Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
Política vs Futebol

O Presidente da Direcção do Clube Desportivo de Fátima manifesta a disposição de não se recandidatar a um novo mandato para o cargo que vinha a ocupar desde 2008.

Alega que não estão reunidas as condições para tal, pois não vê interesse por parte das forças vivas da cidade e do concelho, nomeadamente, Câmara Municipal de Ourém e Junta de Freguesia de Fátima.

Não sei se é assim ou de outra forma. Mas, a ser assim, há duas perguntas que não podem deixar de ser feitas:

- Então o clube só é viável se houver interesse por parte da Câmara Municipal de Ourém e da Junta de Freguesia de Fátima?

- E este "interesse" significa o quê?

Mas vejamos a questão por um outro prisma:

Como se sabe, o Presidente do C.D.de Fátima é, também, vereador da Câmara Municipal de Ourém e foi afastado do seu pelouro no executivo na sequência da derrota do seu partido, o PSD, nas últimas eleições autárquicas.

Por força dos resultados das mesmas eleições, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube, afastou-se do PSD e passou a integrar, como independente, a lista vencedora do PS, assumindo o pelouro Fátima.

Quanto à Junta de Freguesia de Fátima, como continua com o mesmo presidente, do PSD, não se compreende se mantém ou alterou a atitude para com o clube.

O que é facilmente perceptível é que estamos perante um caso em que a política partidária, pela mão dos seus agentes, na sua inocente e inofensiva pureza, é capaz de se intrometer no não menos puro, inocente e inofensivo mundo do futebol.

Com toda esta simplicidade!

Ou será que é o contrário?

 

O.C.



publicado por ouremreal às 22:05
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Anda tudo a dormir !!!

Desta gostei!

Até que enfim!

A dr.ª Manuela Ferreira Leite, esclareceu, hoje, para quem não tinha percebido, que quando comparou a situação portuguesa com a grega, mais não quis dizer senão, e avisar o primeiro ministro, claro, que:

 

" a situação de Portugal seria igual à da Grécia, se nada fosse feito para o evitar..."

 

Como é que ninguém se tinha lembrado disto?

Ainda bem que a sr.ª dr.ª o disse, a tempo e horas, alto e bom som!

Anda tudo a dormir ou quê?

 

O.C.



publicado por ouremreal às 18:20
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A água que não bebemos

Não se pode dizer que pagar 0,4233 euros, qualquer coisa como "85$00", por mil litros de água, com a comodidade de a ter ali ao abrir de uma torneira, seja caro! Antes pelo contrário!

Já não se poderá dizer o mesmo se formos à factura da água e fizermos a conta a quanto nos custa cada m3 dessa mesma água, depois de adicionadas todas as taxas, tarifas, impostos e similares de que se "alimenta" a tal factura:

- a preços actuais, um consumo de 8 m3 de água origina uma factura de 15,83 euros, o que dá 1,978 euros por cada mil litros.

- a preços de 2009, o mesmo consumo de 8 m3, deu uma factura de 12,29 euros, daí resultando o preço de 1,536 euros pelos mesmos 1000 litros.

Duas constatações óbvias:

- Primeira: cada m3 de água que consumimos é onerado em 1,55 euros, o que significa que nos custa mais do triplo do valor inicial;

- Segunda: de 2009 para 2010, o preço final do m3 de água subiu 0,44 euros, ou seja, mais do que o valor inicial de 0,42.

E tudo isto acontece mesmo com a decisão tomada pela Câmara Municipal de manter, por enquanto, o preço de cada m3 a 0,4233, praticado em 2009, não aplicando, também por enquanto, o novo preço de 0,4352 (no 1º escalão), previsto no edital n.º 1116/2009, de 23 de Novembro último.

Explicações para tudo isto?

