa portuguesa que faz a sua manutenção.

- Primeiro comentário: isto é muito estranho!

A notícia que li não refere que tipo de divergências há entre os manuais. Não se sabe se as diferenças se constatam em versões originais ( ou tidas como tal) ou se são versões traduzidas, copiadas, adaptadas... ou outro problema qualquer! Tão pouco sabemos se a tal comissão de inquérito já terminou o trabalho e apresentou conclusões para que possamos saber se a queda do helicóptero poderá ter tido alguma coisa a ver com o manual, ou não! Uma coisa é certa: cada aparelho destes custa milhões! E andam pessoas dentro deles! Custa acreditar que alguém se ponha a brincar aos "manuaizinhos de instruções"!

- Segundo comentário: Será que o problema é outro?

Não sei quanto custaram os 6 Kamov; não sei quanto custa cada hora de trabalho de cada um; nem sei quanto custa a sua manutenção; não sei se são a melhor solução para o problema - ou seja, se são o meio mais eficiente para apagar fogos, com menor custo e mais rendimento! Não sei nada disso! Quem decidiu a compra deve ter-se ocupado disso tudo, porque se não o fez devia tê-lo feito.

O problema é se, agora, alguém está a chegar à conclusão que a solução Kamov não foi (?) a melhor. Ou, pior ainda (ou talvez não), se pode haver outra solução que possa ser mais interessante para "alguém". E, aqui, conforme o "alguém", podemos atenuar ou agravar o problema. Porque se se chegar à conclusão que este tipo de helicóptero não é o ideal para o objetivo em vista e há uma solução para que os cofres do estado poupem algum dinheiro, então não é preciso descobrir divergências nos manuais e, parem-se os helicópteros, vendam-se, troquem-se, faça-se qualquer coisa - desde que melhor! Mas se o problema for o mesmo das empresas públicas - enquanto públicas dão prejuizo, porque se forem privatizadas já dão lucro - então a música é outra e percebe-se onde nos vai levar esta melodia: o estado não tem "vocação" para  ter helicópteros para combater fogos, porque para isso temos empresas privadas que o fazem "muito bem" e cobram o dinheiro que for preciso e o estado paga. E também não sei, nem quero saber, de quem são as empresas privadas que já têm dezenas de helicópteros a combater fogos e a serem pagos com o nosso dinheiro! Nem quanto isso custa!

Mas vamos ter gente com "patriotismo" mais do que necessário e suficiente para encontrar a melhor solução...!!! Não tenho dúvidas!

- Terceiro comentário: As nossas forças armadas, em geral, e a força aérea, em particular, (e a marinha que também tem helicópteros) servem para quê?

Então, para falar só de helicópteros, a força aérea, não tem, ou não podia ter(?) os helicópteros, e os pilotos, e os mecânicos, e o que mais fosse, para a manutenção toda, para este trabalho dos fogos, como tem para outras tarefas bem importantes, e outras mais que ainda poderia ter para apoiar as populações?

Ou será que o orçamento fica mais caro quando se trata de forças armadas e tem que se cortar, custe o que custar, e tudo fica mais barato quando se tem que pagar a empresas privadas?

Ou será que o problema é (ainda) outro?

Esperemos! E talvez cheguemos a perceber se a tempestade chegou a existir, ou se tudo não passou de uma borrasca!

 

O.C.

 

 



publicado por ouremreal às 16:13
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