Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Eleições autárquicas

Quem pensa (se é que alguém se atreve a pensar isso) que a política é um mundo de transparência, de lisura, de respeito pelos outros, onde a verdade é palavra sagrada e a honradez, a honestidade e o compromisso são invioláveis corre o risco de se enganar. Porque, de facto, há sempre três hipóteses: sim, não e talvez. E o que faz a diferença entre estas três hipóteses está, muito simplesmente, nos protagonistas, não só na sua competência, nas suas qualidades pessoais e da equipa que o rodeia, mas também, e principalmente, na ideia que se formula sobre cada um e na consequente confiança que nele se deposita. Por razões objetivas ou subjetivas. Por simpatia, por aquilo que fez ou deixou de fazer, por aquilo que diz que vai fazer, mesmo sem saber se pode ou não fazê-lo, por ideologia, por espírito de grupo ou, simplesmente, por tradição. E é na procura da solução que cada um acha a melhor que se disputam eleições e os escolhidos serão sempre os melhores, mesmo que, de facto, o não sejam.

As eleições autárquicas de 1 de Outubro próximo, no concelho de Ourém, têm uma caraterística muito especial, porque se verifica uma situação nunca antes vista: por decisão do tribunal e depois da coligação PSD/CDS ter requerido a impugnação da candidatura do cabeça de lista à Câmara Municipal pelo Partido Socialista, o ainda Presidente Paulo Fonseca não pode concorrer a novo mandato. O motivo nada tem a ver com a sua atuação no cargo de Presidente, que o é há oito anos, mas sim com uma situação antiga, anterior á sua condição de autarca, que diz respeito a uma empresa de que foi sócio e onde os negócios correram mal e o facto de ter dado o seu aval a determinados compromissos o levaram à condição de insolvente.

É assim que uma circunstância que nada tem a ver com o problema autárquico pode, de um momento para o outro, mudar todo o cenário do próximo ato eleitoral neste concelho. Enquanto que o cabeça de lista daquela coligação, ainda vereador da Câmara Municipal, acusado de corrupção, foi a julgamento pelo tribunal de Santarém, viu o seu problema resolvido com absolvição e não tem qualquer obstáculo à sua candidatura autárquica.

É caso para nos questionarmos: afinal, o que é que, pelo menos aparentemente, pode ser mais importante, ou mais prejudicial, para a gestão do Município: um Presidente que tem que deixar de o ser por motivos alheios ao desempenho do seu cargo, ou um vereador que foi julgado por corrupção, mas que, ao ser absolvido, pode continuar a sê-lo, ou, eventualmente, chegar a Presidente?

E que leis são estas e que decisores temos que parecem ser tão rigorosos nuns casos e tão benevolentes noutros? Ou será que toda esta discrepância é, apenas, aparente e a nossa ignorância ou má informação é que nos levam a fazer juízos errados?

De qualquer maneira, as próximas eleições autárquicas no concelho de Ourém não vão ser o que se previa que fossem. Cabe aos políticos locais esclarecer, devidamente, os seus concidadãos sobre toda a verdade dos factos passados e projetos para o futuro e cabe aos eleitores pensar e avaliar cada uma das candidaturas e decidir de acordo com o que acharem melhor para a sua terra.

 

O.C.



publicado por ouremreal às 11:38
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017
O ultimato

Uff, foi por pouco! Quando ouvi o sr deputado do psd, Hugo Soares, dar o ultimato ao governo para apresentar a lista das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande em 24 horas, receei o pior!

Primeiro, porque o 1.º ministro António Costa não iria apresentar lista nenhuma pela simples razão de que não lhe competia fazê-lo.

Segundo, porque o ar ameaçador do sr deputado fazia crer que a coisa era séria e, vinda de quem vinha…o desfecho podia ser “gravíssimo”.

Pelo sim, pelo não, fui para o abrigo subterrâneo, levei comigo a minha fifi, uma cadela que tem medo dos foguetes, e só de lá saí quando vi a lista publicada pela PGR. Nesta coisa de ameaças o melhor é levar tudo a sério, não vá o diabo tecê-las! (O presidente Trump ainda não se convenceu que um dia destes o sr Kim Jong Un lhe dá cabo do Hawai…mas…se bem calha, quando acordar já é tarde…!).