Bem, tentar interpretar a factura da Veolia é um exercício a que não me atrevo, já que há sempre qualquer coisa que parece fugir à lógica do esquema contabilístico aplicado. Mesmo assim, sou capaz de perceber que:

- há 5 escalões de consumo/preço de água;

- há uma tarifa de disponibilidade, que parece ter substituído o antigo "aluguer de contador" que, entretanto, foi proibido. Esta tarifa não é nada barata; ainda está em 3, 27 euros; será de 3,37 pelo novo edital;

- há qualquer coisa que se chama TRH água, e não sei o que é, mas custa 0,80 €;

- há os resíduos sólidos urbanos, com duas componentes; uma fixa de 1,99 € e outra variável de 0,0994 € por m3 de consumo de água;

- há a conservação de esgotos, com a componente fixa em 2,22 € e a variável em 0,0884 € por m3 de água;

- há o tratamento de águas residuais, também com duas componentes - a fixa de 1,1 € e a variável de 0,0431 € por m3 consumido;

- e para fechar esta "ementa" uma rubrica nova que se chama " preço de águas residuais", a 1,1 €. ;

- o ramalhete fica completo com o IVA a 5% a incidir sobre o valor da água consumida mais a tarifa de disponibilidade. (nunca percebi como é que uma tarifa pode ser taxada por um imposto!)

Ah! É preciso dizer que estes valores são os mais baixos e para consumidores domésticos.

Para Comércio, Serviços, Restauração, Hotelaria, Indústria, e por aí fora, os preços são outros.

Em conclusão:

Tal como afirmei no início, acho que, no nosso concelho, o preço de 1m3 de água não é caro. Já a factura final poderá não ser tanto em conta.

Daí que, por todas as razões que conhecemos, ambientais e outras, nunca será demais que tenhamos em conta como é importante poupar no consumo de água.

A começar pelos mais pequenos, não só porque não pagam a factura nem fazem ideia onde é preciso ir buscar os euros para isso, mas principalmente porque, muitas vezes, não têm noção de como a água é um bem precioso e como deve ser poupado.

A terminar nos mais crescidos que, sabendo tudo isso, andam, por vezes, muito distraídos.

Como utentes/consumidores/pagadores/munícipes é bom que estejamos atentos e vamos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, porque, afinal, a "festa" é nossa!

 

O.C.

 



publicado por ouremreal às 14:56
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
Aeroporto (outra vez?)

Quando tudo fazia crer que o assunto " aeroporto " de Fátima tinha entrado em hibernação com o espaço da pista da Giesteira a cumprir a nova função de campo de treino para transportadores terrestres de matérias perigosas, eis que o sr Presidente da Câmara de Ourém reabre o dossier.

Curiosamente, o ex-presidente da mesma Câmara e agora presidente do Turismo Leiria - Fátima, parece agastado(?) com tantos anos de arrastar deste caso... como se ele não soubesse do que estava a falar... de tudo o que disse e não disse... de tudo o que fez e não fez... (sobre o assunto, claro! e num passado recente!).

Afinal, por que é que este assunto continua a merecer a atenção da CM de Ourém?

Onde estão os estudos que mostrem a bondade de um empreendimento desta natureza para a região, ou para o concelho?

E que dimensão a dar-lhe?

E que viabilidade técnica para essa dimensão, naquele local?

Onde estão os estudos comparativos que o aconselhem, ou não, perante outras alternativas, se é que as há, e o recomendem numa relação custo - benefício?

Será que tudo isto está esclarecido?

Se está, é bom que se mostre!

Para que valha a pena falar no assunto!

E para que não se repita a conversa mole com que nos andam a distrair há um bom par de anos!

 

O.C.

 



publicado por ouremreal às 22:58
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010
Uma questão de ética!

Socorro-me de um velho dicionário, digo, velho, porque ainda não obedece à nova nomenclatura do novo português afro-luso-brasileiro, para saber o que, realmente, significa a palavra ÉTICA que os últimos capítulos da novela face oculta trouxeram, de maneira tão intensa, ao nosso quotidiano.

E leio: ética, s.f., ciência da moral.

Grande coisa! Se baralhado estava, baralhado fiquei!

Daí que, e para simplificar, continue a pensar que a ética é (+ ou -) a maneira como a vontade de cada um comanda a sua conduta moral.

Isto tudo porque a Assembleia da República tem uma comissão de ética que está a ouvir umas 60 pessoas para saber se há, ou não, liberdade de expressão, pressões, controlo dos órgãos da comunicação social, (ou tentativas de), por parte do poder político, do governo, ou qualquer coisa parecida com isso.

Depois da campanha vergonhosa com que alguns órgãos da comunicação social têm vindo, impunemente, a colaborar na violação do segredo de justiça, com vista ao aniquilamento político do governo, em especial do primeiro ministro.

Depois de ouvirmos jornalistas que se julgam acima de tudo e todos, intocáveis, na defesa acérrima do chamado direito de informar e da liberdade de expressão, como se isso significasse o direito de cada um dizer o que lhe apetece, sem ter que arcar com as consequências. 

