Sábado, 21 de Julho de 2007
Bom negócio !!!

Há muitos oureenses que ainda não perceberam a necessidade da construção de um novo edifício para a Câmara Municipal, como não entendem, talvez porque nunca ninguém tenha explicado, qual o uso que está a ser feito do actual edifício. Sabe-se que há serviços municipais espalhados pela cidade, sabe-se que se pagam milhares de euros de rendas por mês, sabe-se que no actual edifício há gabinetes e gabinetezinhos, mais gabinetes de apoio, mais chefes de gabinete, mais assessores, mais secretárias de assessores, mais não sei o quê e, claro, como o espaço não estica, acaba por não chegar. É normal !

Sabe-se, também, pelo menos é voz corrente, que a Câmara Municipal está endividada até aos cabelos e que não há dinheiro para pagar o novo edifício, embora, tudo leve a crer que a culpa não seja da má gestão que tem sido feita, mas sim da Lei das Finanças Locais que impede a Câmara de se endividar ainda mais. 

Diz-se, também, que o novo edifício que está em construção era para custar qualquer coisa como 4,8 milhões de euros, mas que já se prevêm mais 613 mil para obras a mais e 758 mil para erros e omissões. Com esta moda das derrapagens nunca se sabe onde é que as despesas vâo parar...

Mas tudo isto é mais ou menos velho! Novo, novo é o modelo de pagamento que o Sr. Presidente encontrou para o novo edifício. Digo novo, mas é mais inesperado, para o nosso concelho, para os que nunca esperaram que os autarcas que elegeram conduzissem o património colectivo para esta situação de futuro hipotecado; porque, afinal, este expediente já  é velho, nestes tempos de novoriquismo, em que se gasta, facilmente, mais do que aquilo que se pode e deve, principalmente quando não se faz conta de pagar do próprio bolso.

Assim, ao que se diz, o Sr Presidente da Câmara propõe-se, juntamente com os vereadores do seu Partido,(a Assembleia Municipal aplaudirá) viabilizar uma solução que passa pela cedência do direito de superfície a entidades privadas do novo edifício camarário, por um período de 40 anos, ou seja, a entidade privada paga o edifício e a Câmara fica a pagar-lhe uma renda durante 40 anos. Se essa renda for, como também se diz, de 35 mil euros por mês, bem... é só fazer as contas: 35000X12X40... não dá para acreditar.

Isto não pode ser verdade!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 18:25
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
Carta Educativa III

Inevitável! Tal como prevíramos, a Assembleia Municipal foi obrigada a reunir, extrordinariamente, em 24 de Maio, para revogar a sua deliberação de 30 de Abril e aprovar uma nova versão da carta educativa do concelho de Ourém proposta pela Câmara Municipal. De todo este processo há conclusões e interrogações que ficam, tanto no âmbito local, como no regional e nacional.

Em primeiro lugar, no contexto local, ficou claro que o documento apresentado pela Câmara Municipal nâo era credível, foi mal elaborado; não foram, previamente, ouvidas as Juntas de Freguesia; não foram informados, consultados os estabelecimentos de ensino envolvidos; não foram ouvidos, directa ou indirectamente, os pais ou encarregados de educação dos alunos. E este assunto vem-se arrastando desde Fevereiro, pelo menos; daí que não foi por falta de tempo, certamente, que ninguém foi ouvido. Diríamos, antes, que o problema é outro: é o quero, posso e mando de um executivo municipal que acha que sabe tudo e que tudo pode decidir e que não está para "perder" tempo com essa coisa da democracia.

Ainda no contexto local: afinal o que é a Assembleia Municipal e para que serve? Uma simples marionete que a Câmara manobra conforme quer e lhe apetece? E que credibilidade podem ter aqueles membros da AM que se limitam a votar, hoje assim e amanhã assado, sem saberem, exactamente, por que votam  de uma maneira hoje e de outra amanhã?

E já agora: é inacreditável que a Câmara Municipal tenha sido incapaz de elaborar a carta educativa, tendo recorrido a uma empresa para o efeito. O que faz tanta gente nos vários serviços municipais? E quanto é que isto tudo nos custou?

Em segundo lugar, no contexto regional e nacional: que avaliação é que a Direcção Regional de Educação de Lisboa/Ministério da Educação fez  dos agrupamentos de Escolas, a funcionarem desde 1999, para concluir que os do 1º ciclo e pré-escolar tinham de acabar? Onde estão as conclusões desse estudo? Ou será que a Srª Ministra acha que têm de acabar porque sim, ou porque essa decisão já tinha sido tomada anteriormente pela governação do PSD, ou porque pensa que isso vai economizar(?) alguns euros? Ou porque lhe apetece? Era bom que dissesse, para podermos chegar a alguma conclusão. Ou será que também não está para "perder" tempo com essa coisa da democracia? Já tivemos um Primeiro Ministro que tinha sempre razão e raramente se enganava...E o resultado viu-se!



publicado por ouremreal às 16:23
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