Voltando ao ultimato. Felizmente houve bom senso e evitou-se uma “catástrofe” de consequências imprevisíveis. A PGR divulgou a lista que, por sinal, e para desgosto de algumas pessoas, tinha os mesmos nomes que já eram conhecidos – 64 – podendo esse número ser alterado, como também já se sabia, depois de concluídos os processos referentes a dois casos. A tal empresária que resolveu fazer pesquisa por conta própria (há quem diga que foi por conta de mais alguém) afinal também falhou nos seus objetivos! Há, até, quem lhe sugira que o melhor que faz é ir cuidar da sua empresa que, ao que se diz, tem alguns problemas para resolver!

Ao que parece, foi por água abaixo, a teoria da lista secreta do governo para ocultar propósitos obscuros, (vá lá saber-se quais!) e o tema do momento ficou um pouco arrefecido, o que não significa esquecido, porque o sr deputado, seus pares e afins logo discorrem outro qualquer para entreter as hostes e dar assunto à sua comunicação social, aos comentadores, opinadores e por aí adiante.

Entretanto…

Com a divulgação da lista, ou sem ela, a infelicidade das pessoas não se alterou. As suas carências não foram resolvidas, os problemas continuam para quem perdeu familiares, as casas, as culturas, os haveres. Esta é que é a questão sobre a qual vale a pena falar! É urgente passar à ação! Ações concretas! Que se vejam! Deixem-se de conversas da treta! TODOS!

 

O.C.



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Quarta-feira, 12 de Julho de 2017
O diabo
O dr. Costa não parece ser muito dado a essas coisas de…diabos! Daí o não ter dado muita importância às previsões do dr. Coelho que, em jeito de ameaça, lhe foi dizendo que as políticas que o governo estava a implementar eram desastrosas e que, por via delas, vinha aí o diabo. Afinal, enganaram-se ambos! Um mais que o outro!
As políticas deste governo não conduziram ao desastre que o dr. Coelho prognosticava, antes pelo contrário. O diabo não veio pelas portas por onde ele desejaria que ele entrasse, casos da economia, finanças, défice, educação, saúde, emprego, segurança social, enfim, as chamadas portas principais e, perante tamanha frustração, logo se desencadeou uma ação conjunta e orquestrada com toda a direita a tentar abrir tudo o que é porta dos fundos, portas de emergência, ou mesmo janelas e postigos, por onde o tal diabo pudesse entrar, com a comunicação social amiga a fazer eco de tudo o que é preciso ser dito, porque a liberdade de expressão e o dever de informação a isso obrigam.
E para que o diabo venha, nada melhor que uma desgraça, ou duas; se forem três, ou mais, ainda melhor! E, infelizmente, elas aconteceram! A maior de todas, Pedrógão Grande! Não há palavras para a qualificar! Como se previa, a direita levantou bem alto as suas bandeiras e culpou, claro está, o governo pelos acontecimentos. A dr.ª Cristas já pediu, mais de cem vezes, a demissão da ministra da administração interna que, digo eu, devia ter estado no sítio certo, à hora certa, (e não esteve) com um balde de água para apagar a primeira chama. Parece que anda tudo surdo, porque a ministra ainda continua a sê-lo!
Depois foi a história, que parece muito mal contada, do assalto aos paióis de Tancos. Um buraco na rede da vedação que ainda não vi, porque as televisões mostram, vezes sem conta, uma vedação e imagens que não têm nada a ver com paióis. Câmaras de vigilância avariadas há 5 anos, segurança privada, falta de guardas, sentinelas, ou o que lhe queiram chamar, que ninguém perceberá. Armamento roubado (há quem diga outras coisas) que, põe em causa a segurança interna e a da Europa (pelo menos) segundo a direita; afinal, sabe-se agora, seria material que, na sua maioria, estava selecionado para abate. E havia material muito mais importante que não foi levado. Não se percebe muito bem isto! A dr.ª Cristas já está a ficar afónica de tanto pedir a demissão do ministro da defesa. Ela não o diz, mas eu calculo que o ministro se deixou dormir, quando estava a fazer o seu quarto de sentinela e…pronto! Foi o bastante para o assalto! Assim, tem que ser culpado! No meu tempo de militar levava, pelo menos, dez dias de detenção e ia para o olho da rua! Que era para aprender! Mas continua tudo surdo! O ministro ainda não saiu!
Como se tudo isto não bastasse…há secretários de estado que foram à bola, há um ano, e de borla, porque a Galp lhes pagou o bilhete. Deviam saber que há uns que podem andar à borla e que há outros que não podem! É o caso deles! O pior de tudo é que resolveram, agora, pedir a demissão dos cargos! Quando a direita estava bem calada, não pedia essas demissões, provavelmente, por causa da velha história dos telhados de vidro…! Ou, então, aguardava por melhor oportunidade! Talvez mais próximo das eleições autárquicas…! Pronto! Mais gritaria! Desde quando é que secretários de estado têm o atrevimento de pedir a demissão sem que a direita a tenha reivindicado? Também não se percebe muito bem o motivo que leva o Ministério Público a tratar deste assunto só agora …! Mas, pronto, talvez se venha a perceber…!
Para terminar:
O dr. Costa tem que se convencer que o diabo existe. E se não quer que ele entre tem que manter portas e janelas, as frestas todas, bem fechadas, de dia e de noite, 24 em 24 horas, porque o tal diabo tem carradas de amigos disponíveis e a esforçarem-se para o ajudar a entrar ao mais pequeno descuido! E se for preciso recorrer ao arrombamento…também dão um jeitinho! Convém escolher bem as sentinelas…! Não se fie só na vigilância eletrónica e nas novas tecnologias! Olhe que os apagões estão na moda! Nunca fiar…! Se 10 MM de euros marcharam, porque os computadores tiveram uma diarreia e perderam muito tempo na casa de banho, mais fácil é o diabo entrar por uma fresta qualquer!
O dr. Coelho e a dr.ª Cristas, há falta de melhor, escolheram o diabo como aliado. É uma estratégia como outra qualquer, mas reveladora de falta de capacidade imaginativa, competência política e de verdadeira vontade de contribuir para a resolução dos muitos problemas que o País tem. E não esqueçam que o diabo é interesseiro! Cobra caro pelos serviços prestados! Mais tarde ou mais cedo vão tê-lo à perna!