Depois da hipócrita conduta de uns senhores, políticos de profissão, que pegam nas suposições, nas insinuações, nos indícios, nas calúnias, em que muitas das notícias se sustentam, e querem, exigem, insistem, para que o primeiro ministro se justifique, se explique, no fundo, confirme aquilo que a comunicação social diz e eles querem que seja verdade.

Se fica calado, é porque está comprometido; logo, é culpado.

Se fala, mas não confirma, defendendo-se, está a mentir; logo, é culpado. 

Depois disto, é a vez da Assembleia da República entrar em cena, com a sua comissão de ética.

Pouco me importa quem compõe essa comissão e qual a competência dos seus membros para questionarem quem e o que quer que seja.

Só me interrogo como vai funcionar para ouvir esta gente toda; porque são ouvidas estas e não outras pessoas; que critérios presidiram à selecção das pessoas a ouvir; que objectivos se pretendem alcançar e que consequências a tirar de tudo isto.

Que ética para esta comissão de ética, onde um jornalista, transformado em vedeta das últimas cenas, se dá ao luxo, ao desplante, de distribuir panfletos, num jeito mais ou menos comicieiro e descaradamente abusivo; se dá ao gozo de exibir uma t-shirt com que dorme todas as noites, segundo diz, com uma frase que, de forma pejorativa, mencionava o nome do primeiro ministro?

Que ética para esta comissão de ética, onde uma jornalista, do alto da sua irreverente e infinita liberdade de expressão, apelidava de racistas, ditadores, salazaristas e outros mimos, membros de um partido que, na sua opinião, querem ou queriam controlar o jornal a que pertence?

Que ética para esta comissão de ética se não divulgar, na íntegra, todas as audições que fizer a todas as pessoas que decidiu ouvir e as conclusões a que chegou?

 

Para que se saiba com que ética se cose a moral desta gente toda!!!

 

O.C.



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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
No mundo dos porcos

Há uns bons pares de anos ouvi um árbitro de futebol dizer que, desde que tinha visto um porco a andar de bicicleta, já nada mais o poderia surpreender.

De facto, nunca vi nenhum porco a andar de bicicleta, mas vi, hoje, um a apresentar um programa de televisão.

Com ar de catedrático omnisciente!

Bem sei que, em dia de Carnaval, nada se deve levar a mal...

Depois de ter visto uma abominável caricatura de Vasco da Gama... à procura de Portugal... não aguentei ...

Mudar de canal é sempre uma boa alternativa. Quando o estômago não aguenta!

 

 

O.C.



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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Faça-se o inquérito!

O senhor doutor deputado Rangel fez, hoje, um discurso, lá em Bruxelas, que até as cadeiras da sala tremeram!

E disse:

- Portugal não é um Estado de Direito; Portugal é um Estado de Direito formal.

E o Primeiro Ministro tem de se explicar porque está a dominar, censurar e cercear a comunicação social...

Dito por quem foi, uma sumidade na arte de dizer coisas importantes, tenho de crer que assim será.

Mas... quando eu estava à espera que o tal senhor doutor deputado explicasse, concretamente, como é que é isso do Estado de Direito ter virado Estado de Direito formal... cortaram o discurso.

Fiquei incomodado. Mais ainda. Fiquei indignado comigo mesmo. Como é que isto acontece, neste País, e eu não me apercebi de nada!?

Só se foi enquanto fui a Badajoz.... aos caramelos...

Só pode ser!

Se não há jornal que leia que não diga mal do PM e do Governo!

Se não há canal de televisão que veja em que não esteja alguém a criticar o PM e o Governo!

Se não há rádio que sintonize em que não haja alguém a acusar o Governo e o PM de serem a causa de todas as desgraças! 

Não será o próprio Primeiro Ministro que obriga esta gente toda a dizer mal dele e do Governo, para se fazer passar por vítima ...???

Começo a desconfiar...

Faça-se o inquérito!

 

O.C.

 

 



publicado por ouremreal às 20:55
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Senhor Primeiro Ministro

Senhor Primeiro Ministro

 

A semana que está a acabar, hoje é sábado, foi uma desgraça!

Um bocado por culpa sua!

Ele são as escutas! Mais o senhor doutor jornalista da sic que o sr. quer/queria silenciar! Mais o senhor doutor director da tvi que o sr. quer/queria afastar do cargo! Mais a senhora doutora apresentadora do jornal das sextas que o sr. quer/queria fazer calar! Mais o orçamento de Estado e a comovente (até apetece chorar!) união solidária parlamentar para com o senhor doutor Jardim, a contrastar com a sua insensibilidade (o sr. PM tem coração?)! Mais as conversas, aos berros, no restaurante, que até os amigos daquele senhor doutor jornalista ouviram, e foram-lhe contar, claro!

Isto tudo numa semana só !!!

Em cima dos 5 a 2, no Porto... Quer dizer...

Qualquer dia faço como o Abel Xavier! Pinto o cabelo, converto-me e vou para Meca!

Morre o macaco, acaba a comédia!

 

Era sobre isto tudo que eu estava aqui a reflectir com os meus botões (acho que é fecho eclair, mas não interessa) e lembrei-me de lhe dizer o que penso sobre estes assuntos "importantíssimos" para o nosso País, para fazer baixar o déficite, aumentar as exportações, convencer Bruxelas de que o nosso PEC é do melhor e que o comissário Almúnia devia ser fechado para não dizer disparates; para não pôr em perigo a estabilidade, nem o estado de direito; não atacar a liberdade de imprensa, não controlar a comunicação social, ...etc. e tal!

E na próxima semana temos a u.s.p. a fazer um inquérito ao controlo da comunicação social e à liberdade de imprensa. Cuide-se!

 

Então é assim:

1.º - Em tempos idos o sr. pertenceu à JSD. Certo? pergunto-lhe: acha que está totalmente recuperado? Olhe que o virus é altamente resistente e pode, quando menos se espera, fazer das suas. É do pior! Esteja atento!

2.º - Por favor, tenha cuidado com as conversas ao telefone. Diga só o que é preciso para os baralhar, porque as coisas importantes não se dizem ao telefone. O sr. sabe, todos sabemos que é assim, mas desta vez, deu-lhes palha a mais e eles passam a vida a encher e vender jornais e telejornais e os papagaios falam, falam, que já não há pachorra para os aguentar...

também é verdade que enquanto falam disto não falam doutras chatices ainda maiores...

Mas acho que não compensa!

3.º - O problema do restaurante. Voltamos à mesma cena dos telefones: em voz alta só se diz o que é preciso que eles ouçam. O resto não é para ser ouvido por quem não interessa! Não pode continuar a não ter cuidado com estas coisas!

Embora não me custe muito acreditar que o tal escuta escutou o que era conveniente que ele escutasse...

Quanto ao tal senhor doutor apresentador da sic, não me parece que valha a pena perder tempo com ele; anda a precisar de um bocado de protagonismo...  só isso!

4.º - O "controlo" da comunicação social é qualquer coisa que só dá para rir, porque quando se ouvem tantos puritanos a insurgir-se contra um "problema" que parece nunca visto, apetece perguntar se a democracia não é, ela mesma, também, uma constante luta pelo poder.

A menos que haja poderes susceptíveis de poderem ser objecto de "conquista"/"controlo", ou tentativa de, e outros que estão fora dessa luta!

E aqui aparecem os tais (pseudo) moralistas  que, não revelando o que fazem/fizeram, ou são capazes de fazer, sabem transferir esses desejos para os outros, sempre que lhes convém.

Como continuo a pensar que a liberdade, seja em que aspecto for, nunca pode estar desligada da responsabilidade, e não é ilimitada, tem que aceitar esta dicotomia poder - contra poder. Às vezes perde-se, outras ganha-se!

Não creio que o sr. tenha tido alguma coisa a ver com a saída da tal senhora doutora apresentadora do jornal das sextas. Nem com a saída do outro senhor doutor director!

Pela minhja parte, confesso que ainda não senti a falta deles!

5.º - Sobre os 50 milhões para a Madeira ficou muito claro que os partidos da união solidária parlamentar, que o acusam, constantemente, de despesista, estiveram-se nas tintas para o despesismo, aprovaram os 50 milhões, puseram à frente dos interesses nacionais os seus interesses particulares a pensar em duas coisas: derreter o governo e o ps, sempre que podem, e contabilizar algum descontentamento para caçar uns votos. Nada mais que isso!

Espero que use todas as armas que a lei lhe conferir para contrariar isto tudo! 

E pronto. Continuo a admirar a sua capacidade de resistência!

No seu caso já tinha fechado a loja e entregue as chaves ao sr. Presidente da República.