O.C.


publicado por ouremreal às 14:47
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Terça-feira, 20 de Junho de 2017
Os incêndios

Na sequência da tragédia que no último sábado se abateu sobre a região do centro interior do nosso País, concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pera, tenho ouvido, visto e lido coisas, tantas coisas, algumas inimagináveis, que me levam a pensar que, das duas, uma: ou há pessoas tão mal formadas, ou mal informadas, ou mal intencionadas como nunca imaginei, ou, se assim não for, serei eu o mais ignorante de todos!

Não falo em técnicos disto e daquilo, em peritos desta ou daquela área, que sempre aparecem, porque esses terão alguma base de conhecimento para sustentar o que dizem. Se, nuns casos, as suas teorias podem estar desajustadas das realidades (que nem sempre conhecem suficientemente bem) e que, se fossem aplicadas, não produziriam os efeitos que julgariam obter, noutros, o seu saber, as suas opiniões, sejam favoráveis ou não ao que está em vigor, serão sempre de ter em conta.

Não vale a pena falar mais, em alguns órgãos da comunicação social que, ao que parece, aproveitam a desgraça alheia para fazer render o negócio. Por exemplo, é chocante, é duplamente chocante, ver uma repórter de um canal de televisão a fazer um direto junto aos restos de um automóvel completamente queimado, ou junto ao corpo carbonizado de uma senhora, ainda no chão. Isto é o quê? Sou levado a crer que se pretendeu criar um sentimento de choque, de indignação nos espectadores propiciador à criação de um clima onde caísse bem o repto que, de seguida, lançou à ministra da administração interna: quantas mortes é preciso haver mais para que se demita?