 

O.C.

 

 

 



publicado por ouremreal às 11:54
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Vivam todos!

Viva o Parlamento nacional!

Vivam mais ainda os srs. deputados dos partidos políticos que lá estão, das direitas, das esquerdas, das extremas, dos centros, de um lado ao outro!

Viva a democracia que temos que permite que eles tenham um comportamento tal, que, na minha modesta e, porventura, mal informada (e formada) opinião, as mais das vezes se assemelha a uma verdadeira "palhaçada"!

(Com o devido respeito por todos os palhaços que, dignamente, exercem a sua nobre profissão.) 

Vivam, também, todos os analistas, comentadores, jornalistas, economistas, "experts" nisto e naquilo e no resto, que sabem tudo o que os outros deviam fazer e acertam sempre no resultado, depois do jogo ter terminado!

Vivam os que tinham (têm) o dever de guardar o segredo de justiça, mas que não cumprem esse dever!

Vivam, também, e já agora, todos os inúteis que andam por aí a vegetar na espuma das imbecilidades com que nos vão entretendo nestes dias sem sol, a puxar para a melancolia, com almúnias à mistura, a debitar bacoradas para quem quer ouvir, e abutres disfarçados de "ratings" a pairar sobre economias moribundas!

 

Como é que podíamos viver sem esta gente?

 

 

O.C.

 



publicado por ouremreal às 19:02
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Liberdade de imprensa?

Ora aí está um assunto (mais um) de que cada vez percebo menos. 

A conversa de hoje, nalguma comunicação social, andava à volta da história de um apresentador de televisão que teria sido assunto de uma conversa de restaurante onde os protagonistas terão sido dois ministros, o primeiro ministro e mais não sei quem ligado a uma televisão qualquer.

Parece que o tal apresentador seria um alvo a abater, segundo a tal conversa...

Alguém ouviu e foi contar ao visado.

O visado reagiu e escreveu um artigo que pretendeu fazer publicar no jornal em que tinha uma colaboração regular.

Esse jornal não publicou, porque, segundo percebi, a história não teria a necessária sustentabilidade e não considerou suficientes as garantias dadas pelo tal colaborador e autor do artigo a publicar.

Esta história foi suficiente para que a liberdade de imprensa voltasse, uma vez mais, a ser badalada e despertou-me a curiosidade um inquérito, na internet, com a seguinte pergunta:

"A imprensa em Portugal é verdadeiramente livre?"

E davam-se quatro hipóteses:

1ª - sim

2ª - Não. É controlada pelo poder económico

3ª - Não. É controlada pelo poder político

4ª - Não, de todo.

À hora a que vi os resultados do inquérito, havia 8300 respostas, assim distribuídas:

13% para o sim

17% para a 2ª hipótese

46% para a 3ª

24% para a 4ª opção.

 

Primeira interrogação que isto tudo me suscita:

Afinal, o que é a liberdade de imprensa, ou, dito de outra maneira, o que é uma imprensa verdadeiramente livre?

Sinceramente não sei; pelo menos não tenho a certeza. O meu conceito de liberdade de imprensa, tal como da liberdade, em geral, não passa, de modo nenhum, por um modelo onde cada um pode fazer ou dizer o que quer, como quer e lhe apetece, sem que assuma a responsabilidade por aquilo que diz, faz ou escreve.

E a liberdade não se esgota na imprensa. Felizmente.

 

Segunda interrogação:

Quem é que controla a imprensa? Ou quem é que a pode controlar, se assim o quiser?

Parece óbvio. Controla quem pode e da maneira que lhe interessa.

Economicamente, politicamente; de qualquer destas maneiras, ou  de ambas.

Ou será que não é assim?

 

Terceira interrogação:

Afinal, quem controla quem?

O poder económico controla o poder político, ou o contrário? Ou nem uma coisa nem outra?

Segundo as respostas ao inquérito (46%), o poder político controla a imprensa.

Se isto correspondesse à verdade, estaríamos perante uma contradição, já que o que se constata, em cada dia, é o poder económico a condicionar o comportamento do poder político.

Ou será que estou enganado? E o poder económico não passa de um poder político infiltrado, travestido, e, no fundo, tudo é político?

 

Quarta interrogação:

A liberdade de imprensa existe mesmo ou não passa de uma utopia?

Vou ter que pensar melhor sobre isto...

 

O.C.



publicado por ouremreal às 22:56
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