Falo, principalmente, dos que parece que sabem de tudo, mas que, ao fim e ao cabo, o que fazem é exprimir as suas ideologias, as suas convicções, nem sempre com um sentido crítico construtivo, mas, quase sempre, com a intenção de aproveitar as emoções do momento para atacar quem os incomoda. Fora ou dentro do contexto! Pouco importa! Dizer, por exemplo, que a culpa dos incêndios, das mortes, dos feridos, do património destruído é do governo, que a ministra da administração interna e o ministro da agricultura deviam ser demitidos, são opiniões que não consigo perceber em que se fundamentam. Como se fosse este governo, ou outro qualquer, o culpado pelas condições atmosféricas capazes de desencadear catástrofes desta natureza! Que se diga que o ordenamento do território nacional e obviamente, da nossa floresta é, mais ou menos caótico…não andará longe da realidade! Mas teremos, sempre, para sermos justos, que perguntar: Desde quando? Por culpa de quem? E como se resolve? E esta última pergunta será, em meu entender, a de resposta mais difícil! Porque aqui cabem aspetos tão complicados como o ordenamento, a prevenção e o combate aos incêndios!

Depois, como vai acontecendo de vez em quando, a velha questão de ser a Força Aérea a combater os incêndios como se esta solução estivesse isenta de custos e, assim, se evitassem gastos de milhões com a contratação de meios aéreos externos. Certamente que quem defende esta solução terá feito as contas, coisa que eu não sei fazer, embora admita que se possa economizar! Não sabendo isso, sei, ou julgo saber, duas coisas: 1 - A Força Aérea tem pessoal competente para desempenhar essa função; 2 – A Força Aérea não tem aeronaves adequadas nem orçamento para essa função. Façam-se as contas e decida-se o que for melhor! Mas acabe-se com o mito de que com a Força Aérea se acaba com os milhões gastos a combater incêndios!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 00:11
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017
Cristiano e o fisco espanhol

Leio na imprensa que Cristiano Ronaldo está a ser acusado pelo fisco espanhol de fraude fiscal no valor de cerca de 15 M€.
Não sei se é assim ou não, nem isso me interessa muito! É assunto que ele, certamente, resolverá! E, se tiver que pagar, pois, que pague!
O que me impressiona é a atitude do clube que ele representa – o Real Madrid – que terá contactado órgãos da imprensa espanhola no sentido de substituírem as fotos do atleta por outras em que ele não apareça com a camisola do clube:

"Mira a ver si podéis cambiar la foto de Cristiano, una en la que no apareza con la camiseta del Real Madrid"

Não terão chegado a dizê-lo, mas não me surpreenderia que tivessem pensado que ficaria muito melhor com a camisola da seleção portuguesa…!

…Nem bom vento, nem bom casamento, nem porcaria nenhuma! Cambada…!

 

O.C.



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Domingo, 23 de Abril de 2017
O aeroporto de Monte Real

Não li o artigo completo do dr. Santana Lopes sobre a localização do aeroporto complementar a Lisboa. Na parte que li, ele diz não entender o motivo por que a solução Monte Real não é considerada. Tem boa localização na zona centro e o investimento que seria preciso fazer seria relativamente baixo, comparando com a solução Montijo. Eu acho que o dr. Santana Lopes sabe por que é que a solução que defende não é considerada, mesmo tendo em conta que o que diz é verdade. Afinal, a procura de um aeroporto complementar ao de Lisboa é para resolver o quê? Os interesses do turismo da zona centro? Os interesses das pessoas que vivem na zona centro e dos turistas que nos visitam e que deixariam de percorrer os tais 150 kms para cá e para lá? Se alguém está convencido disso, eu não estou! Há muitos interesses, além daqueles, que, certamente, falarão mais alto. E, quando os governos resolvem vender a empresa que gere os aeroportos, e vendem a transportadora aérea nacional e abrem mão da sua capacidade de decisão…provavelmente, no futuro, terão de atender, primeiro, os outros e, depois, talvez possam preocupar-se com o turismo da zona centro.

A minha opinião é a seguinte:

Primeiro, é preciso dizer que nunca li nenhum relatório sobre os possíveis aeroportos complementares a Lisboa. Não sei por que foi abandonada a hipótese Ota, também se falou em Alverca e em Sintra, Alcochete depois e, agora Montijo. Nem tenho formação / informação para discutir um assunto desta complexidade. Portanto, falo de cor. É só intuição!

Em segundo lugar, a opção por um aeroporto complementar, não é uma “solução”, é um “remendo”. E digo isto, porque, com essa solução, dos dois principais  problemas graves com que o aeroporto de Lisboa se confronta neste momento, apenas um é, temporariamente, aliviado – o da capacidade de movimentos, ou seja, aterragens e descolagens, que estará, julgo eu, próximo do limite máximo. O outro problema, o que considero mais grave, a localização dentro da cidade, esse manter-se-á.

A solução? Um novo aeroporto, de raiz, fora da cidade, com 2 faixas (4 pistas), a mais ou menos 1,5 kms uma da outra, uma estrutura única que concentre todos os movimentos, com aterragens e descolagens em simultâneo. Há sítio para isso? Diz-se que Alcochete tem essa capacidade. Não sei! Montijo não tem! Monte Real parece-me que também não! Para além da distância! Problemas de impacto ambiental? Certamente que sim! Não faço ideia onde serão maiores! Há capacidade financeira? Admito que não! A menos que se fizesse de maneira faseada. Primeiro, uma faixa (duas pistas) e durante uns tempos (anos) seria complementar de Lisboa. Posteriormente, outra faixa e entraria na fase definitiva, libertando Lisboa. Seria uma maneira de aproveitar melhor o investimento e caminhar mais depressa para uma solução definitiva! Mas…é só uma opinião!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 21:34
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
Casa de pais...escola dos filhos!

Casa de pais...escola dos filhos! É um ditado muito velho!

É certo que nem sempre assim é! Mas quase sempre! E também sempre assim foi e, tudo leva a crer, assim continuará a ser! Como resolver o problema? Pois...cada um terá a sua "receita" e não custa nada opinar! O difícil é resolver! E há uma grande tendência para ter a solução para o problema do vizinho e não ser capaz de resolver o próprio!

Vem isto a propósito do tema do passado fim-de-semana, badalado pela imprensa cá de dentro e lá de fora, mais as redes sociais, relativo ao comportamento dos nossos alunos do Secundário que foram fazer “porcaria” para Espanha, ou viagem de finalistas, como se queira.

Pelas palavras dos responsáveis do hotel espanhol fica-se com a ideia que os mil alunos de que se fala se transformaram num bando de malfeitores que arrasaram tudo, ou quase, ao ponto de exigirem uma quantia de 50 mil euros para reparar os estragos. É preciso aferir a credibilidade das afirmações deste hotel!

Pelas palavras de alguns alunos não se passou quase nada, além de uma parede riscada, uns candeeiros arrancados, um televisor na banheira, um extintor abalroado, e pouco mais. Fica-se sem saber se o extintor teria sido usado para neutralizar as baratas que por lá haveria(?)…ou, eventualmente, para manifestar perante o diretor do hotel todo o desagrado pela falta de qualidade do serviço prestado e pela sua arrogância para com os hóspedes lusitanos.

Uma sr.ª espanhola, vizinha do hotel, queixava-se do barulho, que era tanto que não conseguiu dormir ao ponto de ter posto a hipótese de ter de ir passar a noite para outro lado. E outra que chamou a polícia porque pensava que os jovens estavam a lutar entre si.

Já um outro sr. também entrevistado, achava aquilo tudo normal e interessante para dar vida e mais animação aquele local.

Ouvindo a mãe de um dos alunos ficou-se a saber que, afinal, a rapaziada apenas se estava a divertir, foi para isso que fizeram esta viagem, é normal que bebam demais, os adultos também fazem o mesmo, quando se juntam, e se fosse para não fazerem barulho tinham alugado um hotel em Fátima que, presume-se, é um sítio onde não se faz barulho. Portanto, depreende-se, não se passou nada de especial…! Quanto a não se fazer barulho em Fátima…será uma novidade, mas se a sr.ª o diz…pode ser que assim seja! A menos que estivesse a referir-se a algum retiro espiritual onde seria descabido bebedeiras, algazarras, vandalismo e outras diversões associadas!

Posto isto e em jeito de conclusão:

Alguns destes alunos não souberam comportar-se! É uma vergonha!

Os pais destes alunos são os principais culpados, porque não souberam dar-lhes a educação necessária para viver em sociedade, onde o respeito pelo outro é o limite da liberdade de cada um! Parece que ainda não perceberam que a melhor forma de ajudar os filhos na sua educação não é a permissividade a qualquer preço, desculpabilizando os seus comportamentos por mais impróprios que sejam, em vez de os responsabilizarem e de lhes incutirem regras para uma correta inserção na sociedade. Provavelmente, em muitos casos, esta falta de respeito pelos outros vem no seguimento do que vai acontecendo lá por casa: o respeito, as regras, as obrigações, os direitos e os deveres não estarão organizados da maneira mais adequada! E, depois, isto vai refletir-se no comportamento escolar, evidentemente! E as escolas, o sistema de ensino em que estes alunos estão inseridos, não estão apetrechadas dos instrumentos necessários para conseguirem corrigir aquele desvio; nem ao nível material, nem pessoal, nem legislativo. A escolaridade obrigatória até aos 18 anos elevou o grau de exigência para patamares que estão muito acima da capacidade de resposta atual. A escola deve ser o seguimento e o aprofundamento da harmonia familiar, quando ela existe, transformando o seu caráter de obrigação em atracão e satisfação, mas também deve assumir uma função corretiva nos casos em que aquela harmonia não existe, numa tentativa constante de inverter a situação, porque, se assim não for, não faz sentido que a obrigatoriedade de frequência exista. Mas, para que isto possa acontecer, casos haverá em que algo terá que ser imposto! E, aqui, aumentam as dificuldades. Porque, sem a participação colaborante dos pais / encarregados de educação tudo fica mais complicado e não haverá estratégia que vingue. E a primeira interrogação que se coloca é: estarão os pais conscientes dessa necessidade e disponíveis para colaborar?

Uma coisa parce certa: o sistema educativo e as famílias têm muito que repensar e mudar se quiserem que o futuro seja melhor que o presente!

 

O.C.



publicado por ouremreal às 11:21
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017
O relatório do BCE

Segundo o BCE (Banco Central Europeu), há seis países da U.E. que apresentam desequilíbrios excessivos nas suas contas (Bulgária, Chipre, Croácia, França, Itália e Portugal) e três destes (Chipre, Itália e Portugal) vão ter de apresentar em Bruxelas, até ao próximo mês de Abril, um programa de medidas a adotar no sentido de reverter esta situação. Se o não fizerem, o BCE ameaça desencadear procedimentos de penalização, aplicação de sanções que, no caso português, poderão ir aos 190 milhões de euros.

Ora, no momento em que as “contas” internas parecem (ou pareciam!) registar alguma melhoria e o país começava a respirar algum alívio pela previsível saída, já no próximo mês, do chamado “procedimento por défice excessivo” o BCE vem, com o seu último relatório, pôr tudo isto em causa. Porquê? Os entendidos saberão responder! Eu não sei! Mas não deixo de ter uma opinião, que é a seguinte:

Em primeiro lugar, porque quem dirige a EU (Banco Central Europeu, Parlamento Europeu e Comissão Europeia), assim como o FMI, nunca viram com bons olhos a atual solução governativa encontrada pelo Parlamento Português e, consequentemente, a política seguida pelo atual governo. As famílias políticas tendem a desenvolver um sentimento tribal de proteção dos seus membros e, consequentemente, dificultar a vida aos adversários. Vai sendo normal!

Em segundo lugar, porque se esta solução vingar (ou vingasse!) seria o descrédito da política de grande austeridade que impuseram e que o governo anterior seguiu e a confirmação de que, afinal, havia outra alternativa. Não é, pois, de estranhar que vão dificultando, ora com chamadas de atenção, como faz o ministro alemão das finanças, ora com taxas de juro por medida, mais as graçolas do ministro das finanças da Holanda e Presidente do Eurogrupo e os palpites da presidente do FMI, ou, como agora, com este relatório do BCE, ou, ainda, com as notações das agências de rating que lá vão fazendo a “reciclagem” da lixaria que vai por esta Europa, conforme as conveniências dos donos.

E é nesta “encruzilhada” que surge o sr. Presidente da República que, agastado com o relatório do BCE, referindo-se ao vice-presidente desta instituição, pergunta:

O que é que Vitor Constâncio lá está a fazer?

Ora, a resposta parece óbvia: como o sr. prof. Marcelo muito bem sabe, o vice-presidente do BCE estará lá para fazer aquilo que o mesmo BCE quer que ele faça, ou seja, defender os interesses e os pontos de vista da instituição que lhe paga; com ou sem vontade do próprio…assim terá que ser!

Se a mesma pergunta tivesse sido feita há uns anos atrás, quando Vitor Constâncio foi governador do Banco de Portugal, aí sim, talvez tivesse havido pertinência na questão. Provavelmente, muita da libertinagem bancária a que temos assistido e que bem cara nos está a sair, poderia ter sido evitada. Agora…

E a propósito: Por que é que não se faz uma pergunta idêntica acerca do atual governador do Banco de Portugal?

O que é que Carlos Costa lá está a fazer?

 

O.C.



publicado por ouremreal às 20:05
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017
As 5.as de Cavaco

Cavaco Silva sentiu necessidade de escrever e publicar um livro a que deu o nome de “quintas-feiras e outros dias” para, segundo diz, prestar contas aos Portugueses do tempo em que foi Presidente da República. E nesse livro faz um forte ataque ao antigo primeiro-ministro Sócrates, revelando aspetos do relacionamento entre ambos no exercício das respetivas funções.

A primeira sensação com que se fica é de alguma surpresa, porque não tenho ideia de outro P.R. ter tomado decisão idêntica. Esta necessidade de se explicar é sintoma de que terá percebido que a ideia com que os Portugueses ficaram da sua presidência não será muito favorável. Daí, o melhor seria compor o retrato, ao seu jeito, sem contraditório. E para dar mais força ao objetivo, dedicou uns capítulos a Sócrates e adjetivou a ação do ex-governante como lhe apeteceu. Com razão ou sem ela! Para o caso tanto faz! Podemos sempre achar que foi assim, ou ao contrário. Haverá, de certeza, muitos apoiantes para ambos os lados!

A segunda sensação é de estarmos perante uma personalidade que, afinal, mostra ser, exatamente, como aquele a quem acusa – não é de confiança! Se é capaz de revelar aspetos do relacionamento entre Primeiro-Ministro e Presidente da República, no exercício das suas funções, então não merecia mesmo que o seu interlocutor falasse abertamente, se expusesse, confiasse, porque, à menor divergência, veria as suas declarações, ações, opiniões, ou o que lhe quisermos chamar, serem divulgadas. É o que este livro também acaba por mostrar.

Por fim, duas perguntas:

A 1.ª - como é que um Presidente da República convive, suporta, mantém em funções um Primeiro-Ministro como aquele que o livro refere? Falta de coragem? Cobardia? Ou tática político-partidária? Ou tudo junto?

A 2.ª – será que não haverá, ainda, outras contas para prestar…?

 

O.C.



publicado por ouremreal às 22:26
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Gamanço

A EDP cobra indevidamente! E os “parasitas” aproveitam!

Pois é, a EDP deixou de ter “tempo” para fazer leituras de contador da eletricidade e resolve fazer contas por estimativa! E não é só a EDP! E como as estimativas tendem a ser feitas por excesso e não por defeito, nas contas de 2016 a EDP “calculou” que o meu consumo de eletricidade não foi o que, realmente, o contador marca, mas mais 144 KWH.

Como todos sabemos, cada kwh gasto custa qualquer coisa como 16 cêntimos e meio. E por cada dia de energia elétrica, conforme a potência contratada, temos de pagar, mais ou menos,  30 cêntimos e 6 décimas. A tudo isto acresce o IVA, claro!

E, a seguir, vêm os “parasitas” que, tal como nas faturas do consumo da água, beneficiam de taxas e taxinhas e que, claro está, quanto maior for a cobrança maior o quinhão que arrecadam!

É o caso da taxa fixada pela Direção Geral de Energia e Geologia (7 cêntimos/mês) e justificada pela utilização das instalações elétricas; mais o IVA;

Mais um imposto especial criado em 2012 e referente ao consumo de energia – taxa de 0,001 por cada kwh; mais o IVA;

Mais a taxa do audiovisual – 2,85 € por mês – entregues, mensalmente, à Rádio e Televisão de Portugal; mais o IVA.

Em resumo:

Não bastava ter que suportar a despesa do que consumi, como ainda ter de aguentar os dislates de uma empresa que age como lhe convém, porque o Estado não cuida de defender os cidadãos, permitindo que estas situações aconteçam.

Fico com a sensação de que esse mesmo Estado é permissivo, porque, afinal, beneficia do abuso cometido pela empresa.

 

O.C.



publicado por ouremreal às 19:56
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